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Os policiais civis da Bahia estão em estado de alerta devido à insatisfação com os salários. Em resposta à falta de avanços nas negociações, as operações policiais foram suspensas em toda a Bahia até o próximo dia 12 de agosto. A decisão foi tomada em uma assembleia conjunta realizada em 19 de julho, envolvendo diversas entidades representativas. A suspensão afeta as atividades de investigadores, escrivães, peritos técnicos, criminais, odonto-legais, médicos legistas e delegados em todo o estado. As entidades esperam que a paralisação chame a atenção para as reivindicações da categoria.

A situação é alarmante, especialmente em um cenário onde a Bahia se vê cada vez mais tomada por facções criminosas. A segurança pública, segundo os policiais, não se resume apenas a investimentos em infraestrutura, mas também na valorização dos profissionais que atuam na linha de frente do combate ao crime. As sete entidades que representam os policiais civis da Bahia ressaltam que os agentes não se sentem reconhecidos pelo governo, o que impacta diretamente a motivação e o desempenho no trabalho.
De acordo com as entidades sindicais, os policiais civis da Bahia recebem o segundo pior salário do país. “É uma vergonha ser o maior estado do Nordeste e pagar o segundo pior salário”. A categoria acusa o Governo do Estado de negligenciar as negociações para a reestruturação salarial dos servidores. Figueiredo ressaltou que, apesar de existir um canal de comunicação com o governo, os avanços desejados não ocorrem.
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A situação é agravada pelo déficit salarial de 10 anos, com uma perda de poder aquisitivo estimada em 54% durante esse período. A categoria espera que o Governo do Estado demonstre maior comprometimento com a valorização dos profissionais da segurança pública, atendendo às demandas por uma reestruturação salarial justa e condições de trabalho adequadas. A continuidade da suspensão das operações pode impactar a segurança pública no estado, aumentando a pressão sobre o governo para encontrar uma solução. Uma nova assembleia está marcada para o próximo dia 12, onde os policiais civis da Bahia esperam avançar nas negociações.
