Um homem de 48 anos e uma mulher de 41 foram mortos a tiros na manhã deste sábado (07), por volta das 5h50, entre as ruas Lençóis e Itabuna, no bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.
Segundo informações preliminares, as vítimas dormiam em um barraco nas proximidades quando foram surpreendidas por indivíduos em uma motocicleta, que efetuaram vários disparos. Na tentativa de fugir, ambos foram perseguidos e atingidos, morrendo ainda no local.
O SAMU confirmou os óbitos. A Polícia Militar, por meio do 27º BPM, isolou a área, enquanto o Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia e encaminhou os corpos ao IML de Barreiras.
O delegado Ewerton Damião acompanhou os primeiros levantamentos. A Polícia Civil investiga o caso e busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Uma possível relação com o tráfico de drogas está entre as hipóteses preliminares, ainda não confirmadas.
Na sexta-feira (06/11/2026), por volta das 22h30, durante a Operação Oeste em Paz, guarnições da CIPT-O realizavam patrulhamento tático no bairro Santa Luzia, em Barreiras-BA, quando visualizaram um indivíduo manuseando e embalando uma substância com características semelhantes à maconha, em um estabelecimento comercial.
Durante a abordagem, foram encontrados sobre o balcão aproximadamente 400 gramas de substância análoga à maconha e uma balança de precisão. Na sequência, após informações fornecidas por um dos indivíduos abordados, as guarnições deslocaram-se até uma residência no bairro Vila Rica, onde, com autorização de entrada, localizaram diversos tabletes de substância análoga à maconha em um cômodo do imóvel.
Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 15 quilos e 951 gramas de maconha, 600 gramas de cocaína, duas balanças de precisão, uma calculadora e aparelhos celulares.
Três indivíduos foram conduzidos à 11ª COORPIN, juntamente com todo o material apreendido, para adoção das medidas legais cabíveis.
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) arrecadou 10.310 euros, o equivalente a pouco mais de R$ 63 mil, por meio de uma vaquinha online criada para custear sua permanência na Itália. Até o início da tarde desta sexta-feira (6), a campanha, hospedada na plataforma GoFundMe, havia recebido 398 doações.
A iniciativa foi anunciada após uma primeira tentativa de arrecadar recursos por meio de uma comunidade online não avançar. Zambelli havia criado um perfil na plataforma Kiwify, utilizada para a comercialização de cursos e conteúdos digitais, com a proposta de oferecer publicações exclusivas e relatos sobre as experiências vividas durante o período em que esteve presa.
Essa assinatura custaria R$ 50 mensais, mas o perfil acabou cancelado. Na Itália, a ex-parlamentar aguarda a análise do pedido de extradição apresentado pelas autoridades brasileiras. Ela ficou presa por cerca de dez meses no país europeu e foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por porte ilegal de arma de fogo.
Em publicações nas redes sociais, Zambelli atribuiu ao ministro Alexandre de Moraes, relator de seus processos no STF, a responsabilidade pelas dificuldades que enfrenta no exterior. As informações oram confirmadas pelo jornal O Globo.
Segundo ela, a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol, sob acusação de envolvimento em um crime de invasão com prejuízo financeiro, teria dificultado a abertura de contas bancárias e a busca por emprego na Itália.
Ao anunciar a campanha, a ex-deputada afirmou que pretende procurar trabalho quando estiver estabelecida em uma cidade italiana, para deixar de depender das contribuições dos apoiadores. Ela também revelou que está escrevendo um livro sobre os acontecimentos relacionados à sua prisão.
Zambelli ainda afirmou que as doações provavelmente não poderiam ser realizadas por Pix, por se tratar de uma plataforma internacional. A ex-parlamentar também manifestou preocupação com a possibilidade de a campanha ser bloqueada por determinação de Moraes
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Nova legislação sancionada pelo presidente estabelece a proficiência como requisito para registro profissional, fortalece a avaliação dos cursos e amplia o uso do exame no acesso à residência médica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que torna o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) obrigatório para a obtenção do registro profissional e o exercício da medicina no Brasil. A medida busca estabelecer um padrão nacional de avaliação da qualidade da formação médica e garantir que os profissionais tenham conhecimentos e competências mínimos para atender à população.
A nova legislação estabelece que o Enamed será aplicado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Inep, em três etapas da graduação: no segundo, quarto e sexto anos, com pontuação acumulada e maior peso para a avaliação final.
Principais mudanças
Registro profissional: estudantes que ingressarem em medicina a partir de 19 de junho de 2026 precisarão alcançar a proficiência mínima no Enamed para obter o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).
Reprovação: quem não atingir a pontuação exigida poderá refazer o exame em edições futuras, mas não poderá exercer a medicina até ser aprovado.
Fiscalização das faculdades: cursos com desempenho insatisfatório poderão sofrer sanções do MEC, incluindo redução de vagas e suspensão temporária de novos ingressos.
Residência médica: os resultados do Enamed poderão ser utilizados nos processos seletivos de residência médica, especialmente por meio do Enare.
Revalidação de diplomas: o exame substituirá a etapa teórica do Revalida.
Avaliação da residência: será criado o Sistema Nacional de Avaliação da Residência Médica (Sinares), destinado a acompanhar e qualificar a formação dos médicos especialistas.
Contexto e justificativa
A criação da medida responde à preocupação com a expansão dos cursos de medicina e as diferenças na qualidade do ensino oferecido no país.
Na primeira edição do Enamed, realizada em 2025, dos 351 cursos avaliados, 107 receberam conceitos insatisfatórios. Além disso, aproximadamente 13 mil egressos foram considerados não proficientes. Em 2026, o exame registrou 152,9 mil inscritos, crescimento superior a 58% em relação ao ano anterior.
A política prevê atuação conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde, do Conselho Federal de Medicina e de entidades médicas, integrando a avaliação acadêmica às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Veto presidencial
A sanção ocorreu com um veto: foi retirada a previsão de cobrança de contrapartida equivalente a 2% do faturamento líquido das instituições privadas que utilizam a estrutura do SUS para atividades práticas e estágios obrigatórios. A justificativa apresentada foi a dificuldade de estabelecer critérios objetivos e equilibrados para calcular esse valor.
Em síntese
A nova legislação transforma o Enamed em um instrumento permanente de avaliação e habilitação profissional, vinculando a conclusão da graduação, a proficiência médica, o registro no CRM e o acesso à residência. A proposta também fortalece a fiscalização das faculdades e busca elevar a qualidade da formação médica e da assistência prestada à população pelo SUS.
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Levantamento encontrou mensagens de texto, fotos, chamadas, ligações perdidas e avisos do próprio WhatsApp
Vorcaro e Moraes Fotos: Reprodução/YouTube CNN Brasil Money // Rosinei Coutinho/STF
O celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, registrou 316 interações com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos dois meses anteriores à prisão do empresário. A informação consta em um levantamento realizado pelo portal UOL e publicado nesta sexta-feira (6). Os registros incluem mensagens de texto, fotos, chamadas, ligações perdidas e avisos do próprio WhatsApp.
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Até agora, eram conhecidas 52 mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro por meio de imagens de textos escritos no bloco de notas do celular. A nova análise identificou outras 17 mensagens trocadas entre eles, além de registros que permitem dimensionar o volume de interações no período.
Em uma delas, enviada em 24 de outubro de 2025, Moraes escreveu na legenda de uma imagem: “Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs”.
O conteúdo das conversas havia sido apagado por meio da função de mensagens temporárias do WhatsApp, que exclui os registros após 24 horas. Para recuperar parte das informações, o UOL analisou bancos de dados secundários mantidos pelo aplicativo no celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal (PF) em 17 de novembro de 2025.
Um sistema do próprio iPhone, utilizado para organizar contatos frequentes, apontou que Vorcaro enviou 187 mensagens a Moraes entre 17 de setembro e 17 de novembro de 2025. Os outros 129 registros correspondem a mensagens do ministro e avisos do sistema. Parte do conteúdo, porém, não pôde ser recuperada apenas com a extração dos dados do aparelho.
PROXIMIDADE ANTES DA PRISÃO Entre as mensagens inéditas recuperadas, há registros de conversas nos dias 28 de outubro, 6, 12 e 14 de novembro de 2025.
Em 12 de novembro, por exemplo, Moraes escreveu: “Não basta ser pai, tem de participar rsrs”. Vorcaro respondeu: “Você é paizão” e, em seguida, pediu que o ministro mandasse um abraço a todos. Moraes respondeu: “Pode deixar”.
Dois dias depois, em 14 de novembro, as mensagens indicam uma possível combinação para um encontro. Às 13h24, Moraes escreveu: “Me avise quando pousar”. Vorcaro respondeu que estava em voo e, pouco mais de uma hora depois, informou que havia pousado. O ministro perguntou se ele tinha chegado e, após a confirmação, escreveu: “A caminho então”.
O contexto das conversas sugere que o encontro ocorreu três dias antes da prisão do banqueiro. Na véspera, Vorcaro havia enviado mensagens secretas ao ministro perguntando se ele estaria disponível na noite seguinte. Na manhã de 12 de novembro, voltou a escrever para dizer que não queria atrapalhar um “programa família” e que poderiam conversar em outro dia.
Naquela noite, os dois trocaram mensagens em que Vorcaro elogiou Moraes como pai. O ministro tem dois filhos que trabalham como advogados no escritório comandado por sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
No dia 14, Vorcaro viajou de São Paulo a Brasília em seu jato particular. Segundo o levantamento do UOL, ele seguiu para sua residência no Lago Sul, na capital federal. As mensagens recuperadas reforçam a suspeita de que Moraes tenha se encontrado com o banqueiro naquela data.
RECUPERAÇÃO DAS MENSAGENS A análise foi feita a partir de bancos de dados secundários do WhatsApp, que armazenam fragmentos de informações mesmo depois que as mensagens são apagadas do banco de dados principal.
Um dos registros recuperados estava em um sistema que mantém cópias de mensagens recebidas para eventual denúncia. Outros foram encontrados no banco chamado “ChatSearchV5f”, utilizado pelo aplicativo para indexar palavras e facilitar buscas.
Nesse segundo banco, as palavras aparecem fora de ordem, o que exige uma reconstrução provável das frases. Em uma mensagem enviada por Vorcaro em 28 de outubro, por exemplo, os dados apareciam como “bem opa tudo”. A leitura considerada mais provável pelos responsáveis pelo levantamento foi “opa tudo bem?”.
A conversa entre os dois havia sido apagada por Vorcaro em setembro de 2025 e retomada no dia 17 daquele mês, o que dificulta a recuperação de registros anteriores. Além das mensagens inéditas, o UOL identificou as mesmas 52 imagens de visualização única que já haviam sido descritas em relatório da Polícia Federal enviado ao STF no fim de agosto.
O método utilizado por Vorcaro consistia em escrever o conteúdo no bloco de notas do celular, fazer uma captura de tela e enviar a imagem pelo WhatsApp com a opção de visualização única. Dessa forma, o texto não aparecia diretamente no histórico de mensagens.
As mensagens mostram Vorcaro preocupado com a possibilidade de sofrer medidas da Polícia Federal e do Banco Central. Em uma delas, pediu ajuda a Moraes para tentar “reverter isso com Paulo ou Andrei”, em possível referência aos chefes da Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, e da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Em outro trecho, o banqueiro perguntou se havia chance de determinada medida acontecer na manhã seguinte e se deveria deixar o país antes da segunda-feira.
OUTRO LADO Alexandre de Moraes e a defesa de Daniel Vorcaro foram procurados pelo UOL, mas não se manifestaram. O ministro já havia negado ter trocado mensagens com o banqueiro e afirmou que não era o destinatário das imagens de textos escritos no bloco de notas.
A defesa de Vorcaro também tenta questionar a validade das provas, levantando dúvidas sobre a cadeia de custódia do celular. Os advogados classificaram o relatório da PF como mentiroso e disseram que o material seria resultado de uma “vingança” pela atuação do ministro.
A safra de cacau da Bahia vai ganhar uma previsão anual, feita a partir de dados coletados direto com os produtores. Com esse objetivo, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e instituições estaduais e federais reuniram-se, nesta quarta-feira (4), na sede da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em Ilhéus, para definir a metodologia da previsão da safra.
“Os novos dados permitirão estimar o volume de produção e ampliar a base de informações para orientar decisões sobre cultivo, comercialização e investimentos”, explicou o secretário da Agricultura, Vivaldo Gois. Para os produtores, as informações poderão contribuir para o planejamento das propriedades e subsidiar decisões sobre crédito rural e seguro agrícola. O secretário disse ainda que elas também poderão apoiar políticas públicas para a cacauicultura baiana.
A iniciativa nasce do acordo de cooperação técnica entre o Governo da Bahia e o Ministério da Agricultura (Mapa), assinado em outubro, em Brasília, pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. O objetivo é dar mais precisão, transparência e padronização aos números da lavoura cacaueira e melhorar a precificação do cacau no Brasil.
Na reunião, as equipes alinharam os modelos estatísticos de projeção e criaram grupos de trabalho (GTs) para o levantamento da safra de cacau na Bahia. Em seguida, desenharam a operação de campo, com cronograma, mapeamento das regiões produtoras e divisão de tarefas entre as instituições. O grupo também encaminhou como, onde e por quem os dados serão coletados diretamente com os produtores.
Uma das formas de coleta de informações será nas propriedades rurais, por meio de questionários. Durante a reunião, o diretor-presidente da Ceplac, Thiago Guedes, explicou como será essa estapa. “Os técnicos serão disponibilizados para visitar as propriedades rurais e realizar a coleta presencial dos dados, garantindo informações fiéis à realidade de cada região”, afirmou. Em levantamentos desse tipo, o questionário costuma abordar área plantada, área colhida e quantidade produzida.
Participaram do encontro o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Embrapa, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a Bahiater, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), a Casa Civil e universidades