Produtora rural e liderança do setor, Cristina Gross defende investimentos em logística, energia e segurança jurídica para sustentar o crescimento da principal fronteira agrícola do país

O Matopiba — região formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — consolidou-se como uma das principais fronteiras agrícolas do mundo. Com produtividade crescente, incorporação de tecnologia e expansão da produção de grãos e fibras, a região desempenha papel estratégico para a segurança alimentar e a balança comercial brasileira. No entanto, especialistas alertam que o avanço da produção depende da superação de gargalos históricos de infraestrutura.
No Oeste da Bahia, principal polo agrícola do Matopiba, a safra 2025/2026 deve atingir o recorde de 13,3 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 3,2% em relação ao ciclo anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somente a soja deve responder por cerca de 8,93 milhões de toneladas, enquanto a Bahia segue como o segundo maior produtor nacional de algodão. Durante a Bahia Farm Show, também foram anunciados mais de R$ 3,3 bilhões em investimentos em energia, crédito, fertilizantes, infraestrutura, tecnologia e máquinas para fortalecer o desenvolvimento regional.

Para a produtora rural e advogada Cristina Gross, os números confirmam o potencial da região, mas reforçam a necessidade de investimentos estruturantes. Atuante no Oeste baiano e integrante de entidades representativas do agronegócio, como a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), ela defende que o crescimento da produção seja acompanhado por melhorias em logística, energia e segurança jurídica.
“O produtor rural brasileiro tem feito a sua parte. Investimos em tecnologia, sustentabilidade, inovação e produtividade. Hoje, o Matopiba produz em níveis comparáveis aos principais polos agrícolas do país. O desafio deixou de ser produzir mais; agora precisamos garantir condições para que essa produção chegue aos mercados com competitividade”, afirma.
Infraestrutura é o próximo desafio
Entre os principais entraves apontados pelo setor estão a capacidade energética, a qualidade das rodovias, a armazenagem e a ampliação da infraestrutura logística. A BR-242 continua sendo um dos principais corredores de escoamento da produção do Oeste da Bahia, enquanto projetos como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) são considerados estratégicos para reduzir custos e ampliar a competitividade do agro brasileiro.
Outro desafio é o crescimento da demanda por energia elétrica. A expansão da irrigação, da armazenagem, do beneficiamento de grãos e da agroindústria exige uma rede compatível com o ritmo de desenvolvimento da região.
“Não basta aumentar a produtividade dentro da porteira. Precisamos de energia confiável, estradas eficientes, ferrovias, armazenagem e segurança jurídica para continuar atraindo investimentos. Infraestrutura deixou de ser um diferencial e passou a ser uma condição para manter a competitividade do agro brasileiro”, destaca Cristina.
Estudos indicam que o Matopiba continuará liderando a expansão agrícola nacional na próxima década, impulsionado pela disponibilidade de áreas agricultáveis, tecnologia e ganhos de produtividade. Para Cristina Gross, esse potencial precisa ser acompanhado por políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.
“Quando investimos em infraestrutura no Matopiba, não estamos beneficiando apenas uma região. Estamos fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro, ampliando nossa capacidade de exportação, gerando empregos e contribuindo diretamente para o crescimento econômico do país”, afirma a produtora.
Sobre Cristina Gross
Produtora rural, advogada e sócia do Grupo Agro Gross, Cristina Gross atua na produção agrícola no Oeste da Bahia e participa de entidades representativas do agronegócio. É uma voz ativa em temas ligados ao desenvolvimento do Matopiba, infraestrutura, irrigação, segurança jurídica e fortalecimento da atividade agropecuária.
Assessoria de Imprensa CACAU Comunicação















