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Motociclista e pedestre ficam feridos após colisão na BR-020, em Luís Eduardo Magalhães

Um grave acidente envolvendo uma motocicleta e um pedestre deixou duas pessoas feridas na noite deste sábado (5), na BR-020, em frente ao antigo Posto Imperador, na zona urbana de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

Segundo informações, um jovem de 18 anos seguia de motocicleta, uma Honda CG 160, em direção ao centro da cidade, quando atingiu um homem de 34 anos que atravessava a rodovia em direção ao bairro Santa Cruz.

Equipes do SAMU foram acionadas e prestaram atendimento às vítimas. O motociclista sofreu traumatismo cranioencefálico grave e precisou ser intubado ainda no local. O pedestre também sofreu diversos ferimentos e trauma abdominal.

As duas vítimas foram encaminhadas para atendimento no Hospital do Oeste (HO), em Barreiras.

A Polícia Militar prestou apoio na sinalização e controle do trânsito até a chegada da SUTRANS, responsável pelos procedimentos da ocorrência. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas.

blog do sigi vilares

Fiesp articula abaixo-assinado para pedir que plenário do STF discuta crise considerada inédita

Por Joana Cunha | Folhapress

Fiesp articula abaixo-assinado para pedir que plenário do STF discuta crise considerada inédita

Fotos: Reprodução / Edilson Dantas/ O GLOBO

Enquanto diversos segmentos do empresariado discutem a ideia de se manifestar publicamente para pedir decoro ao STF (Supremo Tribunal Federal) e expressar preocupação com a crise institucional derivada do escândalo do Banco Master, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) começou a convocar sindicatos patronais e associações setoriais para um abaixo-assinado.
 

A entidade já tem um rascunho do texto, que diz que a República enfrenta um teste de integridade inédito e que as crises de Brasília colocam as instituições em risco. A manifestação deve pedir que o plenário da Corte se pronuncie e discuta o problema.
 

A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) também está trabalhando no manifesto e diz ter alcançado mais de mil assinaturas de associações e federações comerciais. Entre os que já assinaram o documento também há entidades como Sindibrinquedos (da indústria de brinquedos) e Abinee (indústria elétrica e eletrônica).
 

A ideia é divulgá-lo na próxima semana, entre os dias 8 e 10. Organizadores do manifesto ouvidos pela Folha dizem ter decidido não publicar o documento no feriado de 7 de Setembro para evitar interpretações de que o movimento pretende fazer uso político da crise em período eleitoral.
 

Entre as entidades que estão sendo abordadas para assinar o manifesto há setores da indústria, comércio, agro, transportes e cooperativas. Mas entre os potenciais signatários há quem sinta receio de entrar em polêmicas e acusações de partidarização da Fiesp, como já aconteceu em outras ocasiões.
 

Em 2022, quando a Fiesp era presidida por Josué Gomes da Silva, a entidade enfrentou uma crise profunda, com tentativa de destituição de Josué por opositores que o acusavam de ser ligado ao PT. Josué é filho de José Alencar (1931-2011), que foi vice-presidente de Lula entre 2003 e 2010.
 

Um dos motivos do conflito foi justamente um manifesto que exaltava o papel do Judiciário em defesa da democracia.
 

Skaf foi presidente da Fiesp de 2004 a 2021 e voltou ao posto em 2026 com um posicionamento mais abrangente, entrando em temas além das fronteiras da indústria. Nos últimos meses, se pronunciou em debates sobre segurança pública, convidou o ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador para um seminário na entidade e elogiou o presidente do país, Nayib Bukele.
 

Antes de tomar posse, anunciou a criação de conselhos superiores na Fiesp com nomes que participaram do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, como os ex-ministros Sergio Moro e Joaquim Alvaro Pereira Leite, mas negou viés político.
 

Segundo organizadores, o manifesto que está sendo preparado pretende se colocar como uma expressão da sociedade civil preocupada com o agravamento da crise institucional, que avança a cada dia.
 

Na última semana, o alerta cresceu após a revelação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes, além da reação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu anulação do relatório da Polícia Federal.
 

Em janeiro, a Fiesp já havia exibido a bandeira do Brasil em sua fachada, após a revelação do contrato de R$ 130 milhões que o escritório da mulher de Moraes manteve com o Master. A bandeira na fachada foi ícone de protestos da Fiesp durante as investigações da Lava Jato e em apoio ao impeachment de Dilma Rousseff.

bn

Jefferson Café revela o modelo que está redesenhando a educação de LEM

Em sabatina ao Jornal da Boa e ao Portal Caso de Política, secretário detalhou investimentos diretos de 31%, o aporte indireto de outras pastas para kits escolares e o plano de gratificação por metas com recursos extraorçamentários.

O Secretário de Educação de Luís Eduardo Magalhães, Jefferson Café, foi o convidado central de uma sabatina técnica e detalhada na noite desta sexta-feira (04), no Jornal da Boa (Oeste FM). Recebido pelo âncora Sigi Vilares e pelos debatedores Gil Rocha e Afonso Soares, o secretário respondeu a questionamentos do Portal Caso de Política sobre o modelo que vem posicionando a educação do município como referência estadual.

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Com investimentos diretos que atingiram 31% do orçamento municipal em 2025 – superando o mínimo constitucional de 25% -, Jefferson Café apresentou uma gestão baseada em planejamento, infraestrutura e cobrança por resultados.

Secretário detalha os 31% investidos em educação, acima dos 25% constitucionais.

Um dos pontos técnicos mais relevantes destacados pelo secretário é que o investimento real por aluno em Luís Eduardo Magalhães é ainda superior aos índices oficiais da pasta. Conforme explicou Jefferson Café, itens essenciais como mochila, uniforme e tênis não são contabilizados nos 31% da educação, pois são orçados como benefícios sociais.

“Esses investimentos indiretos não entram na conta dos 25% constitucionais, porque entende-se que são benefícios sociais, e não educacionais”, pontuou, revelando uma engenharia orçamentária que mobiliza outras pastas para garantir a dignidade do estudante sem comprometer o teto de gastos da educação.

Gratificação por metas com recursos extraorçamentários 14º e 15º salários para professores.

Essa visão administrativa, pautada pela eficiência, justifica sua atuação como um “maestro” focado na gestão de talentos. Questionado sobre o desafio de comandar uma pasta pedagógica sendo engenheiro agrônomo, o secretário foi categórico:

“Eu não sou pedagogo. Entendo de gestão de pessoas e de talentos. Enfrentei muita resistência e preconceito no início, inclusive por parte da entidade de classe, mas nada vence a dedicação”.

Segundo ele, o sucesso reside na separação clara entre estratégia e execução: “Nosso trabalho está muito mais relacionado à gestão de talentos do que propriamente à prática pedagógica. Eu cuido da gestão de tudo isso para que o investimento realmente chegue à ponta”.

Essa organização permitiu ao município focar na “igualdade do portão para dentro”. O investimento em alimentação escolar saltou de R$ 6 milhões em 2019 para uma previsão de R$ 23 milhões em 2026.

“Criança com fome não aprende”, afirmou o secretário, detalhando que as unidades de tempo integral oferecem até cinco refeições diárias. Para ele, a escola pública deve ser um equalizador social onde “o filho do empresário e o aluno em situação de vulnerabilidade precisam receber o mesmo tratamento e ferramentas de aprendizado”.

Essa inovação inclui escolas bilíngues com 15 horas semanais de inglês, projeto inspirado no sucesso de Pilar (AL).

No campo da valorização profissional, Jefferson Café defendeu a meritocracia através de uma gratificação vinculada a resultados, prevendo o pagamento de 14º e 15º salários. Interpelado pelo Portal Caso de Política sobre se a premiação viria de sobras do FUNDEB, o secretário esclareceu que o projeto utiliza recursos extraorçamentários.

“É um recurso adicional para valorizar, de fato, quem entrega resultado. Se eu remunero da mesma forma o professor engajado e aquele que não se dedica, acabo puxando a média da rede para baixo”, explicou, reforçando que a seleção de diretores em LEM é 100% técnica e sem indicações políticas.

“Mineiro de nascimento, baiano de coração”, brincou Jefferson Café na bancada.

O tom sério da sabatina deu lugar a um momento de descontração quando o secretário foi provocado a escolher entre suas raízes mineiras e a identidade baiana na culinária. Natural de Montes Claros (MG) e morador de LEM há 21 anos, ele arrancou risos da bancada:

“Sou mineiro de nascimento, mas um baiano de coração que vocês não têm noção. Não abro mão do meu pequi, mas adoro um cuscuz. Misturo os dois e está tudo bem”.

Ao finalizar, Jefferson Café utilizou a analogia das tâmaras para definir seu compromisso: “Quem planta tâmaras não come tâmaras. Mas alguém precisa plantar para que, no futuro, alguém coma”.

Para ele, a sensibilidade do prefeito Júnior Marabá em investir no presente é a garantia de um IDEB de excelência nas próximas décadas.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes | Sigi Vilares

Moraes provocou danos mais graves ao STF que os ataques do 8 de janeiro, diz jornal

O jornal O Estado de S. Paulo publicou editorial, na tarde desta sexta-feira (4), em tom duro sobre a crise aberta no Supremo Tribunal Federal após Alexandre de Moraes reagir às revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. No texto, intitulado “Alexandre de Moraes vandaliza o Supremo”, o jornal considera o dano institucional causado pelo ministro ao STF foi mais grave que os atos de vandalismo sofrido pela Corte em 8 de janeiro de 2023.


A peça surge no calor da ofensiva de Moraes contra o colega André Mendonça, relator no STF das investigações sobre o Master. Segundo o Estadão, o estopim foi a publicação de novos detalhes extraídos de celulares de Vorcaro pela Polícia Federal, que reforçariam o grau de proximidade entre o banqueiro e o ministro — no contexto do contrato de R$131 milhões firmado com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

O jornal descreve essa relação como “promíscua” e “potencialmente criminosa” e afirma que o único caminho republicano seria o afastamento voluntário de Moraes.

Em vez disso, o editorial acusa o ministro de ter acionado o inquérito das fake news — investigação que o próprio Estadão vem criticando há anos como instrumento pessoal — para “declarar guerra” a Mendonça, depois que este levantou o sigilo do relatório da PF. O jornal também desqualifica o chamado “relatório de inteligência” usado por Moraes para imputar a Mendonça improbidade, abuso de autoridade e violação da Loman: segundo o texto, o documento não tem cabeçalho oficial, não é assinado por delegado e o próprio corpo do papel admite “baixa a moderada confiabilidade” e ausência de valor probatório. Fachin, presidente da Corte, recusou incluir Mendonça no rol de investigados.

Estadão vai além do episódio pontual. Afirma, “sem rodeios”, que Moraes e os ministros que o protegem — “a começar pelo decano” Gilmar Mendes — se tornaram “a maior fonte de instabilidade democrática no País”. Acusa essa ala de ter transformado o STF, criado em 1891, numa “aberração corporativista”. Também denuncia o que chama de instrumentalização da Polícia Federal, ora acionada para produzir peças a gosto de um ministro, ora orientada a ignorar decisões de outro.

O texto fecha com um recado direto a Edson Fachin: cabe ao presidente da Corte “liderar essa histórica missão de resgate” da instituição. Se o fizer, diz o jornal, terá o apoio do Estadão.A publicação se insere numa sequência de editoriais do próprio jornal — entre eles “Moraes tem de sair do Supremo” — e coincide com cobertura semelhante em outros veículos, que nesta sexta-feira (4) também descreveram o ataque a Mendonça como um desvio da questão de fundo: as suspeitas sobre o contrato milionário e as mensagens atribuídas a Vorcaro. A crise no STF segue aberta, com Fachin cobrando informações dos ministros envolvidos, da PGR e da direção da PF.

Diário do Poder