O tiro no pé de Gilmar Mendes

Ao contrário do que imaginava, ministro não conseguiu livrar o STF da crise e ainda impulsionou pré-candidatura de Romeu Zema

O tiro no pé de Gilmar Mendes
Foto: Victor Piemonte/STF

Ao longo desta semana, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes (foto), concedeu uma série de entrevistas. Algo inédito. Gilmar tentou, ao máximo, salvar a pele da Corte e desqualificar um de seus maiores críticos, o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema. O resultado foi diametralmente oposto: de uma só vez, Gilmar intensificou a crise no Supremo como, também, catapultou a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais.

Nas entrevistas, Gilmar conseguiu a proeza, com muitas aspas, diga-se, de defender o indefensável inquérito das fake news; quis jogar a crise do banco Master para o colo da Faria Lima; atacou o sotaque do ex-governador mineiro e, para completar, ainda soltou uma frase que pode ser considerada transfóbica no dicionário de Erika Hilton (PSOL) ao mencionar uma suposta homossexualidade de Zema. Ao menos, neste último caso, Gilmar teve a decência de pedir desculpas publicamente nas redes sociais.