Declaração ocorreu em outubro de 2025

Os Estados Unidos não são o único país a classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas. A Argentina e o Paraguai passaram a enquadrar as facções da mesma forma desde 2025, ao contrário do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Brasil.
O governo norte-americano tomou a decisão no último dia 28 de maio, por meio do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Dois dias antes, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, esteve com Donald Trump e pediu que a medida fosse tomada.
No Paraguai, o decreto foi assinado pelo presidente Santiago Peña, no dia 31 de outubro. No documento, o governo considerou o fato de as organizações atuarem em território paraguaio com tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
A medida possibilitou que os traficantes fossem combatidos com o apoio das Forças Armadas e tivessem penas mais severas aplicadas aos envolvidos. O país também reforçou o controle de suas fronteiras. Santiago Peña é vinculado à Associação Nacional Republicana, partido conservador de direita.
A Argentina seguiu direção semelhante. No mesmo dia 31, o presidente Javier Milei, que segue a linha política do governo paraguaio, incluiu as duas maiores facções brasileiras, CV e PCC, no Registro Público de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo (REPET), do Ministério da Justiça.
Em seguida, Milei ordenou que um grande aparato militar envolvendo blindados, aeronaves, drones e até unidades de ciberdefesa se estabelecesse principalmente na Tríplice Fronteira, entre Argentina, Brasil e Paraguai.
À época, a decisão foi motivada pela megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro no Complexo do Alemão, na Zona Norte, dominado pelo Comando Vermelho. No episódio, 113 suspeitos foram presos e outros 121 morreram em tiroteios contra os agentes.
Nos Estados Unidos, a medida passará a valer a partir da próxima sexta-feira (5), conforme divulgação oficial.
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