
O avanço do fenômeno El Niño voltou a acender um sinal de alerta entre meteorologistas e órgãos de monitoramento climático. De acordo com previsões de instituições nacionais e internacionais, há alta probabilidade de que o fenômeno se desenvolva ao longo do segundo semestre de 2026, com reflexos que podem se estender até o início de 2027.

No Brasil, os impactos devem variar conforme a região. Enquanto o Sul pode registrar chuvas acima da média e maior risco de temporais, o Norte e o Nordeste tendem a enfrentar um período mais quente e seco, aumentando as preocupações com a disponibilidade de água e os incêndios em áreas de vegetação.
Na Bahia, a previsão indica redução das chuvas, principalmente entre os meses de setembro e dezembro, além de temperaturas acima da média. A combinação entre calor intenso, baixa umidade do ar e vegetação ressecada cria um cenário favorável para queimadas e incêndios florestais, especialmente em áreas rurais e de preservação ambiental.
Outro ponto de atenção é o litoral baiano. O aumento da temperatura das águas já motivou alertas para o branqueamento de corais na Baía de Todos os Santos, fenômeno que pode comprometer a biodiversidade marinha e afetar atividades ligadas à pesca e ao turismo.
Especialistas também alertam que agricultores familiares, comunidades indígenas e moradores de regiões mais vulneráveis podem sentir os efeitos do El Niño com maior intensidade, enfrentando dificuldades relacionadas ao abastecimento de água, perdas na produção agrícola e possível aumento no preço de alimentos.

Como a população pode se preparar
Diante das previsões, a orientação é que a população acompanhe os boletins meteorológicos divulgados pelos órgãos oficiais e adote medidas preventivas, principalmente durante os períodos de calor intenso e baixa umidade.
Entre as recomendações estão:
- economizar água sempre que possível;
- evitar queimadas e não colocar fogo em terrenos ou áreas de vegetação;
- redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios durante períodos de calor extremo;
- manter-se hidratado e evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes;
- acompanhar avisos da Defesa Civil e dos serviços de meteorologia.
Especialistas ressaltam que sistemas de alerta, planejamento antecipado e ações preventivas são fundamentais para reduzir os impactos do fenômeno sobre a população.
Embora o comportamento do clima ainda seja monitorado constantemente, a tendência de um período mais quente e seco reforça a importância da preparação de órgãos públicos e da conscientização da população para minimizar riscos e preservar vidas.

Por: Ivonaldo Paiva
Fontes: www.gov.br – Nota Técnica – EL NIÑO 2026
wmo.int/news – OMM: Prepare-se para o El Niño
oc.eco.br
www.greenpeace.org/brasil
