Tecnologia inaugurada no Oeste vai tratar até 60 toneladas de sementes por hora


Novo centro de tratamento incorpora automação, inteligência artificial e comunicação industrial e quadruplica a capacidade de Tratamento Industrial de Sementes (TSI) do Complexo Industrial da Oilema em Barreiras (BA)

O tratamento de sementes ganhou uma nova escala de operação no Oeste da Bahia. Uma tecnologia inaugurada nesta terça-feira (12), em Barreiras (BA), passa a permitir o processamento de até 60 toneladas de sementes por hora, ampliando a capacidade e a padronização de uma etapa considerada estratégica que antecede a implantação das lavouras. A nova estrutura integra o novo Centro de Tratamento de Sementes (CTS) da Sementes Oilema e, segundo a empresa, quadruplica a sua capacidade operacional.

A inauguração ocorreu durante o VI Encontro de Cooperantes da Sementes Oilema, evento anual que reúne produtores parceiros da empresa. O novo centro incorpora tecnologias de automação, comunicação industrial, inteligência artificial e gestão de processos, com o objetivo de aumentar a eficiência operacional e reduzir o tempo entre o tratamento e a entrega das sementes aos produtores.

Inovação e evolução
De acordo com Lúcio Bertoli, executivo de Operações da Sementes Oilema, o ganho está tanto na escala quanto na agilidade do processo. “A gente vai conseguir tratar quatro vezes mais o que já tratava, melhorando bem a qualidade e a agilidade. Com isso, mitigamos ainda mais os riscos à segurança ambiental e à saúde de nossos colaboradores envolvidos nesta operação”, comenta ele.

O tratamento realizado antes da chegada da semente ao campo também tem impacto direto na fase inicial da lavoura. O processo permite que as sementes sejam entregues protegidas com os mais modernos produtos, atendendo as particularidades e necessidades de nossos clientes, contribuindo para uma melhor implantação da cultura e para a proteção das plantas nos primeiros estágios de desenvolvimento.

“Uma semente bem tratada vai mais protegida para o campo, com fungicida e inseticida, nematicida, inoculante, enraizante e ainda polímeros para melhorar a fluidez da semente e por fim a sua plantabilidade. Uma lavoura bem instalada, consequentemente, tem um maior teto produtivo lá no final”, explica Bertoli.
Para Celito Missio, CEO da Sementes Oilema, o investimento acompanha uma transformação no próprio conceito de qualidade de sementes, em que o tratamento passa a ter papel tão relevante quanto a qualidade genética e fisiológica do material.

“A Oilema nasceu com o DNA da inovação. Esse investimento é mais um salto na inovação e foi feito pensando em atender ainda melhor as necessidades de nossos clientes. Uma semente de excelência merece um tratamento de excelência”, afirma Celito.

Tecnologia amplia capacidade e padronização
O equipamento instalado no novo centro é o LS-B300, desenvolvido pela LS do Brasil. Segundo Luís Funes, diretor-fundador da empresa fornecedora, o modelo reúne recursos tecnológicos recentes e foi desenvolvido para operar em grande escala. “Não tem outra máquina igual no mercado. É também alta tecnologia, com evolução principalmente em comunicação industrial, IA e gestão”, conta ele.

A estrutura foi projetada para manter o fluxo de sementes durante o tratamento. O sistema conta com duas caixas-pulmão, com capacidade de 30 toneladas cada, que recebem as sementes provenientes da armazenagem e alimentam o equipamento de forma alternada. Com isso, é possível manter o funcionamento contínuo do sistema e alcançar a capacidade de até 60 toneladas de sementes tratadas por hora.

A tecnologia chega ao campo em um momento de maior pressão por eficiência e controle de riscos na implantação das lavouras. Para os produtores, a qualidade do tratamento é uma das variáveis que podem influenciar o estabelecimento inicial da cultura, especialmente em um cenário de condições climáticas mais desafiadoras e necessidade de maior precisão em cada etapa da produção.

O produtor rural Jaime Gabrieli, que participou da inauguração, considera que a adoção de sistemas mais precisos de tratamento tende a ganhar espaço nas propriedades. “Se fizer o tratamento na fazenda, o equipamento que a gente tem lá não é tão preciso como o que está sendo visto aqui. É uma técnica que a gente vai ter que adotar para ter melhores resultados, porque a cultura vive de resultados e são os detalhes que fazem o resultado”, opina.

A nova estrutura amplia a capacidade de tratamento de sementes da OILEMA em seu Complexo Industrial de Barreiras e reforça uma tendência de maior automação e padronização das operações que antecedem o plantio. Com o avanço dessas tecnologias, o tratamento de sementes deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a ocupar espaço estratégico na busca por uma lavoura mais bem estabelecida desde o início do ciclo produtivo.

Assessoria de Imprensa CACAU Comunicação