Brasileiros que moram fora podem votar em 186 cidades no exterior

Nas Eleições 2026, 918.876 brasileiros que vivem no exterior estão aptos a votar para presidente e vice-presidente. O número representa um recorde e é 32% maior que o registrado em 2022, quando cerca de 697 mil eleitores estavam habilitados fora do país.
O eleitorado no exterior corresponde a pouco mais de 0,5% dos aproximadamente 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar neste ano. A votação em outros países ocorrerá em 4 de outubro, no primeiro turno. Se houver segundo turno, a disputa será em 25 de outubro.
Ao todo, os eleitores brasileiros estão distribuídos por 186 cidades no exterior. As seções eleitorais funcionam principalmente em consulados e embaixadas, mas também podem ser instaladas em hotéis, escolas e outros locais definidos pela Justiça Eleitoral.
O crescimento também aparece na comparação com anos anteriores. Em 2014, pouco mais de 354 mil brasileiros estavam habilitados a votar fora do país. Desde então, o eleitorado no exterior mais que dobrou, chegando aos atuais 918.876 registros.
Entre os eleitores cadastrados, cerca de 528 mil são mulheres, o equivalente a 57%. Os homens somam aproximadamente 391 mil, ou 43%. O cadastro também registra 6.614 pessoas com deficiência, número correspondente a 0,72% do eleitorado no exterior.
Na divisão por estado civil, os solteiros representam 52% do eleitorado. Os casados são 42%, enquanto divorciados correspondem a 6% e viúvos, a 1%.
Em relação à escolaridade, 38% dos eleitores têm ensino superior completo. Outros 29% concluíram o ensino médio e 13% têm ensino superior incompleto. Também há registros de pessoas com ensino médio ou fundamental incompletos e de eleitores que sabem ler e escrever.
A faixa etária com maior número de eleitores é a de 40 a 44 anos. Na sequência aparecem os grupos de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.
Quem estiver fora do Brasil no dia da eleição poderá justificar a ausência em uma das mesas receptoras que funcionarem com urna eletrônica ou pelo aplicativo e-Título. Não haverá locais específicos apenas para receber justificativas no exterior.
A apuração dos votos será feita pelas próprias mesas receptoras instaladas fora do país. Os mesários também serão responsáveis pela função de escrutinadores, conforme previsto no Código Eleitoral.
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