Restrições a Bolsonaro têm soma de justificativas, mas tese sobre soberania é ponto frágil


Foto: O Globo

A recente atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) justifica a adoção de medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica, implementada nesta sexta-feira (18) depois de ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), na opinião de especialistas ouvidos pela Folha.

Dentre os argumentos citados pelo ministro Alexandre de Moraes na decisão judicial, porém, o mais frágil é o de atentado à soberania, crime previsto no Código Penal.

A decisão judicial cita no terceiro parágrafo da peça os crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e abolição violenta ao Estado democrático de Direito. No texto, há também menção ao delito de atentado à soberania.

Os mesmos crimes são citados em inquérito aberto contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente. Ele é investigado em razão de ofensiva no exterior contra Alexandre de Moraes e outras autoridades.

A ofensiva aumentou na última semana depois de manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros ao julgamento de Jair Bolsonaro na ação penal a respeito da trama golpista de 2022.
Segundo a decisão do STF, Bolsonaro participaria dos mesmos delitos de Eduardo no exterior. A peça cita financiamento do ex-presidente à estadia do filho nos Estados Unidos, além de entrevistas e postagens feitas.

Por isso, o STF determinou que o ex-presidente use tornozeleira eletrônica, não se ausente da comarca e fique em recolhimento domiciliar durante o período noturno e nos fins de semana, feriados e dias de folga. O ex-presidente também ficou proibido de se aproximar de embaixadas e consulados, de usar as redes sociais e de falar com autoridades estrangeiras, réus e investigados.

Para a advogada criminalista Priscila Pamela Santos, a decisão apresenta indícios de autoria e provas de materialidade dos crimes de coação no curso do processo e obstrução de Justiça.

“Não é mais pelo risco de ocorrer uma prática criminosa, mas já por uma prática consumada em que ficou clara a ação dele [Bolsonaro], aliada ao Eduardo, de coagir o poder Judiciário a fazer uma anistia indevida a partir de ameaças vindas de um país estrangeiro”, diz.
Ela afirma que o crime de atentado à soberania, previsto no artigo 359-I do Código Penal, é mais complexo de avaliar e deve estar “sob apuração”.

Segundo Santos, todas as medidas cautelares impostas foram razoáveis, uma vez que o cenário poderia justificar, inclusive, a prisão preventiva do ex-presidente.

Para Marcelo Crespo, professor e coordenador do curso de direito da ESPM, as restrições a Bolsonaro se justificam em razão do contexto envolvendo o ex-mandatário.

Ele diz que tanto os crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito quanto o de atentado à soberania são os menos embasados na decisão. O primeiro é passível de ser questionado, mas pode ser entendido como plausível a depender da interpretação, avalia.

Já o crime de atentado à soberania seria mais frágil, uma vez que o tipo penal fala em negociar com governo estrangeiro com o fim de provocar atos típicos de guerra. “Não me parecem que são atos típicos de guerra”, diz o especialista.

Para Crespo, o STF avaliou haver risco de fuga em razão das movimentações recentes envolvendo Trump, Bolsonaro e Eduardo. “Estão entendendo que há uma jogada entre pai e filho”, diz, o que também justificaria a busca e apreensão realizada nesta sexta para obtenção de provas.

Tanto Santos quanto Crespo avaliam que a restrição ao contato com investigados e a proibição de uso das redes sociais também se justificam.

“Entendo que são adequadas as medidas, porque a principal forma de comunicação do ex-presidente tem sido pelas redes sociais, que tem um impacto muito grande e traz muita facilidade para se comunicar com a população, mas, em especial, com os seus apoiadores e com quem é que esteja orquestrando junto a ele as suas atividades contra o país”, diz Crespo.

Para o criminalista Guilherme Carnelós, sócio do escritório RCVA e presidente do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa), a movimentação de Bolsonaro pode ser enquadrada como coação e até obstrução. Entretanto ele avalia como difícil falar em atentado à soberania e abolição violenta do Estado democrático de Direito.

Carnelós interpreta como justificáveis as medidas de restrição de horário e de contato com embaixadas e autoridades estrangeiras. Afirma, porém, que a proibição de usar as redes sociais pode ser entendida “como um grau de autoritarismo”.

Para o advogado Renato Vieira, ex-presidente do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), o monitoramento de Bolsonaro pode ser encarado como necessário para garantir a permanência do réu no domicílio da ação penal, a fim de viabilizar a eventual aplicação da lei. Por isso, ele considera que as restrições impostas foram adequadas.

Vieira, entretanto, faz a ressalva de que considera excessiva a proibição do uso das redes e do contato com outros investigados.
O advogado avalia que as medidas impostas nesta sexta indicam cautela do STF para evitar tumulto em torno de uma eventual prisão do ex-presidente. O cenário de uma prisão preventiva, entretanto, pode acontecer se Bolsonaro descumprir as atuais medidas cautelares.

Folhapress

Paulo Afonso: Vereador mata homem que dizia ter caso amoroso com ele

Bero Jardim Aeroporto disse que cometeu crime, porque vítima espalhou para pessoas que os dois tinham relação amorosa

Um homem de 36 anos foi morto a tiros na noite de quinta-feira (17), na cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia. Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito de cometer o crime é o vereador Bero Jardim Aeroporto (PRD), que tirou a própria vida, em cima do túmulo do pai, horas após ter cometido o assassinato.

Segundo informações da delegacia de Paulo Afonso, o crime aconteceu por volta das 19h, no bairro Jardim Aeroporto. As investigações apontam que Albério Carlos Caetano da Silva, de 53 anos, matou Marcos Antônio dos Santos com quatro tiros após ser chantageado.

De acordo com a polícia, Marcos Antônio teria contado para algumas pessoas da cidade que os dois tinham um relacionamento amoroso.

Um homem de 36 anos foi morto a tiros na noite de quinta-feira (17), na cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia. Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito de cometer o crime é o vereador Bero Jardim Aeroporto (PRD), que tirou a própria vida, em cima do túmulo do pai, horas após ter cometido o assassinato.

Segundo informações da delegacia de Paulo Afonso, o crime aconteceu por volta das 19h, no bairro Jardim Aeroporto. As investigações apontam que Albério Carlos Caetano da Silva, de 53 anos, matou Marcos Antônio dos Santos com quatro tiros após ser chantageado.

De acordo com a polícia, Marcos Antônio teria contado para algumas pessoas da cidade que os dois tinham um relacionamento amoroso.

Jbnoticias.com.br/g1

Moraes decide que Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica

Ex-presidente também não poderá se comunicar com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro

Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Andre Borges

Além de determinar buscas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também ordenou que o líder conservador terá de usar tornozeleira eletrônica.

A medida é uma das restrições impostas contra o político, que também inclui a vedação de uso das redes sociais e até de comunicação com o próprio filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Além disso, o ex-presidente terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã e fins de semana, e não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros, nem com outros réus e investigados pelo Supremo.

Os mandados da operação contra Bolsonaro estariam sendo cumpridos na residência dele e em endereços vinculados ao Partido Liberal (PL), legenda à qual o ex-presidente é filiado.

Pleno News

Ibotirama será contemplada com Policlínica Regional de Saúde

O município de Ibotirama foi oficialmente contemplado com uma Policlínica Regional de Saúde, uma conquista importante que vai ampliar o acesso à saúde pública em toda a região.

A nova unidade vai oferecer consultas especializadas, exames e pequenos procedimentos, com atendimento mais próximo da população e estrutura moderna. A iniciativa deve beneficiar diretamente os moradores, diminuindo a necessidade de deslocamentos para outras cidades em busca de atendimento.

O anúncio foi celebrado pelo prefeito Dr. Laercio Santana, que destacou o apoio do senador Jaques Wagner e do ministro Rui Costa. Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor apareceu ao lado do secretário municipal de saúde, reforçando o compromisso com o fortalecimento da rede pública em Ibotirama.

A policlínica está entre as obras selecionadas pelo Novo PAC Seleções, programa do Governo Federal anunciado pelo presidente Lula e pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, com foco em investimentos estruturantes em saúde, educação e desenvolvimento social.