Operação integrada entre PMBA, PMGO, PMMT E PF resulta na prisão de foragido da justiça que praticou homicídios em Goiás e fugiu para LEM

Nesta sexta-feira (07/03), uma operação integrada com compartilhamento de informações entre a Delegacia de Policia Federal de Barra do Garças-MT, 5º CR PMMT, CIPE-CERRADO/PMBA, CPE Goianésia/15º CRPM e o COD Goiás, resultou na prisão de um foragido da justiça que praticou homicídios em Goiás e fugiu para o Estado da Bahia.

 detido, com dois mandados de prisão em aberto pelos crimes de homicídio praticados no entorno do Distrito Federal, foi encontrado na cidade de Luís Eduardo Magalhães. Além dos crimes de homicídio, o preso é suspeito de outras ações criminosas em Goiás e na Bahia.

A integração entre as forças policiais de Goiás, Bahia, Mato Grosso e a Polícia Federal tem gerado a prisão de diversos criminosos, combatendo diariamente o crime organizado.

COD GO

Homem morre em confronto com a Polícia Militar em Serra Dourada.

Na noite de ontem, sexta-feira, 7,por volta das 20h, um confronto entre a Polícia Militar e um homem identificado como Jorge Luis Mendes da Silva, de 53 anos, resultou na morte do indivíduo no bairro Lavandeira, em Serra Dourada, no oeste da Bahia.

Durante rondas de rotina na área, uma guarnição policial avistou Jorge, que ao perceber a presença da viatura, colocou a mão na cintura. Os policiais notaram que ele portava uma arma de fogo e imediatamente deram voz de abordagem. No entanto, Jorge reagiu sacando a arma e disparando contra a guarnição. Em resposta à agressão, os policiais reagiram, e após cessarem os disparos, encontraram o homem caído ao solo, com um revólver ao seu lado.

Jorge foi rapidamente socorrido e levado ao Hospital Municipal de Serra Dourada, onde a médica plantonista constatou seu óbito. Segundo informações obtidas pelo portal Werveson Pereira, o homem possuía um extenso histórico criminal, incluindo passagens por estelionato, porte ilegal de arma de fogo, furto e receptação.

A Polícia Civil foi acionada e uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia no local do confronto. O material apreendido foi encaminhado à Delegacia Territorial de Santa Maria da Vitória para que as autoridades competentes tomem as medidas cabíveis.

O material apreendido durante a ocorrência estava um Revólver Taurus calibre 32, numeração 648742; quatro munições CBC calibre 32 intactas e duas munições CBC calibre 32 deflagradas.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Mulheres no agronegócio: Abapa promove capacitação exclusiva para o público feminino

Com essa iniciativa, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) avança na promoção da equidade de gênero no setor agrícola, incentivando a participação feminina em funções tradicionalmente ocupadas por homens.

No mês em que se comemora internacionalmente o dia da mulher, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) abre duas turmas em seu Centro de Treinamento (CT) para um curso que, não muito tempo atrás, seria impensável para a mão-de-obra feminina: Operação e Manutenção de Empilhadeira. As turmas estão com inscrições abertas e dispõem de 15 vagas por grupo. As aulas acontecerão de 11 a 13 de março, para a Turma 1, e de 18 a 20 de março, para a Turma 2 e serão ministradas pelos instrutores do CT. Os alunos aprovados terão certificado expedido pelo Senar, instituição parceira da Abapa, com carga horária de 24 horas, divididas em três dias. Elas acontecerão de 11 a 13 de março, para a Turma 1, e de 18 a 20 de março, para a Turma 2.

As capacitações exclusivas para mulheres promovidas pela Abapa, nos mais diversos segmentos do agro, atendem a uma demanda crescente, tanto da parte de empregadores como das profissionais do mercado, e se alinham às ações voltadas à equidade de gênero que vêm sendo implantadas e estimuladas pela Associação. “Hoje já percebemos uma presença maior de mulheres trabalhando na cadeia produtiva do algodão, inclusive na própria associação, em posições de decisão e como colaboradoras, mas ainda há um longo caminho a seguir. Abrir capacitações para postos como operadores de empilhadeiras, mecânicos, tratoristas, para além de muitos outros cursos em áreas técnicas e administrativas, dá oportunidade para mulheres da comunidade desempenharem uma função e ser remunerada por isso. Para o agro isso também é muito bom e deve ser estimulado”, explica a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

De acordo com o gerente do CT da Abapa, Douglas Vieira, o curso contempla teoria e prática. “O agronegócio do oeste da Bahia está em expansão e precisa de profissionais capacitados. Nosso objetivo é fornecer às mulheres as ferramentas necessárias para ingressarem no mercado com segurança e competência. A presença feminina fortalece o setor e traz novas perspectivas para a operação de fazendas e indústrias agrícolas”, destaca.

Inclusão e Oportunidade no Agro

Ao longo dos anos, vários cursos exclusivos para mulheres têm sido oferecidos pelo CT, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). São mais de 15 áreas profissionais abrangidas, como operação de máquinas agrícolas, soldagem, manuseio de defensivos agrícolas, cursos de informática, entre outros, com carga horária de 24 e 40 horas. As capacitações são gratuitas. Mulheres que participaram dos cursos do CT da Abapa relatam que a capacitação tem sido um acesso ao setor agropecuário.

Nara Alves e Fernanda Pereira de Souza são exemplos de como essas formações abrem novas perspectivas para profissionais do campo. Nara conheceu o curso de empilhadeira através do projeto Mulheres Protagonistas e enxergou nele a chance de enfrentar o preconceito contra mulheres operadoras de máquinas. “Os empregadores ainda enxergam a mulher como frágil, incapaz de realizar certos serviços. Mas o curso mostrou que temos total capacidade de operar essas máquinas. Foi uma experiência enriquecedora, com aulas teóricas e bastante prática, conduzidas por um excelente professor”, relata.

Fernanda Pereira de Souza, por sua vez, sempre teve paixão por máquinas e caminhões. “Desde criança, me interesso por maquinários. Fiz o curso de empilhadeira e também os de trator básico, avançado e de pá carregadeira. As aulas foram maravilhosas, com professores muito bem preparados. Hoje, me sinto pronta para o mercado de trabalho graças às oportunidades oferecidas pela Abapa”, afirma.

Segundo as ex-alunas, o diferencial dos cursos está na metodologia de ensino, que as acolhe e incentiva. “Buscamos garantir que homens e mulheres desenvolvam as mesmas aptidões, sem distinção. Muitas profissionais se sentem acolhidas não apenas por ser um curso voltado ao público feminino, mas pelo modo como ensinamos”, reforça Douglas.

Habilidade x força

A evolução tecnológica também tem contribuído para essa inclusão. “No passado, operar uma máquina exigia força física, o que tornava o trabalho desafiador para as mulheres. Hoje, a habilidade mais relevante é o conhecimento para interpretar manuais, ajustar configurações e compreender a tecnologia embarcada”, destaca o gerente do CT.
Com esse avanço, a presença feminina no agronegócio tende a crescer ainda mais. “Estou gostando de ver a mulherada conquistando seu espaço”, comemora Nara.

Serviço

Curso de Operação e Manutenção de Empilhadeira
Turma 1: 11 a 13 de março de 2025
Turma 2: 18 a 20 de março de 2025
Horário: 08h às 12h | 13h às 17h
Local: Centro de Treinamento & Tecnologia – Abapa, Luís Eduardo Magalhães (BA)
Inscrições: (77) 99829-9092
E-mail: ct9@abapa.com.br

Ascom Abapa

Ruralistas criticam medida para baixar preços de alimentos e pedem menos tributos locais


O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente daFrente Parlamentar da Agropecuária

As medidas anunciadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conter preços de alimentos como carne, café e milho são ineficazes e passam um recado ruim para os produtores rurais brasileiros. Eles pediram a redução de tributos como PIS/Cofins sobre insumos do setor como forma de reduzir o preço de alimentos.

A afirmação foi feita na sexta-feira (7) pelo deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), e reflete uma série de críticas feitas nos últimos dois dias por outras associações ligadas ao agronegócio.

Lupion disse que as medidas não garantem efeito imediato e que o governo não colocou na mesa de discussão os produtores rurais.

“Medidas como, por exemplo, redução temporária de PIS/Cofins sobre insumos essenciais, sobre o trigo, sobre óleo vegetal para baratear produtos como massas e pães, além da revisão de tributação sobre insumos agrícolas são muito mais eficazes e fortalecem a produção nacional, não os nossos competidores”, afirmou o parlamentar.

De acordo com ele, comprar alimentos de outros países significa um recuo e não causará impactos para os consumidores.

“Vamos voltar a importar alimentos como fazíamos há 20 anos. Veja o exemplo da importação de arroz, um escândalo na licitação e zero impacto para o consumidor. Não tem falta de alimento nas prateleiras, não há desabastecimento. Há sim, um desafio econômico que precisa ser enfrentado com medidas, com políticas estruturais para reduzir os custos, aumentar a previsibilidade dos preços dos alimentos no Brasil. A colheita da safra vai regular o mercado em dois meses, menos tempo do que as medidas anunciadas trazem de impacto para os consumidores”, afirmou.

Já a SRB (Sociedade Rural Brasileira) afirmou que as soluções apresentadas pelo governo federal “são paliativas, não corrigem profundamente os gargalos da produção agropecuária e terão efeitos negativos no médio e longo prazo”.

Assim como disse a FPA, a SRB entende que a redução das tarifas de importação de alimentos é ineficaz, já que a produção interna é suficiente para abastecer o país.

“O Brasil é um dos maiores e mais competitivos produtores de grãos e proteínas do mundo. Portanto, mesmo com alíquota zero, dificilmente os produtos importados chegarão a preços inferiores aos praticados internamente”, diz comunicado da associação.

Ainda conforme a SRB, o produtor rural não é culpado pelo aumento dos preços dos alimentos, mas será o produtor o principal prejudicado pela isenção de tarifas de importação. “Essa medida desestimula a produção nacional e afeta diretamente a sua rentabilidade.”

O financiamento agrícola foi citado por Lupion e pela SRB como necessário para fortalecer o agronegócio nacional.

“Diferentemente de importar alimentos, é preciso fortalecer a capacidade produtiva do nosso país, garantindo crédito acessível para a safra 25/26, com taxas de juros adequadas e recursos suficientes para que os produtores possam manter sua produção com competitividade”, diz a SRB, enquanto Lupion falou que o Plano Safra precisa ser “robusto, sem cortes e com previsibilidade”.

Por meio de nota, o diretor-geral da Anec (Associação Nacional de Exportadores de Cereais), Sérgio Mendes, afirmou que a suspensão das tarifas de importação para alimentos provocará impactos para os produtores e citou como exemplo o milho.

“As exportações de milho em 2023 foram um sucesso, com cerca de 56 milhões de toneladas exportadas. Já em 2024, esse número caiu para 37 milhões. O excedente exportado foi exatamente compatível com a demanda e a procura brasileira. Reduzir as taxas de importação do milho a zero puniria severamente o produtor, que está esperando nesta safra uma recuperação pelas enormes perdas do ano anterior”, afirmou o executivo.

A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) informou, por meio de sua assessoria, que ainda está avaliando os impactos das medidas e, por isso, ainda não se manifestaria sobre o assunto. Procurada, a ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) não comentou.

Nesta sexta, durante discurso em Minas Gerais o presidente Lula afirmou estar “muito preocupado” com o preço dos alimentos e sinalizou que o governo pode tomar “atitudes mais drásticas” em relação ao valor do ovo.

“Fizemos uma reunião ontem no Palácio, tomamos algumas medidas. Mas eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo. O ovo está saindo do controle. Alguns dizem que é o calor, outros dizem que é a exportação. Eu estou atrás”, disse ele, a uma plateia de trabalhadores rurais ligados Marcelo Toledo

Folhapress

Cinthya Borges é escolhida nova Secretária de Cidadania (antiga ação social) de Luís Eduardo Magalhães

acesse o blog jbnoticias.com.br

O anúncio aconteceu neste sábado (08/03), dia Internacional da mulher, durante a celebração de quatro anos do Centro de Apoio à Mulher (CAM) e inauguração da nova sede do programa.

Cinthya Borges, Primeira-Dama de Luís Eduardo Magalhães é mãe de Davi e Arthur.

Em sua fala Cinthya disse que o dia de hoje significa resiliência e resistência.

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Balança comercial do Brasil fecha mês de fevereiro em déficit

Saldo da balança foi de R$ 1,87 bilhão em importações a mais do que exportações

(Imagem ilustrativa) Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A balança comercial brasileira registrou déficit de 323,7 milhões de dólares (R$ 1,87 bilhão) em fevereiro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados nesta sexta-feira (7), o valor de exportações foi de 22,929 bilhões de dólares (R$ 132,6 bilhões), enquanto o de importações foi de 23,253 bilhões de dólares (R$ 134,4 bilhões).

Na última semana de fevereiro, o rombo nas trocas comerciais foi de 1,556 bilhão de dólares (R$ 9,03 bilhões), com vendas de 5,977 bilhões de dólares (R$ 34,5 bilhões) e compras de 7,533 bilhões de dólares (R$ 43,5 bilhões). No ano, o saldo positivo é de 1,934 bilhão de dólares (R$ 11,1 bilhões).

O resultado do último mês contrariou todas as expectativas do mercado. Especialistas previam um saldo positivo de 1,7 bilhão de dólares (R$ 9,85 bilhões) a 4,73 bilhões de dólares (R$ 27,3 bilhões), com mediana em 1,97 bilhão de dólares (R$ 11,4 bilhões). Nenhum especialista esperava um déficit no resultado de fevereiro, após superávit de 2,164 bilhões de dólares (R$ 12,5 bilhões) em janeiro.

No mês, as exportações registraram baixa de 1,8% na comparação com o mesmo período em 2024, devido ao crescimento de 60 milhões de dólares (R$ 347 milhões) em agropecuária, queda de 1,53 bilhão de dólares (R$ 8,8 bilhões) em indústria extrativa e alta de 1,02 bilhão de dólares (R$ 5,91 bilhões) em produtos da indústria de transformação.

As importações tiveram aumento expressivo, de 27,6% em fevereiro ante o mesmo mês do ano passado, com avanço de 120 milhões de dólares (R$ 694,9 milhões) em agropecuária, recuo de 220 milhões de dólares (R$ 1,2 bilhão) em indústria extrativa e crescimento de 5,12 bilhões de dólares (R$ 29,6 bilhões) em produtos da indústria de transformação.

*AE

Pleno News

Do Perdão à Hipocrisia: A Anistia Seletiva nas Democracias Autoritárias

Sem um sistema imparcial, a democracia não passa de um conceito esvaziado de significado.

Ato de 8 de janeiro Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil

A “anistia seletiva” é uma prática controversa que revela as profundas fissuras em certas “democracias” autoritárias, onde a concessão de perdão é manipulada ao sabor das conveniências políticas, vemos isso acontecer no Brasil.

Em teoria, a anistia deveria ser uma ferramenta para a reconciliação nacional e a pacificação social, porém, em muitos casos, transforma-se em um instrumento de poder, revelando a hipocrisia da falsa democracia em regimes autoritários. Sim, é este o regime que vivemos no Brasil.

Governos ditatoriais frequentemente utilizam anistias seletivas para proteger aliados políticos e figuras governamentais que podem ter cometido abusos de poder ou corrupção.
Quando um novo governo não aceita opositores, a promessa de justiça e responsabilização parece ser uma miragem, facilmente subvertida pela proteção arbitrária a determinados indivíduos em nome da “estabilidade”.

Essa prática não apenas mina a confiança do público nas instituições, mas também perpetua ciclos de injustiça e desigualdade. Ela desenha uma linha clara entre aqueles que estão dentro do círculo de poder e aqueles que estão fora dele, condenando o opositor e inocentando o aliado.

A anistia seletiva destaca a fragilidade dessas democracias autoritárias, onde o “perdão” se torna uma ferramenta política em vez de um mecanismo de justiça. É um lembrete contundente de que, sem um sistema verdadeiramente imparcial e equitativo, a democracia não passa de um conceito esvaziado de significado.

REGIME MILITAR
Esse tema ganha contornos ainda mais complexos quando pensamos nos episódios históricos do Brasil, como a anistia concedida no final do Regime militar e os apelos políticos contemporâneos.

Durante a transição democrática no final dos anos 1970, a anistia serviu como um meio para pacificar o país, permitindo o retorno de exilados políticos e o perdão a muitos que se opuseram ao regime militar que estes acham autoritário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diversos artistas que se diziam perseguidos durante o regime militar defenderam e se beneficiaram dessa anistia, vista como essencial para restaurar a democracia e curar feridas dos dois lados.

Lula foi fichado no DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) em 1980 Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/AE

No entanto, é paradoxalmente hipócrita como figuras de esquerda que outrora clamaram por anistia, agora se colocam contra o perdão aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, em que manifestações questionaram a legitimidade da eleição presidencial, um direito assegurado pela própria constituição: questionar e liberdade para expressar seu descontentamento com um presidente que até ontem estava preso por corrupção.

O debate em torno da anistia seletiva revela seu papel duplo: instrumento de reconciliação e ferramenta política. A aceitação ou rejeição de anistias depende do contexto político e da ideologia dos atores envolvidos, ilustrando tensões nas democracias incompletas. Isso levanta questões sobre justiça e igualdade perante a lei, além dos desafios de lidar com legados históricos de conflito.

Estátua da Justiça pichada com batom Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil

MINHA LENTE É CRÍTICA
Como psicóloga e defensora dos direitos democráticos, vejo a anistia seletiva sob uma lente crítica. Acredito que, durante os eventos de 8 de janeiro, muitos indivíduos estavam exercendo seu direito legítimo de manifestação, não atentando contra o Estado democrático de direito, e sim, igualmente exercendo o seu direito democrático.

É crucial distinguir entre manifestantes pacíficos e aqueles envolvidos em depredações, para evitar uma justiça que penalize injustamente aqueles apenas exercendo seus direitos como está acontecendo nas absurdas condenações e prisões, contestadas por inúmeros juristas no mundo todo.

A democracia deve ser plena, respeitando e protegendo o direito de manifestação, e desafiando o uso oportunista da anistia, anistia já para uns e sem anistia para outros? Anistia para ladrões de bancos, para sequestradores de embaixadores e sem anistia para fixação de batom em estátua?

Portanto, é fundamental que a sociedade civil e os observadores internacionais exijam reformas que garantam que leis e anistias sejam aplicadas de maneira equitativa, assegurando que todos, independentemente de posição política, enfrentem as consequências de seus atos perante a justiça, de forma justa e não sejam condenados de forma seletiva por suas posições políticas de forma cruel. Somente assim podemos almejar uma democracia verdadeiramente inclusiva e justa.

Vamos todos clamar por anistia sim, é direito, é legal. Democracia não é vingança é direito.

Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior.

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