Crime aconteceu na cidade de Santa Maria da Vitória. Polícia procura homem
Uma mulher de 43 anos foi morta com um tiro no pescoço na terça-feira (4), na cidade de Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia. Ao lado do corpo, foi deixado um bilhete com a frase: “Meu bem, vai trair o capeta, o satanás e o demônio, sua desgraçada. Nunca mais você me deixa no vácuo. Ingrata”. O companheiro da vítima é o principal suspeito de cometer o crime, informou a Polícia Civil.
De acordo com informações da Delegacia Territorial de Santa Maria da Vitória, que investiga o caso, Terezinha Pires dos Santos foi encontrada sem vida, na casa onde morava, seminua e com uma marca de tiro no pescoço.
O autor do crime ainda indicou que tiraria a própria vida no Riacho Seco.
A polícia informou que o suspeito ainda não foi localizado até a última atualização desta reportagem. Ao realizar buscas, a motocicleta do homem foi encontrada abandonada perto do Riacho Seco, mas o corpo dele não foi localizado.
As investigações iniciais apontam que ele não se suicidou. No local, também foram encontrados rastros de pneus de um carro. Dois celulares com as senhas escritas em um papel foram apreendidos.
Em depoimento, o filho da vítima relatou para a polícia que o casal estava junto há sete meses e que a mãe costumava reclamar dos ciúmes excessivos do namorado, que já tinha chegado a quebrar o celular dela em um momento de raiva.
Conecta Jovem oferece capacitação e mentorias profissionais para jovens de Irecê e municípios vizinhos, visando inclusão no mercado de trabalho
O Instituto Lina Galvani (ILG), organização social mantida pela Galvani, inicia suas atividades em Irecê, Bahia, com o lançamento do programa Conecta Jovem, que terá como objetivo promover capacitações técnicas e uma trilha de mentoria profissional para jovens da região.
O Conecta Jovem é destinado a jovens de 15 a 18 anos de escolas públicas que residam no povoado de Angico dos Dias, em Campo Alegre de Lourdes, em Luís Eduardo Magalhães e Irecê. Em parceria com o Instituto Reciclar e o Senac, o programa oferecerá a formação de 45 jovens por semestre, com cursos nas áreas de Lógica de Programação, Inglês, Ferramentas para o Mundo do Trabalho, além da trilha de mentoria profissional. As aulas serão presenciais e ocorrerão às terças e quintas-feiras, das 13h30 às 17h30, nas sedes do Instituto, com início previsto para o mês de março de 2025, e serão totalmente gratuitas. Os interessados em participar devem se inscrever pelo site Link, de 3 a 14 de fevereiro.
“Estamos felizes em começar o trabalho do ILG em Irecê, que tem nos recebido com muito carinho e espírito colaborativo. Com o Conecta Jovem esperamos contribuir para que os jovens possam ingressar no mundo do trabalho mais preparados e tenham mais sucesso em sua vida profissional, contribuindo, assim, com o desenvolvimento local”, comenta Welson Alves, coordenador do Instituto Lina Galvani.
Desde sua fundação, em 2003, o Instituto Lina Galvani tem investido no desenvolvimento social das comunidades onde atua. Com aproximadamente R$18 milhões destinados a projetos sociais, o ILG impactou cerca de 30 mil pessoas. Entre os projetos apoiados, destacam-se iniciativas como Diálogos que Transformam, Feira Sabores e Saberes e Mulheres Protagonistas.
Proporcionar a chegada do Instituto Lina Galvani em Irecê representa um passo significativo no fortalecimento do compromisso da empresa em contribuir para o desenvolvimento social da região. “O Instituto Lina Galvani já possui grande experiência na realização de projetos voltados para a disseminação de conhecimentos e fomento à articulação comunitária e o Conecta Jovem é apenas a primeira de muitas oportunidades que serão oferecidas para a comunidade. Estamos com grandes expectativas e em breve teremos a inauguração da sede própria do Instituto”, afirma Lisiane Feltraco, Gerente de Comunicação, Sustentabilidade e Relacionamento da Galvani.
Galvani em Irecê
A Galvani lançou no dia 24 de maio de 2024, a pedra fundamental de sua unidade de beneficiamento de fosfato em Irecê, que terá um investimento de R$500 milhões e permitirá a duplicação da produção de fertilizantes em Luís Eduardo Magalhães, passando de 600 mil para 1,2 milhão de toneladas por ano. O projeto gerará 900 empregos na região e se destaca pela integração de inovações tecnológicas e pela sustentabilidade, com aproveitamento máximo do recurso e geração quase zero de rejeitos.
Sobre a Galvani
A Galvani Fertilizantes é uma empresa 100% brasileira, especializada na produção, beneficiamento e distribuição de fertilizantes. Com presença consolidada no setor desde há mais de 50 anos, operando em mineração, beneficiamento, industrialização e distribuição de fertilizantes fosfatados, sendo líder na região agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). A Galvani opera com um complexo industrial em Luís Eduardo Magalhães e uma unidade de mineração em Campo Alegre de Lourdes, além de expandir suas operações com novos projetos na Bahia e no Ceará.
Sobre o Instituto Lina Galvani
Criado há mais de 20 anos pela Galvani, o Instituto Lina Galvani estimula o protagonismo local nas regiões em que a companhia atua. Organização da sociedade civil focada e promover a inclusão socioprodutiva e o desenvolvimento local, o ILG atua promovendo projetos próprios e apoiando projetos sociais criados a partir do fortalecimento da coesão comunitária. Mantém também o Parque Vida Cerrado, voltado à conservação do cerrado no Oeste Bahiano.
Uma resolução do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Luís Eduardo Magalhães (CMMA), condiciona a liberação de loteamentos e condomínios, ao plantio de ao menos uma árvore nativa do bioma cerrado, em frente a cada lote.
A mesma resolução estabelece que a Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo exija a árvore plantada no ato da vistoria, para emissão do Habite-se.
A medida, que faz parte de uma série de requisitos da mesma natureza, tem como objetivo promover a arborização do município, respeitando a fauna e flora nativa, melhorando a qualidade do ar e promovendo um ambiente mais saudável e agradável para os moradores.
Cleber Antunes Cruz, biólogo da Secretaria Municipal de Sustentabilidade
Para que a população se informe sobre as melhores espécies recomendadas para esse tipo de plantio, o biólogo da Secretaria de Sustentabilidade, Cleber Antunes Cruz orienta. “Temos o oiti, o falso pau-brasil e a aroeira-pimenteira, espécies que não possuem raízes tão agressivas, ideais para calçadas com tamanho reduzido”, explicou.
Outra grande preocupação é a altura dessas árvores, em função dos fios de energia. “O que vai determinar a altura de cada árvore, é o cuidado de cada pessoa. É necessário dar manutenção sempre que necessário e fazer podas regulares”, disse. Essas espécies estão disponíveis gratuitamente no Viveiro Municipal.
Diretor de Defesa Civil, Wanderson Santana
O diretor de Defesa Civil do município, Wanderson Santana, parabenizou a iniciativa da pasta. “Muito importante esse esclarecimento por parte da Secretaria de Sustentabilidade, o que vai evitar futuros transtornos para a nossa cidade. Temos um município em franca expansão e a escolha das espécies e o cuidado dessas árvores que estão sendo plantadas hoje, vai fazer a diferença daqui a 10, 30 anos”.
O prefeito de Ibotirama, Dr. Laércio Santana, e o novo secretário de Saúde, Vitor Perez, participam do 1º Encontro de Cooperação Bahia Saúde, no Centro de Convenções de Salvador.
O evento reúne prefeitos, secretários, gestores e técnicos da saúde para discutir politicas públicas que fortaleçam a gestão municipal na saúde.
“Trocar experiências e conhecer novas estratégias é fundamental para aprimorar os serviços de saúde em nossa cidade”, destacou o prefeito.
Com painéis e salas de apoio, o encontro segue até 7 de fevereiro.
Durante a abertura da Jornada Pedagógica realizada nesta terça-feira (04), em Luís Eduardo Magalhães, a estudante da rede municipal de ensino, Kiara Cristina Pereira, aluna da Escola Municipal José Cardoso de Lima, fez a leitura em braile, do poema “Ou Isto Ou Aquilo”, de Cecília Meireles.
A mãe de Kiara, Nardélia Pereira, o pequeno Henri Bruno. A gerente de Ensino, Adriana Toneti, Kiara Cristina, o secretário de Educação, Jefferson Café e a diretora de Ensino, Dora Novaes
A estudante que tem deficiência visual, recebe atendimento educacional especializado (AEE), na Escola Municipal Onero Costa da Rosa. Kiara esteve acompanhada da mãe, Nardélia Pereira e do irmão, Henri Bruno.
A participação da aluna colaborou com a temática do evento, que em 2025 é “Educação Inovadora: inspirar e incluir”.
Possível novo presidente da CCJ, Otto Alencar cogita levar o assunto para discussão ainda em 2025
Senador Otto Alencar (PSD-BA) Foto: Agência Senado/Pedro França
Um dos temas que deve ser retomado no Senado em 2025 é a redução da maioridade penal. O possível novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Otto Alencar (PSD-BA), deve colocar o assunto em debate ainda este ano.
Uma das principais propostas é do Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que prevê a redução da maioridade dos atuais 18 para 16 anos. Já em casos de crimes considerados hediondos, como terrorismo, tráfico de drogas e estupro, a maioridade pode cair ainda mais para e chegar aos 14 anos.
Ao Poder 360, o relator da proposta na Casa, Márcio Bittar (União Brasil-AC), disse que pretende retomar o texto original, com a maioridade podendo chegar aos 14 anos.
– O clima está mudando. Os resultados das eleições municipais, a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de compor no Congresso e a eleição de Donald Trump criam um novo ambiente para levar a proposta adiante. Então, vou pautar o texto original – apontou.
Presidente da Câmara dos Deputados falou em evitar “qualquer tipo de instabilidade” entre os Poderes
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que não irá provocar “estremecimento” com o Executivo e o Judiciário, ao comentar sobre a defesa do impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por parte da oposição. As declarações ocorreram em entrevista ao SBT, nesta terça-feira (4).
– Toda construção que leva ao processo de impedimento deixa traumas – declarou.
E completou.
– Então, se pudermos evitar todo e qualquer tipo de instabilidade, eu penso que é o melhor caminho para a nossa nação, para que, com isso, ajustemos aquilo que precisa ser feito e, de fato, os problemas possam ser atacados – afirmou.
Motta prosseguiu.
– Quando trazemos mais fatores que geram instabilidade, esses problemas acabam crescendo, se avolumando, e isso não é bom para o país. Pode ter certeza que vamos atuar sempre em favor da estabilidade, de matérias que não venham a trazer algum tipo de estremecimento nas relações entre os Poderes – ressaltou.
Em relação a pautas como a redução da escala 6×1 e a anistia aos envolvidos em atos antidemocráticos, Motta citou necessidade de consensos com o colégio de líderes, mas afirmou que esses projetos devem ser enfrentados.
– São matérias que, com certeza, vamos ter que enfrentar nesse colégio. Vamos ter que colocar sobre a mesa esses assuntos, até porque tem uma parte da Casa que defende e uma parte que está contra a aprovação – afirmou.
Moisés Schmidt, presidente da Aiba, representa produtores brasileiros na missão técnica “Brasil – Ghana: Trade Mission” e destaca cooperação para impulsionar a produção agrícola nos dois países
O fortalecimento da parceria entre Brasil e Gana no setor agrícola foi o foco do discurso de Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), durante a missão técnica Brasil-Ghana: Trade Mission. Representando os produtores da Bahia e do Brasil, Schmidt compartilhou com autoridades e empresários ganeses a experiência do estado na produção de soja, milho e algodão, além de ressaltar o potencial de cooperação entre os dois países para impulsionar a cadeia produtiva do cacau — cultura de grande relevância para ambos os mercados.
O evento integrou a missão África Ocidental promovida pelo Itamaraty, com o apoio da Apex Brasil e do Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa), e que já passou pela Nigéria, Gana e Costa do Marfim e ainda irá ao Senegal, reunindo mais de 40 empresas brasileiras em uma iniciativa voltada à ampliação das relações comerciais com a África Ocidental.
Cacau como elo estratégico entre Brasil e Gana
Em sua fala, Schmidt destacou que Gana, um dos maiores produtores mundiais de cacau, pode se beneficiar do intercâmbio de tecnologias e boas práticas agrícolas com o Brasil, que tem uma produção consolidada em diversas culturas, como algodão, soja, café e citrus. O objetivo é agregar valor à produção, aumentar a competitividade do cacau no mercado global e fortalecer a sustentabilidade da atividade.
“A troca de conhecimento e tecnologias com os produtores ganeses nos coloca em uma posição privilegiada para tornar nossa produção ainda mais competitiva e sustentável. O cacau é um dos produtos agrícolas mais valiosos do mundo, e fortalecer essa cooperação abre novas oportunidades para ambos os países”, afirmou Moisés Schmidt.
A relevância do tema também foi destacada pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, que ressaltou a necessidade de uma maior organização entre os principais produtores mundiais para ampliar a participação na renda do setor. Em Gana, a missão foi recebida pelo presidente Mahama após reunião da Apex Brasil, Itamaraty e Mapa com o presidente do Gana Cocoa Board, Ransford Anertey Abbey, e assinatura de protocolo de intenções de cooperação entre os países. “Gana é o segundo maior produtor mundial de cacau e uma referência de qualidade na produção. Junto com a Costa do Marfim, representam 60% da oferta mundial de cacau, mas esses países juntos ficam com apenas 6% da renda do setor. Uma organização dos cinco maiores produtores pode ajudar a aumentar a renda daqueles que estão na base da cadeia de produção”, explica Viana.
Além do cacau, o modelo de produção agrícola da Bahia, com suas altas produtividades em culturas como soja, milho e algodão, foi apresentado como referência. A troca de experiências entre Brasil e Gana pode contribuir para o desenvolvimento da agricultura no país africano e trazer para o Brasil modelos de boas práticas empregadas naquele país, promovendo o uso de técnicas inovadoras e elevando a eficiência no campo.
Missão empresarial fortalece laços comerciais entre Brasil e África
A Missão Empresarial à África Ocidental, realizada entre 27 de janeiro e 7 de fevereiro, tem como objetivo expandir as relações comerciais do Brasil com Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal. O aprofundamento das relações econômicas com o continente africano é uma das prioridades do governo brasileiro, e a presença de empresários e representantes do setor agroindustrial reflete o potencial de crescimento desse intercâmbio.
A África, com seus 54 países e 1,4 bilhão de habitantes, foi o terceiro maior mercado para os produtos brasileiros em 2024, atrás apenas de China e Estados Unidos. Em comparação com 2023, as exportações brasileiras para o continente cresceram 20,5%, impulsionadas pelo aumento do volume exportado e pelo esforço conjunto do MRE, Mapa e Apex Brasil na abertura de novos mercados.
Segundo estudo da Inteligência de Mercado da Apex Brasil, a África apresenta mais de 6 mil oportunidades para produtos brasileiros, com destaque para alimentos, máquinas e equipamentos de transporte. Somente os quatro países que recebem a missão somam 740 dessas oportunidades, reforçando o potencial estratégico do continente para a economia brasileira.
Por unanimidade, colegiado do Superior Tribunal de Justiça rejeitou a hipótese de “racismo reverso”
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça, 4, por unanimidade, não haver possibilidade do crime de injúria racial contra uma pessoa branca, termo popularizado como ‘racismo reverso‘.
Os ministros apreciaram o habeas corpus de um homem negro que foi denunciado pelo Ministério Público de Alagoas por ter enviado uma mensagem a um homem italiano chamando-o de “escravista cabeça branca europeia“, no contexto de que não teria sido remunerado por um serviço prestado ao estrangeiro.
Segundo o relator do caso, ministro Og Fernandes, não é possível a “interpretação de existência do crime de injúria racial contra pessoal, cuja pele seja de cor branca, quando tal característica for o cerne da ofensa“.
“Concedo a ordem de ofício para afastar qualquer interpretação que considere existente o crime de injúria racial quando se tratar de ofensa dirigida a uma pessoa de pele de cor branca, exclusivamente por esta condição, ficando anulados todos os atos praticados no feito originário.”
Para o ministro, contudo, já existe uma tipificação de “injúria simples” para o caso em que uma pessoa branca for ofendida por uma negra.
“Especificamente, em face da injúria racial, caracterizada pelo elemento de discriminação em exame, não se configura no caso em apreço, sem prejuízo do exame de eventual ofensa à honra, desde que sob adequada tipificação.”
No entendimento de Og Fernandes, a tipificação do crime de injúria racial mira a proteção de grupos historicamentediscriminados o que, segundo o ministro, não se aplicaria a população brasileira branca.
“Não é possível acreditar que a população brasileira branca possa ser considerada como minoritária. Por conseguinte, não há como a situação narrada nos autos corresponder ao crime de injúria racial, diz trecho da decisão.
No julgamento, o colegiado rechaçou a possibilidade de “racismo reverso” e anulou todos os atos processuais contra o homem negro.
Em tempos de redes sociais, não adianta vender uma mentira por muito tempo: cedo ou tarde, o público descobre
A pesquisa Genial/Quaest trouxe uma realidade preocupante para o governo Lula, mas, curiosamente, parte da imprensa decidiu enxergar apenas o que era conveniente. Mais uma vez, assistimos ao jornalismo militante em ação, tentando transformar um claro sinal de desgaste do governo em algo positivo.
O problema não está em um grupo político tentar mascarar um resultado ruim, isso faz parte do jogo. Mas quando a imprensa embarca na farsa, estamos diante do que só pode ser descrito como um suicídio jornalístico. Em tempos de redes sociais, não adianta vender uma mentira por muito tempo: cedo ou tarde, o público descobre. E quando percebe que foi enganado, a consequência não recai apenas sobre os jornalistas que distorcem os fatos, mas sobre toda a credibilidade da imprensa.
Muitos veículos noticiaram que a pesquisa foi boa para Lula porque ele ainda venceria seus adversários em 2026. Mas deixaram de lado a parte mais importante: a comparação com dezembro passado mostra que a vantagem do petista caiu drasticamente. Em relação a Tarcísio de Freitas, a diferença diminuiu quase 20 pontos; contra Ronaldo Caiado, a queda foi de mais de 10 pontos. Para um presidente no poder, com a máquina estatal e uma imprensa amiga que transforma qualquer tropeço em “veja como isso é bom”, isso deveria acender todos os alertas no Planalto.
O cenário piora quando se observa a rejeição: 49% da população já afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum. Se a direita brasileira não fosse a turma do Didi – que parece mais preocupada em brigar entre si do que em oferecer uma alternativa viável –, esse jogo já estaria praticamente definido. Mas, em vez de construir uma candidatura unificada, a direita se ocupa atacando nomes como Marcel Van Hattem, enquanto o tempo corre a favor do governo.
Outro dado relevante é o impacto do conhecimento do candidato. Quem já conhece Lula dificilmente muda de ideia. Mas entre os nomes emergentes, os números são diferentes:
80% de quem conhece Caiado votaria nele.
70% de quem conhece Zema votaria nele.
60% de quem conhece Tarcísio votaria nele.
O problema é que, fora dos seus estados, esses nomes ainda são pouco conhecidos. Enquanto isso, Lula já é um nome nacional consolidado, carregando tanto seu eleitorado fiel quanto sua crescente rejeição.
Mas talvez o recado mais claro da pesquisa esteja na pergunta espontânea: “Em quem você pretende votar em 2026?”. O resultado foi revelador:
Apenas 9% mencionaram Lula.
Apenas 9% mencionaram Bolsonaro.
1% citou Gusttavo Lima ou outros candidatos.
E o mais impactante: 78% da população respondeu que não sabe.
Isso significa que há um cansaço generalizado com os mesmos de sempre. O Brasil quer uma alternativa, mas será que alguém terá capacidade de apresentá-la?