MENSAGEM DE CONGRATULAÇÃO – BLOGBRAGA

O BlogBraga se une à Polícia Militar em parabenizar o Cel PM Soares pelos três anos à frente do Comando de Policiamento da Região Oeste (CPR-O).

Ao longo dessa trajetória, o comandante sempre demonstrou respeito, cordialidade e transparência no relacionamento com os profissionais da imprensa, mantendo as portas abertas ao diálogo e reconhecendo a importância da comunicação como ferramenta essencial para levar informação de qualidade à população.

Sua postura acessível, equilibrada e colaborativa contribuiu significativamente para o trabalho dos veículos de comunicação da região, permitindo que as ações da Polícia Militar fossem divulgadas com responsabilidade, clareza e credibilidade, pilares fundamentais do BlogBraga.

Neste momento especial, registramos nosso reconhecimento e gratidão pela atenção dispensada ao jornalismo regional e pela parceria construída ao longo desses anos.

Parabéns pelos três anos de comando, Cel PM Soares!

São os votos da equipe do BlogBraga, em reconhecimento ao seu trabalho, liderança e respeito permanente à imprensa e à comunidade do Oeste da Bahia.

Ascom CPR-O

BALANÇO SEMANAL GCM/LEM

Período: 25 de maio a 1º de junho de 2026

A Guarda Civil Municipal de Luís Eduardo Magalhães apresentou o balanço das ações realizadas entre os dias 25 de maio e 1º de junho de 2026. Durante o período, as equipes mantiveram o patrulhamento preventivo em toda a cidade, atenderam diversas ocorrências de segurança pública, prestaram apoio a órgãos municipais e deram continuidade às operações permanentes de prevenção e ordem pública.

NÚMEROS DA SEMANA

* 15 atendimentos de perturbação do sossego;

* 03 apoios ao SAMU;

* Apoio à SUTRANS em fiscalizações de trânsito;

* Diversas ações preventivas realizadas por meio das operações permanentes da GCM.

OCORRÊNCIAS DE DESTAQUE

25/05 – Ameaça e desordem em estabelecimento comercial

Durante patrulhamento, equipes da GCM foram acionadas para atender uma ocorrência envolvendo ameaças e agressões em um estabelecimento comercial. Os envolvidos foram localizados, desarmados e encaminhados ao DISEP para adoção das medidas cabíveis pela autoridade policial.

26/05 – Resgate de animal em área industrial

A Guarda Civil Municipal realizou o resgate seguro de um cão da raça pitbull encontrado nas dependências de uma empresa localizada no Setor Industrial. Após a captura, o animal foi encaminhado ao Abrigo São Francisco para os cuidados necessários.

26/05 – Atendimento de ocorrência de lesão corporal

Após acionamento da Central de Atendimento, a equipe da GCM deslocou-se para verificar uma denúncia de agressão entre um casal. No local foi constatada lesão em uma das partes envolvidas, sendo ambos conduzidos ao DISEP para registro e providências legais.

28/05 – Apoio à fiscalização de trânsito

A GCM atendeu denúncia relacionada à perturbação do sossego causada por motocicleta com escapamento irregular. Durante a abordagem foram constatadas irregularidades administrativas, sendo a SUTRANS acionada para adoção das medidas previstas na legislação de trânsito.

29/05 – Violência doméstica com prisão em flagrante

Durante atendimento inicial a uma denúncia de perturbação do sossego, equipes da GCM identificaram uma situação de violência doméstica em andamento. O agressor resistiu à abordagem e precisou ser contido. A ocorrência foi apresentada no DISEP para os procedimentos legais.

(29/05 – Ameaças e danos em condomínio residencial(

A Guarda Municipal foi acionada para atender ocorrência envolvendo ameaças e danos ao patrimônio em um condomínio residencial. O suspeito foi localizado, contido e conduzido à delegacia para as providências cabíveis.

29/05 – Perseguição e descumprimento de medidas protetivas

Uma mulher procurou auxílio após relatar perseguições e invasão de sua residência por parte do ex-companheiro. O suspeito foi localizado pelas equipes da GCM e encaminhado à autoridade policial para os procedimentos legais.

30/05 – Intervenção preventiva em unidade comercial

Durante patrulhamento noturno, a GCM foi acionada para averiguar comportamento agressivo de um indivíduo nas proximidades de um estabelecimento comercial. Um objeto perfurocortante foi apreendido e a situação foi controlada, garantindo a segurança dos presentes.

30/05 – Desacato e resistência à ação policial

Durante atendimento de uma ocorrência na Rodoviária Velha, um indivíduo passou a desacatar agentes da Guarda Municipal e resistiu à abordagem. Após contenção, foi conduzido ao DISEP para adoção das medidas legais cabíveis.

01/06 – Violência doméstica

A equipe da Ronda Escolar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica. A vítima relatou agressões físicas praticadas pelo companheiro. O suspeito foi detido e conduzido ao DISEP, juntamente com a vítima, para os procedimentos legais.

OPERAÇÕES CONTÍNUAS

Operação Praça Segura

Realizada às segundas, quartas e sextas-feiras, com patrulhamento preventivo em praças e espaços públicos, ampliando a sensação de segurança da população.

Operação Corujão

Desenvolvida diariamente durante as madrugadas, intensificando a presença da Guarda Municipal em pontos estratégicos da cidade.

Operação LEM em Paz

Realizada aos finais de semana em parceria com a SUTRANS, promovendo ações integradas de segurança viária, fiscalização e prevenção à desordem urbana.

A Guarda Civil Municipal segue atuando de forma preventiva e ostensiva, reforçando seu compromisso com a segurança, a ordem pública e a proteção da população de Luís Eduardo Magalhães.

Secretaria de Segurança

Cotonicultura baiana celebra os 26 anos da Abapa

Neste domingo, 31 de maio, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão completa 26 anos, consolidada como uma das principais instituições do agronegócio brasileiro. Criada em 2000, a entidade nasceu para dar suporte técnico, institucional e político a uma cultura que começava a se estruturar no Oeste da Bahia: o algodão moderno, mecanizado e competitivo. Se no início o desafio era construir praticamente do zero as bases da cotonicultura, hoje a Abapa representa uma cadeia organizada, com atuação que vai da sustentabilidade à competitividade global.

Para a presidente Alessandra Zanotto Costa, esse percurso é resultado de uma construção coletiva. “Os desafios da cotonicultura baiana vão ficando mais complexos, no contexto de um mundo que está passando por grandes transformações, na geopolítica, na tecnologia, nas interações entre as pessoas e no consumo. Desde que assumi, junto com a diretoria eleita para o mandato 2025/2026, elegemos a palavra conexão como diretriz do que fazemos. Ela diz muito sobre o próprio conceito de cadeia produtiva, sobre a relação ancestral das pessoas com o algodão e com a função social do cotonicultor, sendo parte da solução de muitos problemas da atualidade, sobretudo os que dizem respeito a um consumo mais consciente”, afirma.

Essa trajetória foi construída ao longo de diferentes gestões, cada uma refletindo os desafios do seu tempo, desde a estruturação inicial à inserção internacional, passando pela organização da cadeia e pela ampliação do papel institucional da entidade.

Primeiro presidente da Abapa, João Carlos Jacobsen Rodrigues (2003/2004 e 2009/2010) relembra o ponto de partida. “Havia um descrédito enorme por causa do passado. Não tínhamos variedades, nem tecnologia, nem estrutura. Era uma cultura praticamente nova. Enfrentamos desafios legais, tributários e de competitividade com outros estados. Levamos essas pautas ao governo e assumimos um compromisso ousado: em dois anos, a Bahia se tornaria o segundo maior produtor de algodão do Brasil. E cumprimos.”

A organização da cadeia foi determinante para a virada. “Quando começamos a acessar o mercado externo, percebemos que precisávamos evoluir rapidamente. A classificação do algodão era outra, não seguia padrão internacional. Foi com o trabalho conjunto da Abapa, da Abrapa e de outras entidades que passamos a entender melhor o que o mercado exigia. Missões internacionais, troca de informações e aproximação com os compradores foram fundamentais. Hoje atendemos mercados altamente exigentes, e isso só foi possível graças à organização da cadeia. Sem as associações, esse avanço teria sido muito mais difícil.”, afirma Walter Horita, presidente nos biênios 2005/2006 e 2007/2008.

Para Isabel da Cunha (2011/2012 e 2013/2014), a essência da entidade está na continuidade. “Eu vejo a Abapa como algo que foi sonhado, construído e conduzido com muito cuidado. Uma instituição que cresceu sempre buscando se aperfeiçoar e encontrar soluções para os desafios da atividade. Quem assume a associação entende essa responsabilidade e precisa dar continuidade ao que foi construído, respeitando essa trajetória e olhando sempre para frente”.

A visão de longo prazo também marca a atuação da associação. “Estabelecemos metas importantes de expansão, e hoje vemos a associação se preparando para novos patamares. O algodão evoluiu muito em tecnologia e conhecimento, e a união dos produtores segue sendo um diferencial. Talvez por não sermos tantos, conseguimos alinhar melhor nossos objetivos. É um exemplo para outros setores do agro”, diz Celestino Zanella, presidente em 2015/2016.

Com o amadurecimento da cadeia, a Abapa ampliou sua atuação junto à sociedade. “Levar para a sociedade o que o agricultor faz e os benefícios que isso gera sempre foi uma preocupação. A Abapa teve um papel importante também nesse sentido, inclusive em iniciativas práticas. Um exemplo foi o projeto das estradas vicinais, a Patrulha Mecanizada. Começamos com manutenção e avançamos para o asfaltamento. Hoje são mais de 500 quilômetros, que transformaram a logística e a vida de quem vive e trabalha na região”, afirma Júlio Cézar Busato, presidente nos biênios 2017/2018 e 2019/2020.

Mais recentemente, a entidade reforça seu papel de integração e evolução contínua. “A associação segue evoluindo, buscando melhorar continuamente e envolver cada vez mais pessoas. Nosso papel também é gerar impacto positivo para quem está ao nosso redor.”, afirma Luiz Carlos Bergamaschi, presidente nos biênios 2021/2022 e 2023/2024.

Imprensa Abapa

PCC e CV sofrem ‘baque’ superior a R$ 100 milhões em cercos realizados por força-tarefa da Bahia; veja detalhes

Os esquemas financeiros das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sofreram um prejuízo estimado em R$ 102 milhões durante cercos fechados pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/BA), entre agosto de 2023, quando foi implantada no estado, e maio deste ano.

Coordenada pela Polícia Federal, a FICCO reúne polícias estaduais, federais e a polícia penal que atuam direcionados na desarticulação de grandes organizações criminosas – que atuam no tráfico de drogas e de arma – , e no sufocamento do poder financeiro dessas facções, por meio da apreensão de bens e combate à lavagem de dinheiro.

Neste mesmo período, 402 mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela FICCO/BA, entre ordens judiciais solicitadas pela própria força-tarefa e outras ações ocorridas entre 2023 e 2026. Neste mesmo intervalo, foram cumpridos 210 mandados de busca e apreensão que contribuíram para o bloqueio dos R$ 102 milhões.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), maior  parte das 402 capturas foi de lideranças do PCC e do CV, muitas delas localizadas em outros estados e países, como aconteceu no dia 22 de maio, quando as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e São Paulo, além da PMSP prenderam, na capital paulista, o líder de uma facção com atuação na região Sudoeste da Bahia.

Tratando-se de território internacional, a Bolívia aparece como o principal destino de fuga das lideranças do PCC e do CV. No dia 10 de maio deste ano, o faccionado Kleber Nóbrega Pereira e sua companheira, ambos líderes do Comando Vermelho da Bahia, foram presos na Bolívia, após compartilhamentos de informações entre a FICCO/BA e a  Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).  Depois de passar pelos trâmites de extradição, o casal desembarcou sob escolta no Aeroporto Internacional de Salvador, no dia 16 de maio.

Na região Nordeste, a Bahia foi o primeiro estado a adotar essa força-tarefa, implantada inicialmente em Minas Gerais, em meados de 2022, e, atualmente, presente no Distrito Federal (DF) e em 17 estados do Brasil.

BNews

CIPRv/Barreiras apreende duas armas de fogo e prende homem durante operação na Vaquejada de Formosa do Rio Preto

ma ação da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv/Barreiras) resultou na apreensão de duas armas de fogo e na prisão em flagrante de um homem por porte ilegal de arma, na manhã da última sexta-feira (30), na BA-225, zona rural de Formosa do Rio Preto, nas proximidades do trevo da Coarceral.

A ocorrência foi registrada por volta das 11h30, durante a Operação Vaquejada de Formosa do Rio Preto, que reforça o policiamento ostensivo e as ações de fiscalização de trânsito e combate à criminalidade durante os festejos do tradicional evento.

De acordo com a polícia, equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), sob coordenação da CIPRv/Barreiras, abordaram uma caminhonete MMC/L200 Triton durante fiscalização de rotina. No decorrer da abordagem, os policiais constataram que o condutor não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Durante a vistoria no veículo, foi encontrado um revólver calibre .22 carregado. Em seguida, durante busca pessoal, os policiais localizaram um segundo revólver calibre .38 Special com a numeração de identificação suprimida, além de munições sobressalentes.

Diante da ausência de autorização legal para o porte das armas, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN), onde foram apresentados o suspeito e todo o material apreendido.

Ao todo, a operação resultou na apreensão de:

  • 01 revólver Taurus calibre .22, número de série 95585;
  • 01 revólver Taurus calibre .38 Special com numeração suprimida;
  • 11 munições intactas calibre .38, marca CBC;
  • 06 munições intactas calibre .22, marca CBC.

CIPRv/Barreiras

PRF apreende carga de cigarros contrabandeados escondida em caminhão na BR-349, em Correntina (BA)

Fiscalização identificou mais de 460 mil maços de cigarros de origem paraguaia transportados sem documentação fiscal

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde da última quarta-feira (27), uma grande carga de cigarros contrabandeados durante fiscalização no km 941 da BR-349, no município de Correntina, oeste da Bahia.

A equipe realizava comando de fiscalização na Unidade Operacional da PRF quando abordou um caminhão com avarias na parte frontal e placa danificada. Durante os procedimentos de fiscalização, o condutor informou que transportava uma carga de produtos diversos, como copos plásticos, flocão, biscoitos e papel higiênico, saindo de Juazeiro (BA) com destino ao estado de Goiás.

No entanto, algumas inconsistências chamaram a atenção dos policiais. Ao realizarem a vistoria no compartimento de carga, os policiais encontraram diversos volumes incompatíveis com a nota fiscal apresentada. Após a verificação, foi constatado que o caminhão transportava 925 caixas de cigarros de origem estrangeira, totalizando aproximadamente 462.500 maços.

Os cigarros apreendidos eram da marca GIFT, de origem paraguaia, cuja comercialização é proibida no Brasil por não atender às regulamentações sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Diante dos fatos, foi constatada, em princípio, a prática do crime de contrabando. O motorista foi encaminhado, juntamente com o veículo e a carga apreendida, à Delegacia da Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis.

PRF

Os síndicos e o poder: até onde vai a autoridade dos administradores de condomínios?

Cobrar CPF de visitantes, vigiar moradores por câmeras, dificultar acesso a documentos: moradores questionam e especialistas explicam onde termina a gestão e começa o abuso

O celular vibra no meio do jantar. No grupo do condomínio, o síndico anuncia uma nova regra: visitantes agora devem informar CPF na portaria. Um morador questiona. Outro lembra que ninguém foi consultado. Alguém pergunta se isso é legal. Em poucos minutos, surgem mensagens atravessadas e o silêncio constrangido de quem prefere não comprar briga com a administração do prédio. Em muitos condomínios, decisões que afetam diretamente a vida dos moradores são tomadas assim, como se o síndico ocupasse um cargo sem limites, onde a convenção interna, a vontade pessoal e o exercício de poder são os únicos parâmetros.

Nas últimas semanas, o podcast “A Síndica”, do jornalista Chico Felitti, trouxe à luz uma pergunta familiar para milhões de brasileiros: até onde vai, afinal, a autoridade de quem administra um condomínio? Entre câmeras usadas para vigiar moradores, assembleias esvaziadas, perseguições, obras sem transparência e multas arbitrárias, especialistas alertam, em primeiro lugar, que a convenção condominial não está acima da Constituição nem do Código Civil.

Mas quem fica atento a isso? A advogada e administradora de condomínios, Rose Smera, que atua na área há 30 anos, explica que o distanciamento dos moradores é a primeira e necessária condição do autoritarismo: “Temos um estigma de que reunião de condomínio é uma coisa insuportável e muita gente não desce. Então, os síndicos muitas vezes acham que podem fazer o que desejarem”, afirma.

O debate também ganha força porque os conflitos condominiais cresceram nos últimos anos junto com a verticalização das cidades no Brasil. Em 2025, o IBGE indicou que cerca de 15% da população brasileira vive em apartamentos, o que equivale a aproximadamente 25 milhões de pessoas. Atualmente, o setor condominial movimenta algo entre R$ 165 e R$ 300 bilhões por ano – segundo estimativas de entidades do mercado imobiliário, associações do setor e levantamentos da imprensa especializada – administrando estruturas que, em muitos casos, funcionam como pequenas empresas privadas. E, potencialmente, rentáveis.

BONSAI BRASIL

Para entender a importância e complexidade desses espaços, vale lembrar que todo condomínio funciona como um microcosmo onde tensões sociais aparecem em escala reduzida. A jornalista Arla Coqueiro define: “Em muitos condomínios existem problemas de racismo, preconceitos diversos e até o autoritarismo de os moradores mais antigos acharem que mandam mais”. A convivência cotidiana ainda expõe, muitas vezes, uma intolerância velada contra inquilinos, alimentada pela ideia de que “proprietários têm mais direitos”. Nessa sopa de erros, o status muitas vezes passa até pelo “modelo do carro”, mesmo quando o morador atrasa a própria taxa condominial. “Quem tem um carro melhor na garagem, às vezes está com o condomínio atrasado, mas a pose não revela isso”, afirma Arla.

Essa distorção de valores é terreno fértil para gestões autoritárias. Se ao ambiente, hostil entre condôminos, soma-se o clássico desinteresse coletivo pelas assembleias, abre-se um vácuo de participação que permite a ascensão de pequenos “ditadores”, figuras que confundem o cargo de gestor com “líderança irrestrita”. Gina Leite, produtora cultural que foi síndica de um prédio na Graça por mais de dez anos, concorda que essa é a raiz do problema: “Isso (as gestões autoritárias) é por causa de um vazio, porque se tivesse maior interesse em participação, não teria esses casos que são aberrações”.

O surgimento dessas figuras é tão comum que aparece frequentemente em fóruns jurídicos e comunidades online voltadas ao direito condominial, onde moradores relatam perseguições, constrangimentos em grupos de WhatsApp, dificuldade de acesso a documentos financeiros e sensação de isolamento diante de administrações consideradas abusivas. O portal SíndicoNet, uma das principais referências nacionais em gestão condominial, tem ampliado a cobertura de temas relacionados a conflitos de convivência, assédio e judicialização em condomínios.

Profissionais do direito condominial também observam crescimento de disputas relacionadas à hipervigilância e ao uso de regras internas para controlar hábitos privados dos moradores. A entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ampliou os debates sobre privacidade em condomínios, tema que também aparece em análises e orientações jurídicas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

PODER LIMITADO

Nesse cenário, especialistas insistem em um ponto central: a convenção do prédio não é soberana. Rose esclarece a hierarquia legal que deve ser respeitada: “Primeiro Constituição Federal. Depois Código Civil, depois leis esparsas, depois vale a convenção registrada e depois o seu regimento interno”. Por exemplo, se a convenção prevê multas de 20% por atraso de pagamento de taxas, o Código Civil de 2002 invalida a regra e limita a cobrança a 2%. A advogada reforça: “Pode olhar o seu boleto, que o seu condomínio não pode mais cobrar esse valor porque o Código Civil proíbe”.

Rose também comenta a hipervigilância, contando o caso de uma síndica que monitorava a vida pessoal de vizinhos por câmeras acessadas dentro do próprio apartamento e aponta uma regra clara: “O sistema de monitoramento não pode ser na casa do síndico. Ele tem que estar numa sala específica da área comum”, alerta a advogada. Rose recorda que o monitoramento virava fofoca: “ela passava o dia inteiro monitorando a vida das pessoas, não conseguia manter a língua dentro da boca e dizia coisas do tipo ‘tá de namorado novo, né?’”.

Em comunidades online, moradores também relatam conflitos envolvendo compartilhamento excessivo de informações pessoais. Rose é taxativa sobre a coleta de dados para permissão de entrada, especialmente a tentativa de controle sobre a quem cada condômino permite acesso: “No momento em que eu começo a exigir diferentes nomes e CPFs para cadastrar tags vinculadas a uma unidade, por exemplo, aí eu já ultrapassei o meu limite administrativo”, afirma.

GESTÃO TÓXICA

O desgaste emocional provocado por administrações autoritárias pode ter impacto na saúde mental de moradores. João viveu um desses pesadelos em Salvador, com uma síndica que, segundo ele, via o controle como missão de vida: “sofri todo tipo de assédio. Ela procurava a dona do apartamento onde eu morava para questões cotidianas, sempre importunando e tentando me desqualificar perante a comunidade e a proprietária. Eu adoeci psicologicamente e entendi que administrações condominiais podem funcionar como quadrilhas que cometem todo tipo de abusos”, desabafa.

Segundo ele, a perseguição era sustentada pelo conselho que funcionava como uma “panelinha”, protegendo a síndica e isolando moradores que discordassem de qualquer ação. Para lidar com as arbitrariedades, ele precisou contratar um advogado.

Já Nicole relata viver uma rotina semelhante em um condomínio onde, segundo ela, o síndico transformou a vigilância em instrumento de controle cotidiano. “Ele chega nos lugares como se fosse o dono. Tem câmera na área da piscina apontada para as mulheres de biquíni, câmera na academia, tudo para ficar olhando a vida dos outros”, afirma. A moradora diz ainda que os equipamentos foram instalados sem debate transparente com os condôminos e que muitos sequer sabem que há captação de áudio nas áreas comuns. “Ele falou que ia botar câmera na piscina, mas não disse que tinha áudio. Ninguém sabe direito como essas câmeras funcionam”, reclama.

Ainda segundo Nicole, o sistema de monitoramento pode ser acessado diretamente pelo síndico no celular pessoal dele, sem compartilhamento com os demais moradores. “Ninguém tem acesso, só ele”, relata. Nicole, assim como João, são nomes fictícios de pessoas reais que temem represálias.

Especialistas em mediação apontam que condomínios passaram a concentrar problemas típicos das relações de trabalho e da política institucional: perseguição, isolamento social, humilhação pública e uso seletivo de regras para punir desafetos. Em muitos casos, essa atuação é sustentada pela crença de que moradores comuns não têm conhecimento jurídico, tempo ou dinheiro para enfrentar a estrutura administrativa do prédio.

A hipervigilância é uma queixa recorrente Crédito: Thainá Dayube

BOLSO APERTADO

A falta de transparência financeira é outra das principais fontes de tensão. Obras sem explicações claras, cobranças extras pouco detalhadas e resistência em apresentar contratos ou extratos bancários estão entre as reclamações mais comuns de moradores em disputas condominiais. Prestação de contas e obras aparecem de forma recorrente como focos de conflito em condomínios, segundo análises publicadas pelo portal SíndicoNet.

Ainda no quesito “obras e serviços”, uma prática controversa e corriqueira é a contratação de empresas “amigas do síndico”. Rose sugere um caminho para blindar a gestão honesta de desconfianças: “Eu sempre aconselho que os meus síndicos peguem pelo menos quatro a cinco empresas e na hora da escolha, ele não vote, porque na qualidade de gestor, ao meu ver, você já está suspeito ali naquele momento”. Ela também lembra que cobrar laudos e acompanhar contratos é uma das formas mais eficazes de fiscalização por parte dos moradores.

DEMOCRACIA VIVA

Na direção oposta das gestões autoritárias, experiências bem-sucedidas apostam no fortalecimento das relações humanas. A ex-síndica Gina define o condomínio como a “matriz mínima da democracia”. Sua gestão, amplamente aprovada por moradores, foi baseada em participação e inclusão, transformando as reuniões em espaços acolhedores: “lá no prédio a gente acredita que tá construindo também uma comunidade e já tivemos até assembleia com pizza, com cachorro, com cerveja (risos)”, se diverte.

Ainda em sua administração, grupos de trabalho analisavam previamente as contas do condomínio e discutiam cortes de despesas antes das assembleias, criando um ambiente de confiança que praticamente eliminou a inadimplência. Ela recorda que, quando os moradores participam, o compromisso aumenta: “A questão da inadimplência, eu acho que tá muito ligada ao compromisso que as pessoas têm com esse bem que é comum”.

TRANSPARÊNCIA TOTAL

A tecnologia também pode ser uma aliada da transparência. Iêda Marques, síndica e moradora do Edifício Módulo (Barra), envia relatórios mensais de receitas e despesas junto com o boleto da taxa condominial, “permitindo o acompanhamento claro e responsável da situação financeira”, explica ela, que mantém canais abertos por WhatsApp pessoal para sugestões e dúvidas. “Prezamos pela transparência e pela comunicação contínua com os moradores”, completa.

Mesmo em administrações que não prezam pela transparência, a advogada Rose reforça que todo morador adimplente tem o direito de consultar a pasta de documentos do condomínio. “Pelo menos solicitar a pasta mensal e folhear para saber que despesas foram feitas”, aconselha.

COMUNIDADE SÃ

Além de evitar processos e “climões”, a gestão saudável também colabora para a formação de vínculos entre vizinhos. Rose, militante dessa corrente de pensamento, costuma perguntar em suas assembleias: “se hoje você tiver qualquer problema dentro da sua unidade, quem é que vai lhe socorrer primeiro? O seu vizinho ou seu familiar que não mora no prédio?”.

Depois da experiência em um prédio de muitos apartamentos, Arla vive, hoje, em um pequeno condomínio no Costa Azul, com gestão saudável. Lá, a convivência positiva aparece no cotidiano: “Todos são muito acolhedores, então se você tem um idoso na família, todos cuidam, se preocupam. Vizinhos trocam chaves reservas, as pessoas se importam umas com as outras”, resume a jornalista.

Enquanto isso, em outros endereços, o autoritarismo avança alimentado pela distância entre vizinhos e pela preguiça de descer para a assembleia. Ou, em casos mais graves, pela falta de coragem de reagir e fazer as denúncias necessárias.

O QUE O SÍNDICO NÃO PODE FAZER

10 limites legais que ajudam a identificar se a gestão do seu condomínio é abusiva

1. Criar regras que violem a lei ou a convenção

O síndico não pode inventar normas próprias acima do Código Civil ou da convenção condominial.

2. Aplicar multas sem previsão ou sem devido processo

Toda penalidade precisa estar prevista nas regras e respeitar direito de defesa.

3. Expor inadimplentes publicamente

Divulgar nomes, apartamentos ou dívidas em murais, grupos ou comunicados pode gerar dano moral.

4. Negar acesso a documentos do condomínio

Prestação de contas, balancetes e contratos são de acesso dos condôminos.

5. Usar imagens de câmeras de forma indevida

Monitoramento não pode virar vigilância pessoal nem exposição de moradores.

6. Coletar dados pessoais sem justificativa adequada

Exigir informações excessivas de moradores ou visitantes pode violar a LGPD.

7. Tomar decisões financeiras sozinho em situações que exigem aprovação

Obras relevantes e despesas extraordinárias devem passar por assembleia, salvo urgência prevista em lei.

8. Favorecer empresas ou contratos sem critério transparente

Contratações devem seguir critérios objetivos e, idealmente, processo comparativo.

9. Impedir indevidamente o uso de áreas comuns

Restrições precisam estar previstas em convenção e não podem ser arbitrárias.

10. Exceder seu papel de gestor e agir como “dono” do condomínio

O síndico administra bens coletivos e não exerce poder pessoal sobre os moradores.

Por @flaviaazevedoalmeida
Correio da Bahia

Barreiras: Mulher é ferida por arma branca em tentativa de homicídio na Feira Livre na Vila Rica

Barreiras: Mulher é ferida por arma branca em tentativa de homicídio na Feira Livre na Vila Rica

Uma mulher foi vítima de uma tentativa de homicídio na tarde deste domingo (31), na Feira Livre do bairro Vila Rica, em Barreiras, no oeste da Bahia.

De acordo com informações preliminares, a vítima foi atingida por um objeto perfurocortante. Até o momento, não há detalhes sobre o tipo de arma branca utilizada na ação criminosa.

Após o ocorrido, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e prestou os primeiros socorros à mulher, que foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade para receber atendimento médico.


Equipes da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar estiveram no local para registrar a ocorrência e realizar os procedimentos necessários.

As circunstâncias do crime ainda estão sendo investigadas. Até o fechamento desta matéria, não haviam sido divulgadas informações sobre a autoria ou a motivação da tentativa de homicídio.

Jadiel Luiz/Blog do Sigi Vilares

27º Batalhão da Polícia Militar recupera motocicleta com restrição de furto em Luís Eduardo Magalhães.

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Na tarde deste domingo (31), uma guarnição do 27º Batalhão de Polícia Militar (BPM) recuperou uma motocicleta com restrição de furto/roubo no bairro Jardim Paraíso II, em Luís Eduardo Magalhães.

De acordo com informações da Polícia Militar, a ação ocorreu após denúncias indicarem que o veículo estaria circulando nas proximidades do bairro. Com base nas informações recebidas, os policiais realizaram rondas na região e localizaram a motocicleta abandonada.

Após consulta aos sistemas de segurança, foi constatado que se tratava de uma motocicleta Honda Bis com registro de furto ocorrido na última quinta-feira (28).

O veículo foi encaminhado e apresentado na Delegacia de Polícia Civil, onde serão adotadas as medidas cabíveis para a continuidade das investigações e posterior devolução ao proprietário.

Material recuperado:

  • 01 motocicleta Honda Bis.

ASCOM – 27º BPM.

Três pessoas são baleadas em Luís Eduardo Magalhães

Uma tripla tentativa de homicídio por disparos de arma de fogo foi registrada na noite deste sábado (30), por volta das 20h, no bairro Sol do Cerrado, em LEM.

Até o fechamento desta matéria, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde das vítimas. Também permanecem desconhecidas a autoria e a motivação do crime.

A Polícia Militar realizou diligências na região na tentativa de localizar suspeitos. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que buscará esclarecer as circunstâncias do atentado

Jadiel Luiz/Blog do Sigi Vilares