Decisão do STF sobre maconha pode beneficiar entre 8.000 e 19 mil presos

Por Isabella Menon | Folhapress

Decisão do STF sobre maconha pode beneficiar entre 8.000 e 19 mil presos

Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de fixar a quantidade de até 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas para definir quem é usuário da droga pode beneficiar milhares de pessoas atualmente presas por tráfico -mas esse contingente representa menos de 3% da população carcerária brasileira.
 

O grande número de pessoas encarceradas no país que é um dos principais motivos citados pelos ministros da corte ao justificar a decisão desta quarta (26).
 

Agora, quem foi condenado por uma quantidade abaixo do novo limite poderá, na teoria, procurar a Justiça para ser tratado como usuário e, assim ser libertado. Projeções do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam que de 1% a 2,4% dos presos no país estão nessa situação.
 

Uma nota técnica divulgada nesta quinta (27) pelo instituto, feita a partir do Atlas da Violência, apontou que se o STF estabelecesse o limite de 25 gramas para diferenciar usuário de traficante, isso beneficiaria 1% do total de presos brasileiros. Se esse limite subisse para 100 gramas, o total de beneficiados seria de 2,4%.
 

Segundo os dados mais recentes disponíveis, de 2022, o Brasil tem 820.159 pessoas presas. Ou seja, o total de pessoas beneficiadas pela decisão do STF, de 40 gramas, fica entre 8.200 presos (o que representa 1% da população carcerária) e 19.600 (2,4%).
 

Outro levantamento do instituto analisou o impacto da medida para 41,1 mil processos do primeiro semestre de 2019 e observou que 7,2% de todos os réus processados por tráficos de drogas poderiam ser beneficiados pela decisão do STF.
 

Para Milena Karla Soares, técnica de desenvolvimento e administração do Ipea, a parcela beneficiada pela medida é relevante. “Porém, está aquém do que poderia ser, se houvesse também critérios objetivos para a cocaína”, diz ela.
 

O Ipea publicou um outro estudo, em 2023, que mostra que a cocaína é a drogada que mais aparece em processos criminais por tráfico de drogas (70,2% dos casos), com a quantidade mediana de 24 gramas. A segunda mais comum é a Cannabis (67,1 % dos processos), com uma média de 85 gramas.
 

O número exato de quantas pessoas estão presas por porte de até 40 gramas de maconha em todo o país, no entanto, ainda não está disponível.
 

O Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, afirmou que não possui o cálculo, uma vez que o assunto que existe na tabela do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) é referente à “posse de drogas para consumo pessoal”, que não distingue que tipo de droga se trata.
 

“Não temos como levantar dados para processos que versem exclusivamente sobre o porte de maconha”, explicou o órgão.
 

Para saber o número exato será preciso aguardar o CNJ, que vai fazer um mutirão nos presídios para reavaliar os casos de pessoas detidas por portar maconha.
 

Isso aconteceu após o Supremo determinar que o conselho adotasse medidas para cumprir a decisão, além de promover mutirões carcerários com a Defensoria Pública para apurar e corrigir prisões que tenham sido decretadas fora dos novos parâmetros.
 

Além disso, de acordo com dados do Banco Nacional de Demandas Repetitivas e Precedentes Obrigatórios do CNJ, há 6.343 processos atualmente parados que aguardavam essa definição em todo o país.
 

Vivian Calderoni, pesquisadora do Instituto Igarapé, considera a decisão pela descriminalização como um momento histórico no Brasil, que estabelece um critério para auxiliar a aplicação no cotidiano para fazer essa diferenciação entre usuário e traficante.
 

Ela explica que a Lei de Drogas, de 2006, estabeleceu que o traficante teria uma pena mínima de cinco anos de detenção, enquanto o usuário não deveria ser preso, embora sofresse outras punições de natureza criminal (como a realização de serviços comunitários). “A aplicação, porém, mostrou que muitos usuários foram presos como traficantes e essa decisão, então, vem esclarecer e corrigir essa aplicação”, diz.
 

Em um cálculo também baseado no Atlas da Violência, o Ipea estima que o custo do encarceramento de pessoas que poderiam ser presumidas como usuárias de droga ultrapassa os R$ 2 bilhões por ano -o instituto chegou ao valor ao estimar o cenário de presos por porte de até 100 gramas de Cannabis e 15 gramas de cocaína.
 

Segundo o instituto, trata-se de recurso desperdiçado, que poderia ter uma destinação mais eficaz para “melhorar as condições de segurança, como o investimento na primeira infância e ensino fundamental para populações vulneráveis socialmente, o que poderia acarretar, inclusive, uma diminuição nas mortes por overdose de drogas.”
 

Na quarta, após o julgamento, o presidente do STF, ministro Luis Roberto Barroso, afirmou que a decisão estabelece uma forma de lidar com o hiperencarceramento de jovens primários, com bons antecedentes pelo porte de pequenas quantidades de drogas.
 

Segundo ele, a falta de fixação de critério distinto entre usuário e traficante fazia com que “houvesse uma grande discriminação em relação as pessoas pobres, geralmente negras, que vivem nas periferias”.
 

“Fixar a quantidade vai evitar que a prisão exacerbada forneça mão-de-obra para crime organizado nas prisões brasileiras”, afirmou Barroso.
 

Ele também opinou que a política de drogas que se deva praticar é a de monitoramento dos grandes carregamentos, dos grandes traficantes, monitoramento do dinheiro e do policiamento tão intenso quanto possível de fronteiras e “não a política de prender em flagrante meninos pobres de periferia com pequenas quantidades de drogas”.
 

Ele admitiu, ainda que se trata de uma questão polêmica para a sociedade. “Haverá concordâncias e divergências. Não é possível unanimidade, mas convencidos de termos feito o que é melhor para o país e para uma política em matéria de drogas.”

Empresário com imóvel em Porto Seguro é um dos feridos em queda de helicóptero em Goiás

Helicóptero cai em Goiás

Foto: Reprodução / Radar News

Três pessoas estão internadas nesta sexta-feira (28) após o helicóptero em que estavam cai no município de Água Fria, em Goiás. Um dos feridos é o empresário Ayrton Vargas, de 66 anos, que tem um imóvel em Caraíva, Porto Seguro, na Costa do Descobrimento na Bahia.

Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o empresário, conhecido como Lunabel, pilotava a aeronave. Ele não corre risco de morte. Também estão internados os empresários Ricardo Emediato, de 38 anos, sócio fundador do grupo R2 de Brasília (DF) e Lucas Batista, de 32 anos, empresário do DJ Bhaskar e irmão do cantor Alok.

A queda do helicóptero deve ser investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Ainda segundo o site, Lunabel foi alvo de uma denúncia em junho de 2021. Moradores de Caraíva acusavam o empresário de ser beneficiado pelo então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, isso porque o empresário resistia a uma decisão judicial que obrigava a demolição de um deck com irregularidades ambientais no distrito de Porto Seguro.

Imóvel alvo de denúncia Foto: Reprodução / Radar News

Entre as acusações havia uma que afirmava que a mansão construída às margens impedia a passagem de pedestres. 

Fraude bilionária nas Americanas: ex-diretores enganaram o mercado para enriquecer

Fraude bilionária nas Americanas: ex-diretores enganaram o mercado para enriquecer

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Disclosure, desarticulando um esquema de fraude contábil de proporções épicas nas Lojas Americanas. A investigação aponta que a cúpula da empresa, incluindo o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali, orquestrou um plano sofisticado para enganar o mercado financeiro e garantir lucros fictícios que lhes renderam bônus milionários.

Falsificação de documentos, ocultação de dívidas e criação de créditos inexistentes eram apenas alguns dos métodos utilizados para mascarar a real situação financeira da varejista. Segundo a PF, “documentos e planilhas eram falsificados, dívidas contraídas com os bancos eram escondidas do balanço e créditos inexistentes eram criados e lançados na contabilidade da companhia”.

Esforços para manter a farsa

  • Documentos e planilhas falsificados;
  • Dívidas com bancos escondidas;
  • Créditos inexistentes criados e lançados na contabilidade;
  • “Arquivo verde e amarelo” usado como guia para fraudar resultados.

Operação mira bônus milionários

A investigação concluiu que as fraudes tinham como objetivo principal inflar os resultados da empresa e, consequentemente, aumentar os bônus dos executivos. “Em outras palavras, enquanto a companhia ruía, a alta cúpula executiva empregava todos os esforços em uma fraude que os tornaram milionários”, afirma a PF.

Provas robustas

A PF sustenta suas acusações com base em centenas de e-mails trocados entre os ex-executivos, nos quais discutiam abertamente as fraudes e os resultados fictícios. Delatores também corroboraram as investigações, revelando a existência de um “arquivo verde e amarelo” utilizado como guia para fraudar os resultados de acordo com as expectativas do mercado.

Consequências graves

Os ex-executivos da Americanas agora respondem por crimes como fraude contábil, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Miguel Gutierrez e Anna Christina, que estão foragidos no exterior, tiveram seus nomes incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Maior fraude da história do Brasil

O esquema de fraude nas Americanas é considerado o maior da história do mercado financeiro brasileiro, com um rombo estimado em R$ 25,3 bilhões. A Operação Disclosure representa um duro golpe contra a impunidade e um passo importante para a defesa da lisura e da transparência no mercado de capitais.

CNJ determina que desembargadores afastados por atuação na Lava Jato voltem à atividade

CNJ determina que desembargadores afastados por atuação na Lava Jato voltem à atividade

Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que os desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal) Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz e Loraci Flores de Lira voltem às atividades. Os magistrados foram afastados no último dia 15 de abril por irregularidades cometidas durante a Operação Lava Jato. 

Na decisão, o corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, alegou que os desembargadores desrespeitaram decisões do STF “de forma deliberada” e reiterada. Em abril, o CNJ revogou também o afastamento dos juízes Gabriela Hardt e Danilo Pereira, que também foram investigados no âmbito da atuação na Lava Jato. 

O conselheiro relator do CNJ, Luiz Fernando Bandeira de Mello, nesta semana, durante plenário virtual, votou pelo retorno às atividades dos dois desembargadores, e foi acompanhado unanimemente pelos outros conselheiros. Segundo publicação do G1, o órgão analisou uma questão de ordem levantada por Mello, que é o relator do processo administrativo aberto contra os magistrados para apurar eventual violação de deveres funcionais.

Durante a justificativa do voto, Mello disse que a calamidade pública no Rio Grande do Sul foi essencial para o novo entendimento. Ele alega que a sede do TR4, em Porto Alegre, onde atuam os desembargadores, teve o andar térreo e subsolo cobertos por água e lama, e foi necessário o desligamento de todos os sistemas informatizados, suspensão dos prazos processuais e interrupção do próprio funcionamento regular do tribunal.

Segundo a publicação, o conselheiro afirmou ainda que não é possível estimar quando o local terá seu funcionamento regularizado. 

ONU cobra explicações do Brasil sobre escassez de comida e água potável em cadeias

Por Raquel Lopes | Folhapress

ONU cobra explicações do Brasil sobre escassez de comida e água potável em cadeias

Foto: Agência Brasil

A ONU (Organização das Nações Unidas) solicitou esclarecimentos ao governo brasileiro sobre denúncias de escassez de alimentos, acesso inadequado a comida e falta de água potável no sistema prisional do país.
 

Uma pesquisa inédita da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), ligada ao Ministério da Justiça, revela que quase 90% das unidades prisionais no Brasil oferecem menos refeições do que o recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
 

O Panorama Nacional de Acesso à Alimentação e à Água no Sistema Prisional Brasileiro, pesquisa finalizada na última semana, aponta ainda que, em algumas unidades prisionais, a água potável precisa ser fornecida pelas famílias dos detentos.
 

Segundo o estudo, as regras mínimas da ONU para o tratamento de pessoas presas exigem que as refeições sejam servidas em horários regulares, tenham qualidade nutricional para manter a saúde e que haja acesso garantido a água potável. Também é necessário respeitar a diversidade religiosa e atender às necessidades especiais individuais.
 

Os ofícios da ONU foram enviados pelo Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. O órgão é responsável por liderar os esforços globais na promoção e proteção dos direitos humanos.
 

O Ministério dos Direitos Humanos solicitou, na terça-feira (25), informações aos estados para embasar as respostas, especialmente sobre problemas de alimentação e acesso à água nos estados de São Paulo, Piauí, Minas Gerais e Santa Catarina. Os governos têm até 9 de julho para responder.
 

Os relatores da ONU querem saber como o governo brasileiro garante o acesso a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. Também questionam quais setores são responsáveis pela administração prisional e se há recursos financeiros adequados para cumprir os padrões mínimos de alimentação.
 

De acordo com o levantamento da Senappen, em 33,42% das unidades prisionais brasileiras são servidas três refeições diárias; em 54,09% delas são quatro; em 10,15% são servidas cinco refeições, e apenas em 0,72% são servidas seis.
 

Resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária exige a oferta mínima de cinco refeições diárias: café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia.
 

O estudo abrangeu 1.384 unidades, onde estão custodiadas 581.993 pessoas, representando 90,32% da população carcerária.
 

A pesquisa também revelou que nas unidades que oferecem menos de cinco refeições diárias, o intervalo entre duas delas pode superar 15 horas, o que indica períodos de fome para os detentos.
 

Além disso, 87,87% das unidades afirmaram oferecer alimentação especial por questões de saúde dos detentos. No entanto, apenas 33,42% adaptam as refeições para atender às necessidades religiosas dos presos.
 

Cíntia Rangel Assumpção, coordenadora-geral de Cidadania e Alternativas Penais, destacou que há uma notável queda na qualidade dos alimentos nos estados que não possuem cozinha própria para preparar as refeições, e dependem de empresas terceirizadas.
 

“O alimento pode até ser produzido seguindo todos os padrões, mas o levantamento aponta uma perda de qualidade após o deslocamento. Estabelecer cozinhas internas tem demonstrado ser uma boa prática nas unidades”, afirmou.
 

As próprias unidades relataram diversos problemas relacionados à alimentação no sistema prisional, incluindo quantidade insuficiente, ausência de frutas, legumes e verduras, atrasos e entregas adiantadas, baixo teor de proteína, relatos de comida azeda e questões de higiene como presença de insetos.
 

A Folha de S.Paulo já havia relatado na série Presídio e Morte que o sistema penitenciário brasileiro é palco de uma proliferação de casos de tortura de presos e outros desrespeitos a direitos fundamentais, com restrição de comida e água.
 

Um dos relatos destacados na pesquisa revelou que o acesso à água para consumo humano tem sido subsidiado por familiares.
 

“O que mais chocou foi a precariedade das condições de acesso à água. Verificamos problemas em vários níveis. Este é um direito fundamental que deveria ser garantido pelo estado, mas está sendo equivocadamente transferido para os familiares”, disse a coordenadora nacional de trabalho da Senappen, Juciane Prado Lourenço da Silva.
 

Segundo as entrevistadas, em diversas unidades prisionais, para garantir água potável aos detentos, é necessário construir poços artesianos, ampliar reservatórios, contratar empresas especializadas na manutenção e limpeza de caixas d’água, além de expandir os pontos de acesso.
 

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, uma alimentação equilibrada contribui para a redução de tensões e conflitos nas prisões.
 

“Ao adquirirem habilidades relacionadas à alimentação saudável e ao cuidado com a nutrição, as pessoas presas passam a contar com ferramentas valiosas para uma vida lícita pós-cárcere, especialmente se essas habilidades forem associadas à capacitação profissional, ao ingresso em oportunidades produtivas e ao acesso à renda”, disse.
 

O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que o governo federal elabore em seis meses um plano nacional para resolver os problemas do sistema penitenciário brasileiro, sobrecarregado e subfinanciado. O plano está sendo elaborado pela Senappen e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Prazo para beneficiários do Bolsa Família atualizarem informações de saúde é prorrogado novamente; confira

Prazo para beneficiários do Bolsa Família atualizarem informações de saúde é prorrogado novamente; confira

Foto: Lucas Moura/Secom PMS

Os beneficiários do Bolsa Família ganharam um prazo maior para realizar o acompanhamento das condicionalidades de saúde: o procedimento, que seria encerrado nesta sexta (28), foi estendido até segunda-feira (1º). Em Salvador, mais de 175 mil beneficiários do programa ainda precisam ir aos postos de saúde para fazer o procedimento e manter o acesso ao programa social.

O acompanhamento das condicionalidades da saúde do Bolsa Família envolve o pré-natal em gestantes; estado nutricional (peso e altura) de mulheres (14 a 44 anos); atualização do cartão vacinal e verificação do estado nutricional (peso e altura) de crianças menores de 7 anos.

O serviço pode ser encontrado nos 160 postos de saúde espalhados pela capital baiana de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 17h. Para essa avaliação e registro dos dados é necessário levar o Cartão do Programa Bolsa Família, RG ou CPF, a Caderneta da Criança e o Cartão da Gestante.

Em Salvador, 332.506 pessoas estão aptas para o acompanhamento das condicionalidades da saúde na vigência 2024.1 (janeiro a junho de 2024). Até o momento foram acompanhados pouco mais de 140 mil beneficiários, com percentual de cobertura de 42,33%.

Lula reage a vaias ao vice de Zema em evento

Por Artur Búrgio e Italo Nogueira | Folhapress

Lula reage a vaias ao vice de Zema em evento

A cerimônia para anúncio de investimentos do governo federal em Minas Gerais nesta sexta-feira (28) teve coro contra o governador Romeu Zema (Novo) e vaias ao vice, Matheus Simões (Novo), presente no palanque. O presidente Lula interveio para reduzir os apupos da plateia.
 

“O vice-governador não está aqui só porque ele quer. Ele está aqui porque nós o convidamos. Temos que respeitar quem veio falar na nossa casa”, disse o presidente, ao lado de Simões.
 

A visita de Lula a Minas Gerais foi marcada pela ausência de Zema nos eventos. Ele afirmou que já tinha compromissos marcados. Simões esteve presente no evento de quinta (27), em Contagem, mas não falou durante a cerimônia.
 

“Muito antes de qualquer divergência político-partidária e ideológica, o importante é colocar Minas Gerais na frente. E o senhor, quando vem, faz os anúncios que fez ontem mostra que está fazendo isso. Temos muito a construir juntos”, afirmou o vice no palanque, nesta sexta.
 

Em entrevista a jornalistas após o evento desta sexta, o vice-governador disse que a intervenção do presidente já havia acontecido em outros estados onde o governador ou vice-governador de oposição se aproxima para discursar.
 

“O evento é dele [Lula] e o governo [de Minas] foi convidado. Se a plateia dele mesmo não me deixar falar, fica complexo até para os convites futuros. Foi um movimento de uma pessoa cordata não permitir que dentro da sua própria casa quem ele convidou seja impedido de falar”, disse Simões.
 

Questionado sobre a ausência de Zema, o vice-presidente disse que o governo de Minas foi convidado para os eventos presidenciais com 48 horas de antecedência.
 

“O governador está no mesmo drama que o Presidente da República porque a partir do dia 5 de julho os prefeitos não podem participar em eventos. O governador não pode estar em Belo Horizonte e deixar de atender os mais de 600 prefeitos que o apoiaram na eleição de 2022”, afirmou Simões.
 

Simões é cotado para a disputa da sucessão de Zema em 2026. Lula, por sua vez, voltou a sinalizar apoio ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), na futura disputa.
 

O presidente do Senado usou seu discurso para se alinhar às pautas do presidente e o PT. A principal foi criticar temas associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sem mencioná-lo diretamente.
 

“Há 40 anos, vivíamos um regime de exceção. Muitos homens que estão aqui hoje, apresentaram uma proposta democrática para o Brasil, para sairmos de um período de trevas. Conquistamos a democracia com o sangue, suor e lágrima de muita gente. Há dois anos atrás, tivemos pessoas que tiveram a audácia de expandir aquilo que no seu íntimo já exisita, que são movimentos e pensamentos antidemocrático, ditatorial e contra a democracia do nosso país”, disse ele.
 

Pacheco defendeu também as urnas eletrônicas, as vacinas, os servidores públicos e o setor da cultura.
 

“Muitas divergências podem haver entre nós, em relação a uma serie de temas. Isso é absolutamente normal. Mas uma coisa deve nos unir e nos impor uma vigilância constante. Esse monstro não está morto”, afirmou ele.
 

Lula mencionou Pacheco em seu discurso, como um dos grandes nomes da política que surgiram em Minas Gerais. Na quinta (27), ele já havia elogiado o senador e dito que ele é um “grande nome” para a disputa ao governo mineiro em 2026.
 

“As eleições de 2026 estão distantes. Nem o cenário de candidatos a prefeito está consolidado, imagina o de governadores daqui a dois anos. Mas claro que o presidente do Senado é um grande nome, teve uma atuação importante na defesa da democracia”, disse o presidente, em entrevista ao jornal mineiro O Tempo.
 

Operação interrompe rota do tráfico de armas do Rio para a Bahia e apreende carregadores de fuzil

Operação interrompe rota do tráfico de armas do Rio para a Bahia e apreende carregadores de fuzil

Foto: Divulgação / SSP-BA

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia interrompeu nesta sexta-feira (28), uma rota do tráfico de armas do Rio de Janeiro para a Bahia. Dez carregadores para fuzil calibre 5,56 foram enviados através dos Correios e acabaram interceptados.


Equipes da FICCO Bahia, após ações de inteligência com apoio dos Correios, alcançaram a encomenda ilícita. Os itens seriam utilizados por traficantes que integram uma facção com atuação em Salvador.


“O tráfico de armas é uma prioridade da FICCO Bahia. As investigações estão em curso, buscando sempre desmontar rotas e identificar os envolvidos na distribuição dos armamentos”, ressaltou o coordenador da FICCO Bahia, delegado federal Eduardo Badaró

Site destaca liderança de Mariano em Correntina com 57% da intenção de votos.

Acesse Jbnoticias.com.br

O renomado site de notícias de Salvador destacou o resultado da primeira pesquisa registrada na Justiça Eleitoral que foi divulgada hoje pelo Tribunal Eleitoral da Bahia, trazendo um panorama das intenções de voto dos eleitores de Correntina.

De acordo o site, a pesquisa que entrevistou 385 pessoas entre os dias 22 e 24 de junho, aponta Mariano Correntina como favorito, com 57,57% dos votos válidos. Já Pretinho de Maguila, herdeiro político do atual prefeito, tem 42,43% dos votos válidos.

Rejeição
A pesquisa também apontou a rejeição dos candidatos. Pretinho de Maguila enfrenta uma rejeição de 39,48%, refletindo a insatisfação com a atual gestão de Maguila, que é considerada uma gestão Regular por 35,58% dos entrevistados.

Os dados reforçam a liderança de Mariano Correntina na corrida eleitoral e indicam um cenário de possível mudança na administração de Correntina.

Conclusão
A pesquisa, realizada pela Fernandes Consultoria Ltda e registrada na Justiça Eleitoral sob o nº BA-00277/2024, tem margem de erro de 5,0% e um nível de confiança de 95%. Foi contratada pela Letter Comunicação e Marketing Ltda e ouviu 385 eleitores entre os dias 22 e 24 de junho.

ASCOM

Agroformosa: Animais e tecnologias para o agro chamam a atenção de visitantes

Mais de 60 marcas de expositores mostram diversidade de atrativos no segundo dia de Feira, que tem ainda cerca de 300 animais em exposição

Quem caminha pelo Parque de Vaquejada de Formosa do Rio Preto, pode conferir de perto as inovações e tecnologias apresentadas por cerca de 60 expositores presentes, entre insumos, implementos, biológicos, serviços e muitos outros.

Com uma área total de 66 mil m², o Parque oferece soluções para todo o setor produtivo, o que é comemorado pelos representantes de instituições financeiras presentes no evento. A expectativa é de que muitos negócios sejam realizados pelo produtor rural e pelo visitante em geral.

“Trouxemos as melhores alternativas financeiras para a Feira, que este ano está com uma excelente organização. Esperamos receber pessoas de toda a região até amanhã”, conta Claudiney Ribeiro, gerente de agronegócio do Banco do Brasil na Bahia.

O estudante de agronomia Claudio Brito, que veio de Barreiras para visitar a Feira, conta que se surpreendeu com as opções que encontrou, como drones para pulverização agrícola. “É bom conhecer de perto as tecnologias que chegam para melhorar a agricultura”, afirma.

Já quem se interessa pela pecuária, encontra cerca de 300 animais, entre bovinos, equinos, caprinos e ovinos em exposição, além de uma ampla programação de palestras e rodas de conversa.

Nesta sexta-feira, 28, estão sendo discutidos temas como vacinação contra brucelose, boas práticas ambientais e recuperação judicial no agro, com a participação de especialistas renomados e representantes de instituições públicas e privadas.

Assessoria de Imprensa Agroformosa – 28.06.2024