O que esperar da CPI do Crime Organizado? 

Precisamos falar com seriedade sobre como o Estado se rendeu ao medo, à omissão e à ideologia

CPI do Crime Organizado Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Se eu dissesse “nada”, talvez bastasse para resumir o sentimento geral de quem acompanha a política brasileira. Mas a verdade é que não posso encerrar o artigo assim. Precisamos falar com seriedade em relação ao crime organizado no Brasil e sobre como o Estado se rendeu ao medo, à omissão e à ideologia.

Falo com a autoridade de quem esteve, há 25 anos, na linha de frente da CPI do Narcotráfico, na Câmara dos Deputados. Naquele tempo, o tráfico era, essencialmente, comércio de drogas

No entanto, o que aquela CPI revelou, pela primeira vez, foi que o problema não era apenas policial, mas também político, econômico e social. Já havia infiltração do crime no Estado, no financiamento de campanhas e na corrupção em delegacias. O diagnóstico foi feito, mas o tratamento nunca veio.

Afinal, o Brasil é um país que investiga, mas não corrige. A CPI de 1999/2000 cumpriu seu papel. O Estado, não.

O tempo passou, e o que antes eram facções se transformou em organizações criminosas com estrutura empresarial: dominam presídios, comunidades e até instâncias de poder. O que antes era tráfico, hoje é poder paralelo. O crime governa territórios, cobra impostos, impõe regras, regula o comércio, o transporte, o gás e até a internet. Criou-se um “Estado dentro do Estado”

Hoje, o tráfico é apenas a vitrine. A verdadeira fonte de renda das facções está no domínio territorial. Elas cobram pedágio de motoboys e vans, exploram ambulantes, controlam o preço do gás e até da conexão de internet.

Além do narcotráfico, expandiram-se para o roubo de cargas, fraudes financeiras, pirataria digital e lavagem de dinheiro. Trata-se de uma economia subterrânea multibilionária.

Por isso, combater o crime organizado deixou de ser um problema policial. É uma questão de soberania nacional. Afinal, quando o Estado perde o controle sobre partes do seu território, perde também a sua autoridade. E o cidadão comum torna-se refém.

Em muitas comunidades, o morador precisa pedir autorização para abrir o comércio, receber uma visita ou simplesmente viver. O tráfico virou autoridade. É ele quem dita as regras, pune, mata, decide quem vive e quem morre. A ausência do Estado foi o convite para a instalação de outro poder: cruel, armado e sem lei.

Como bem escreveu Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, “a violência prospera quando o Estado se mostra incompetente ou cúmplice”. E o Brasil, infelizmente, tem sido os dois.

Enquanto isso, o discurso ideológico segue invertendo papéis. O mesmo sistema que enfraquece as polícias glamouriza o criminoso e transforma o bandido em vítima social.

Diante desse cenário, vale olhar para um exemplo fora das nossas fronteiras. Um pequeno país da América Central, El Salvador, mostra que a vontade política muda tudo. O presidente Nayib Bukele decidiu enfrentar as maras, as temidas gangues, com pulso firme, estratégia de Estado e coragem para bancar decisões impopulares.

O resultado é que o país, antes um dos mais violentos do mundo, hoje ostenta índices históricos de redução da criminalidade. Bukele provou que, onde há vontade política, há transformação real.

No Brasil, falta exatamente isso: vontade política.

E é com esse espírito que chegamos à CPI do Crime Organizado, instalada no Senado Federal. Sou membro titular e, desde o início, sabíamos o jogo político que se desenhava. O PT, que sequer assinou o requerimento da CPI, acabou emplacando o presidente da comissão: o senador Fabiano Contarato, aliás, do meu estado.

Abro aqui um parêntese…

Contarato chegou ao Senado em 2019 com discurso de direita, mas rapidamente se alinhou ao PT. É delegado, sim, mas sua atuação sempre esteve ligada à Delegacia de Trânsito, ou seja, lidava com ocorrências envolvendo motoristas embriagados. Não tem histórico de enfrentamento ao crime organizado. E é claro que não será independente ou imparcial. Quem acredita nesse discurso de ser implacável com o crime? Agirá conforme o manual partidário: o de proteger o discurso e esconder os fatos.

Mas nós, parlamentares de direita, estaremos ali para garantir que a verdade não será silenciada. Podem até tentar varrer os fatos para debaixo do tapete, mas o povo vai saber o que está acontecendo. Seremos a voz da coerência dentro dessa comissão. E, sem medo da palavra, seremos os paladinos da verdade

Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil.

Pleno News

LEM: Durante seu discurso da 6ª edição do Ópera LEM, o prefeito destacou de forma especial o trabalho do chefe de gabinete e vereador licenciado Adê Cerrado.

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6ª edição do Ópera LEM é realizada em Luís Eduardo Magalhães

Na manhã desta terça-feira (11), foi realizada em Luís Eduardo Magalhães a 6ª edição do Ópera LEM, no Hospital Municipal Miriam Borges.

O evento, que vem se consolidando como um sucesso desde sua primeira edição, contou com a presença do prefeito Junior Marabá, que fez questão de agradecer a toda a sua equipe pelo empenho e dedicação.

Durante seu discurso, o prefeito destacou de forma especial o trabalho do chefe de gabinete e vereador licenciado Adê Cerrado, ressaltando sua importância na gestão municipal. Em meio ao público, um participante chegou a comentar: “Adê hoje é mais que chefe de gabinete, é o verdadeiro conselheiro do prefeito Junior Marabá.”

A 6ª edição do Ópera LEM reforça o compromisso da administração municipal com a saúde pública e com o bem-estar da população de Luís Eduardo Magalhães.

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6ª Edição do Ópera LEM é realizada em Luís Eduardo Magalhães

Na manhã desta terça-feira (11), o prefeito Júnior Marabá, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Dr. Pedro Henrique, deu início à 6ª edição do programa Ópera LEM, iniciativa que tem transformado a vida de muitos moradores do município.

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O evento contou com a presença dos vereadores Daniel Farias, Tuxa e Luan Teixeira; do secretário de Sustentabilidade, Kenny Henk; do secretário de Educação, Jefferson Café; do ex-vereador, Nei Vilares e atual Secretario Municipal de Desenvolvimento Econômico; do chefe de Gabinete Adê Cerrado; secretária e primeira-dama Sinthya Borges; secretário de Segurança Pública , João Paulo com sua equipe, secretário de agricultura, Jaime Cappellesso.

Durante a ação, foi possível observar a grande quantidade de pacientes que aguardavam com expectativa pelo procedimento cirúrgico, demonstrando a importância e o alcance social do programa.

A equipe do JB Notícias conversou com alguns pacientes, que expressaram gratidão e alegria por participarem da iniciativa.
“Estou muito feliz por estar aqui e realizar esse sonho com o apoio da Prefeitura e da Secretaria de Saúde”, relatou uma das pacientes.
Outros também agradeceram ao prefeito Júnior Marabá e ao secretário Dr. Pedro Henrique pelo empenho e compromisso com a saúde pública.

Nesta edição, estão previstas 48 laqueaduras e 77 vasectomias, a serem realizadas ao longo de três dias.

O Ópera LEM já se consolida como um marco em Luís Eduardo Magalhães, contribuindo para reduzir a fila de espera por cirurgias eletivas e fortalecendo o compromisso da gestão municipal com uma saúde pública de qualidade e acessível a todos.

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Publicado em 11 de novembro de 2025

Barreiras e outros 16 municípios recebem Operação Gatonet nesta semana

confira programaçãoProvedores de internet que estão irregulares terão seus cabos removidos pela Neoenergia Coelba

Barreiras e outros 16 municípios recebem Operação Gatonet nesta semana

A Neoenergia Coelba está realizando a Operação Gatonet em 17 municípios baianos nesta semana. A ação acontecerá até a próxima sexta-feira (14) e tem como objetivo remover os cabos irregulares nos postes da distribuidora. As cidades foram selecionadas devido ao alto número de provedores de telefonia e internet que atuam irregularmente nos locais. A ação acontece de maneira simultânea e visa diminuir a poluição visual, aumentar a segurança da população e reduzir os riscos de incêndios provocados por esses provedores.

Os municípios em que a Operação Gatonet será realizada são: Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Cruz das Almas, Guanambi, Irecê, Jacobina, Jaguarari, Juazeiro, Lauro de Freitas, Mata de São João, Nazaré, Olindina, Pedro Alexandre, Salvador, Santa Bárbara, Simões Filho e Vitória da Conquista.

De acordo com as resoluções que regem o compartilhamento de postes, as empresas de internet precisam estar regularizadas, realizar as manutenções devidas em seus equipamentos e atender às normas técnicas e comerciais específicas. O gatonet são os provedores de telecomunicações que não são regulares, não seguem os padrões técnicos e não realizam as devidas manutenções nos seus equipamentos.

A população pode ser uma aliada no combate ao gatonet ao contratar apenas as operadoras regulares. A Neoenergia Coelba lançou um portal de consulta pública que permite a população verificar se a operadora que presta o serviço de internet possui contrato para o compartilhamento dos postes. A lista pode ser acessada no link a seguir: https://www.neoenergia.com/web/bahia/provedores

Canal exclusivo para os provedores
Os provedores de internet irregulares têm à disposição um canal exclusivo para que se regularizem e evitem que os seus cabos sejam retirados e o fornecimento de internet interrompido. A Neoenergia Coelba disponibiliza um canal de atendimento direto para as empresas. Através do e-mail atendimentousomutuo.coelba@neoenergia.com, as operadoras poderão tirar suas dúvidas e receber orientações sobre o assunto.

Responsabilidades
A Neoenergia Coelba ressalta que o compartilhamento dos postes com as empresas de telefonia, internet e TV a cabo é determinado pelas Resoluções Conjuntas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Agência Nacional do Petróleo (ANP).