35 mil candidatos caíram no golpe do Enem Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr
Criminosos conseguiram lucrar R$ 3 milhões roubando dinheiro de aproximadamente 35 mil alunos que desejavam fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024. Segundo investigação da Polícia Federal (PF), durante o período oficial de inscrições, entre 27 de maio e 14 de junho do ano passado, os golpistas criaram páginas falsas na internet para simular o ambiente oficial do Inep.
Os candidatos enganados, além do prejuízo, acabaram sem a inscrição no exame do ano passado.
Por meio desses sites, os estudantes eram levados a fazer pagamentos via Pix – eles acreditavam que estavam se inscrevendo no exame. O dinheiro foi direcionado para uma conta bancária vinculada a uma empresa privada que não estava autorizada a receber tais valores – oficialmente apenas o Inep aparece como recebedor dessas taxas.
A investigação aponta que os recursos foram recebidos por meio de uma fintech, em conta corrente de titularidade da empresa envolvida, cujo nome não foi informado. Na internet, há várias queixas sobre cobranças indevidas semelhantes.
Um dos investigados tem ao menos 15 anotações criminais em seu nome relacionadas ao crime de estelionato.
Nesta quinta-feira (10), a PF deflagrou uma operação contra as fraudes. O crime incluía publicidade enganosa em redes sociais e o uso indevido de sinais públicos do governo federal, do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela prova. Por meio disso, os bandidos induziam os estudantes a fazerem pagamentos indevidos das taxas de inscrição da prova em 2024.
Com crescimento de quase 40% produtores do oeste baiano esperam mais estabilidade da cultura no mercado
Foto: Marca Comunicação e Inpasa | Edição: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia
A produção de sorgo na Bahia deve crescer 39,3% na safra 2024/25, em comparação com o ciclo anterior. Segundo dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de uma colheita de 728 mil toneladas, com aumento de 5% na área plantada, que deve alcançar 206 mil hectares.
Tradicionalmente usado para cobertura do solo durante a entressafra da soja, o sorgo ganha agora novo protagonismo no campo. Além de sua função na manutenção do solo e como ingrediente para ração animal, o grão passa a ser visto como uma das principais apostas para a produção de biocombustíveis, como etanol e biodiesel na região Oeste da Bahia.
Nesse contexto, Carlos Roberto Oizimas, gerente de uma fazenda em Luís Eduardo Magalhães (BA), lembra que o sorgo inicialmente era cultivado apenas para enriquecer o solo, mas que o manejo evoluiu ao longo dos anos.
“Era mais para cobertura de solo, visando aportar matéria orgânica e melhorar a biologia do solo. Com o tempo a gente viu que ele tinha um potencial e fomos evoluindo em manejo. Fomos trazendo as ferramentas da soja também para o sorgo. Hoje ele já ajuda a pagar o custo da soja”, explica.
Plantação de sorgo no Oeste da Bahia | Imagem: Agência Script
Com a instalação de uma biorrefinaria da Inpasa em Luís Eduardo Magalhães, produtores esperam mais estabilidade no mercado, especialmente em relação aos preços da cultura.
Do mesmo modo, o produtor rural Greico Henrique destaca o novo cenário: “A expectativa é que o sorgo deixe de ser uma safrinha e passe a ter mais valor. Serve para ração, etanol e biodiesel”.
Pedro Cappelleso, produtor com áreas irrigadas e de sequeiro, também aposta no avanço da cultura. “É um produto que vai bem na ração e está recebendo novas tecnologias. No sequeiro, com menos chuva, estimamos 70 sacas por hectare. No pivô, deve chegar a 150 ou 160 sacas”, relata.
Verticalização da produção
A presença da indústria é vista como um fator estratégico. Para o engenheiro agrônomo Diego Batista Aires, o crescimento do cultivo começa a ter relação com a chegada da Inpasa.
“A gente está vendo o crescimento exponencial no Oeste da Bahia. Produtores que não plantavam sorgo hoje estão vendo a possibilidade de plantar devido a empresa passar essa credibilidade, essa segurança de travar o sorgo (preço)”, disse.
Segundo Irineo Piaia Junior, gerente de originação de grãos da Inpasa, a unidade vai processar cerca de 1 milhão de toneladas de milho e/ou sorgo, gerando em torno de 450 milhões de litros de etanol.
Refinaria da Inpasa em Sinop (MT) | Foto: Divulgação
Além disso, de acordo com Irineo, a indústria de biocombustíveis deve gerar empregos na região.“Vemos um grande potencial de aumento de área e produtividade no Oeste da Bahia. Agora, no momento da obra, a gente chega a ter 2.000, talvez 2.500 pessoas diretas e indiretas na construção da indústria.”, destaca.
Como resultado, também pontou sobre o quantitativo de colaboradores diretos. “E posteriormente, quando a planta estiver pronta, estimamos em torno de 450 pessoas no quadro”.
Por fim, ainda durante entrevista exclusiva ao repórter Vinicius Ramos, o gerente também detalhou a diferença entre milho e o sorgo na produção do biocombustíveis.
“No processo industrial com o milho eu consigo produzir o etanol, o DDGS (sigla em inglês que significa grãos secos de destilaria com solúveis) e consigo extrair um pouco de óleo. Já com o sorgo a gente só não tem essa extração do óleo”, explica.
CNI prevê graves consequências para o país, que tem os EUA como segundo maior parceiro comercial
Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva Fotos: EFE/EPA/LUDOVIC MARIN / POOL | EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON / POOL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o Brasil ao anunciar, nesta quarta-feira (9), uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor a partir do dia 1° de agosto. A medida vai muito além de uma disputa comercial, sendo também uma retaliação direta a decisões políticas, judiciais e até diplomáticas tomadas pelo Brasil nos últimos meses. O que está por trás desse “tarifaço” e como ele pode afetar o seu bolso? O Pleno.News te explica!
A taxa anunciada pelo republicano se somará às já existentes, e é a mais alta entre todas as impostas por Trump a 22 nações esta semana. Segundo carta enviada pela Casa Branca ao Palácio do Planalto, a decisão foi motivada por diversos fatores, não só econômicos.
Um deles é a condução de processos judiciais no Brasil contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. Para o republicano, está em vigor uma “caça às bruxas” contra a direita brasileira, que deve ser encerrada “imediatamente”.
Outros fatores de insatisfação são medidas do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo os EUA, censuram usuários e redes sociais norte-americanas. A decisão da Corte de derrubar parcialmente o Marco Civil da Internet, promovendo uma regulação das redes e a responsabilização de big techs, causou ainda mais mal-estar com o governo estadunidense.
O efeito Brics é mais um dos pivôs nesse caso. Os EUA veem com preocupação o estreitamento de laços do Brasil com os países do bloco que inclui Rússia, Irã, China, África do Sul, Índia, Egito, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Para o governo Trump, há um sentimento antiocidental e antiamericano no grupo, e as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre buscar moedas alternativas ao dólar seriam um sinal dessa rivalidade.
Além disso, o governo dos EUA tem acusado o Brasil de supostas práticas comerciais desleais, com base na Seção 301 da Lei de Comércio do país.
COMO ESSE TARIFAÇO AFETARÁ O BRASIL? O potencial de impacto dessa nova tarifa é bilionário, visto que os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil. Somente em 2024, o Brasil exportou 40,4 bilhões de dólares para os EUA, o que equivale a R$ 224 bilhões e 12% do total exportado. Nosso país tem déficit comercial com os EUA desde 2009.
Os itens mais vendidos para os estadunidenses são petróleo bruto, minério de ferro, aço, máquinas, aeronaves e produtos eletrônicos, segundo dados do ComexVis do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Dessa forma, o setor energético, de tecnologia, a Embraer e a Petrobras devem ser fortemente afetados.
Já no setor do agronegócio, açúcar, café, suco de laranja, carne bovina, frango e soja são outros dos principais itens vendidos aos norte-americanos. Para o professor de relações internacionais e economia no Ibmec-SP Alexandre Pires, consultado pela Agência Brasil, um dos efeitos colaterais será a diminuição de exportações de commodities agrícolas, e aumento de oferta no mercado interno, o que pode derrubar o preço desses produtos no Brasil.
Mas isso não é motivo para se comemorar, pois a queda na exportação significa menos receita, menos investimento e menos empregos. E sim, o desemprego é um dos fatores que mais preocupa em toda essa situação. Isso porque tendo que arcar com um custo 50% maior por tonelada exportada, as empresas terão que cortar custos para se manter.
Vale destacar que os EUA são grandes compradores de produtos industrializados brasileiros, e essa cadeia de produção envolve muitos trabalhadores. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o impacto será grave.
O professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Ecio Costa, disse ao portal Poder360 esperar uma desaceleração econômica, a desvalorização do dólar, o aumento do preço do câmbio e impacto na inflação.
Diante desse impasse, o Brasil analisa como reagirá. Se responderá taxando os EUA, se recorrerá à OMC (Organização Mundial do Comércio), ou se cederá a pressão e negociará com o país norte-americano.
Na manhã desta quinta-feira, 10, o Conselho Comunitário de Segurança Pública do Distrito de Roda Velha-CONSEG-RV, Município de São Desidério realizou uma reunião estratégica com o objetivo de debater ações de fortalecimento da segurança pública naquele Distrito.
O Maj PM Barroso Neto, Comandante da 85ª CIPM, o Cap PM Jeferson Pio, Subcomandante da CIPE-Cerrado, Dr. DPC Carlos Ferro, Delegado Titular da Delegacia de Polícia Civil de São Desiderio discutiram juntamente com o Sr. Fagundes Alceno, Diretor Presidente do CONSEG-RV, o Sr Thiago Bezerra, Secretário Municipal de Cultura e Esporte de São Desiderio representando o Prefeito Municipal e comunidade local, a implementação de ações integradas entre as Forças de Segurança no combate às práticas criminosas em Roda Velha.
Dentre as as ações estabelecidas estão a instalação da Polícia Civil no Distrito de Roda Velha, enfrentamento à criminalidade e combate às drogas no Distrito e a retomada do Programa Educacional de Resistência às Drogas – PROERD, fundamental para a conscientização e prevenção entre crianças e adolescentes.