Durante a 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães, realizada em 08 de abril de 2025, o vereador Nelton Castro demonstrou mais uma vez seu engajamento com os interesses da população e sua habilidade de articulação política. Em ofício encaminhado ao presidente da Câmara, Reinildo Nery dos Santos, o parlamentar justificou sua ausência na sessão em virtude de uma importante agenda em Salvador com os deputados estaduais Cafu Barreto e Antônio Henrique de Sousa. A reunião, marcada entre os dias 8 e 11 de abril, visou fortalecer parcerias e viabilizar recursos para o município.
Apesar de ausente fisicamente na sessão, o vereador Nelton Castro teve destaque com a apresentação de três indicações de grande relevância para a comunidade. A Indicação nº 084/2025 solicita à Prefeitura e às secretarias competentes a limpeza e roçagem de todo o Residencial Vista Alegre, atendendo a uma demanda urgente dos moradores por melhores condições de higiene e segurança.
Com foco na mobilidade urbana e na segurança dos pedestres, a Indicação nº 089/2025 requer a instalação de uma faixa elevada na Avenida São Francisco, em frente à Lotérica Carcará. O local possui grande fluxo de pessoas e a medida visa reduzir riscos de acidentes.
Por fim, demonstrando atenção à segurança pública e ao crescimento urbano da cidade, Nelton propôs, por meio da Indicação nº 090/2025, a doação de uma área para a construção do batalhão da 85ª CIPM. Segundo o vereador, com o desenvolvimento acelerado de Luís Eduardo Magalhães, é essencial que a infraestrutura de segurança acompanhe esse avanço.
As ações e posicionamentos de Nelton Castro na Câmara reafirmam seu comprometimento com o bem-estar dos cidadãos e sua atuação propositiva e estratégica no cenário político municipal.
Dia foi negativo para divisas emergentes mais ligadas ao país asiático
Dólar fecha perto dos R$ 6,00 após Trump elevar pressão sobre China (Imagem ilustrativa) Foto: Ana Luiza Menezes/ Pleno.News
O dólar acelerou os ganhos ao longo da tarde com o acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China e emendou, nesta terça-feira (8), o terceiro pregão consecutivo de alta firme no mercado local, flertando com fechamento acima do nível psicológico de R$ 6,00.
O dia foi negativo para divisas emergentes mais ligadas à China. O real, que nos últimos dias apresentou desempenho superior a de pares, amargou a maior perda entre as moedas mais relevantes. No mercado offshore, o yuan caiu ao menor nível histórico em relação ao dólar, o que é ruim para exportadores de commodities como o Brasil.
As atenções estiveram voltadas ao prazo dado por Donald Trump para que a China recuasse de tarifas retaliatórias, que expirava nesta terça às 13 horas (de Brasília).
Os chineses não piscaram. Mantiveram as tarifas, ressaltaram que estão prontos “a lutar até o fim” e iniciaram disputa contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC).
A Casa Branca confirmou, então, sobretaxa de 50% sobre produtos importados da China a partir da quarta-feira, 9. Com isso, o gigante asiático passará a enfrentar tarifa total de 104% em produtos exportados aos EUA. A troca de farpas elevou a aversão ao risco, levando o dólar a ultrapassar a linha dos R$ 6,00.
A moeda moderou os ganhos em seguida e chegou a trabalhar abaixo de R$ 5,98, mas voltou a se aproximar de R$ 6,00 na reta final dos negócios, com aumento da aversão ao risco e o tombo das bolsas em Nova Iorque. O gatilho teria sido a afirmação do porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, de que o presidente Donald Trump acredita ser possível a fabricação de iPhones nos EUA. A Apple produz a maioria de seus produtos na China.
Com máxima a R$ 6,0054, o dólar subiu 1,48%, a R$ 5,9979 – maior valor de fechamento desde 21 de janeiro (R$ 6,0307). A divisa já acumula ganhos de 5,13% nos seis primeiros pregões de abril. As perdas no ano, que chegaram a superar 8%, agora são de 2,95%.
Para o chefe da mesa de câmbio da EQI Investimentos, Alexandre Viotto, a tendência é que o dólar continue a se valorizar em relação a divisas emergentes, uma vez que não há sinais de que haverá redução iminente das incertezas provocadas pela guerra comercial.
– Com a falta de previsibilidade, temos visto investidores e empresas já em busca de hedge. Ninguém vai abrir mão da segurança do dólar com tanta indefinição no exterior – afirmou Viotto, para quem as dúvidas sobre uma eventual recessão nos EUA mantêm a aversão ao risco em níveis elevados.
Operadores relatam saída de capitais de ativos locais. Dados da B3 mostram que os investidores estrangeiros já retiraram R$ 3,605 bilhões da bolsa doméstica em abril (até o dia 4). No acumulado do ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 7,037 bilhões.
Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY recuava cerca de 0,31 no fim da tarde, abaixo da linha dos 103,000 pontos, após mínima aos 102,753 pontos. Franco Suíço e iene, tradicionais refúgios em momentos de estresse, devolveram parte dos ganhos dos últimos dias.
Com os temores de desaceleração mais aguda da atividade nos EUA em razão do tarifaço, crescem as expectativas em torno de um alívio monetário. Monitoramento do CME Group mostrou que uma redução da taxa básica americana em 25 pontos-base em maio passou a predominar entre as apostas dos investidores.
No início da tarde, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, Austan Goolsbee, disse que há dúvidas sobre “a rapidez e a magnitude” em que o tarifaço se traduzirá em aumento de preços, mas ressaltou que o sentimento do consumidor americano “está despencando” – o que, em geral, se traduz em queda dos níveis de consumo.
Já a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, disse que há uma “pequena preocupação com leve alta da inflação com tarifas”. Ecoando falas recentes do presidente do BC norte-americano, Jerome Powell, Daly disse que a política monetária está posicionada e “modestamente restritiva”.
– O mercado está dividido entre a possibilidade de quatro ou até cinco cortes de 25 pontos. Há dois vetores em conflito: a pressão inflacionária com tarifas e o risco de recessão por causa da incerteza econômica. No momento, o mercado parece mais preocupado com a recessão do que com a inflação – afirmou o economista Paulo Gala, professor da FGV-SP.
Dona Cleonice Muniz, moradora do bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães, aproveitou o mutirão do Bolsa Família, realizado nesta terça-feira (09), no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), para atualizar o seu cadastro.
“Atualizei meu Bolsa Família, resolvi a questão da Cesta Cidadã, fiz a pesagem, peguei o kit odontológico e o atendimento está sendo de primeira, muito bom mesmo”, elogiou.
A ação, promovida pela Prefeitura por meio da Secretaria da Cidadania, teve como objetivo atender cerca de 4 mil famílias dos bairros Santa Cruz, Conquista e Florais Léa que tiveram o benefício suspenso.
“É um número grande de pessoas que deixou de atualizar o Cadastro Único nos últimos 24 meses. Por esse motivo, realizamos o mutirão, para atendê-las com mais celeridade”, destacou Daniel Lima, gestor do Bolsa Família no município.
Além da atualização cadastral, os participantes tiveram acesso a diversos serviços, como destacou a secretária da Cidadania, Cinthya Borges:
“Tivemos atividades para as crianças, com pipoca, algodão-doce, pesagem, entrega de kits odontológicos e atendimento bucal na unidade móvel. Voluntários da Cidadania também ofereceram cortes de cabelo e maquiagem. Foi um trabalho muito bonito, que contou com o apoio da Secretaria de Saúde.”
O relator, senador Alessandro Vieira, ao lado do senador Sergio Moro, que apresentou emenda ao projeto Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou a autorização de porte de arma de fogo aos advogados para defesa pessoal. O PL 2.734/2021, do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), presidente do colegiado, recebeu voto favorável do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
— A previsão do porte de arma de fogo para advogados, além de assegurar um eficiente meio para a proteção pessoal desses profissionais, equipara-os aos membros do Judiciário e do Ministério Público, categorias que já possuem essa prerrogativa. Esse tratamento isonômico mostra-se necessário, uma vez que, como muito bem destacado nas justificações das propostas, não há hierarquia entre advogados, juízes e promotores de Justiça. Ademais, embora desempenhem funções distintas, todos integram corpos técnicos essenciais à função jurisdicional do Estado — afirmou Alessandro Vieira.
O texto aprovado altera o Estatuto da Advocacia e o Estatuto do Desarmamento inserindo em ambos o direito de advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) portarem arma de fogo para defesa pessoal, em todo o território nacional. Caberá ao Conselho Federal da OAB a regulamentação.
Alessandro acatou parcialmente emenda apresentada pelo senador Sergio Moro (União-PR) estabelecendo o comprovante de exercício regular da advocacia fornecido pela OAB como documento suficiente para demonstrar a efetiva necessidade do porte. A mesma emenda condiciona o exercício desse direito ao cumprimento dos requisitos legais e veda o ingresso armado em fóruns, tribunais, estabelecimentos prisionais e estabelecimentos públicos e privados sujeitos a regras próprias de segurança.
Outra emenda do senador Fabiano Contarato (PT-ES), também acolhida, exige a comprovação da capacidade técnica e da aptidão psicológica para manuseio da arma.
Flávio Bolsonaro argumenta que, por lidar com disputas jurídicas envolvendo questões delicadas como liberdade, família e patrimônio, os advogados podem desagradar seus clientes ou as partes contrárias, sendo, muitas vezes, alvos de ameaças. Citando dados da OAB, ele afirma que, entre 2016 e 2019, 80 advogados foram assassinados no Brasil.
– Nessas situações, o porte de arma de fogo daria ao advogado uma chance de se defender de uma injusta agressão e de tentar salvar sua vida – falou.
O substitutivo de Alessandro Vieira concilia, além do PL 2.734/2021, o PL 2.530/2024, do senador Cleitinho (Republicanos-MG), que trata do mesmo assunto. O projeto original de Flávio Bolsonaro é mais amplo, já prevendo regras para aquisição e registro de armas de fogo, além de alterar as duas leis já mencionadas.
O projeto de Cleitinho é mais sucinto, alterando apenas o Estatuto da Advocacia. O relator adotou o modelo mais objetivo do PL 2.530, encarregando o Conselho da OAB de fazer a regulamentação, e a técnica legislativa do PL 2.734, inserindo as mudanças em duas leis diferentes.
Conforme Cleitinho, uma vez que membros da magistratura e do Ministério Público já têm o direito ao porte de arma, é justo que os advogados também tenham.
No relatório, Alessandro afirma concordar com os argumentos dos dois senadores.
– A previsão do porte de arma de fogo aos advogados, além de assegurar um eficiente meio para a proteção pessoal desses profissionais, equipara-os aos membros do Judiciário e do Ministério Público, categorias que já possuem essa prerrogativa – disse.
Com a aprovação do PL 2.734/2021, o PL 2.530/2024, mais recente, foi considerado prejudicado.
Moro explicou que o projeto não dá direito a porte de arma para todos os advogados e advogadas do país, mas apenas abre essa possibilidade.
— Pela redação que foi aprovada por esta comissão está bem claro que a legislação vai continuar exigindo o preenchimento dos demais requisitos para concessão do porte para qualquer outra pessoa, ou seja, a idoneidade, a integridade, a não existência de registros criminais e a habilitação técnica e psicológica. Não imagino que haverá uma corrida de 1 milhão de advogados; certamente apenas aqueles que se interessarem em ter o porte de arma. (…) O porte de arma não significa que o advogado poderá, por exemplo, entrar armado num julgamento, numa audiência, num fórum, num presídio ou numa delegacia; existem locais que estão submetidos a regras próprias de segurança.