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A cozinheira Elaine Esteves Pereira, de 39 anos, foi morta pelo disparo de um policial após o carro em que estava com o marido bater na traseira de um veículo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) no Rio de Janeiro. O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (12).
O viúvo Carlos André Alves de Almeida, de 48 anos, contou à TV Globo que o casal estava sendo perseguido por outro carro e que chegou a ficar aliviado quando viu o carro da polícia. “Eu falei: ‘amor, fica calma que é a polícia’. Achei que a polícia era a nossa salvadora, mas o que aconteceu foi uma tragédia maior”.
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Carlos afirmou que, assim que os disparos pararam, a esposa reclamou que estava passando mal. A mulher ainda conseguiu abrir a porta do carro, se soltar do cinto, mas, de acordo com o marido, começou a desfalecer no local. Elaine deixa duas filhas.
De acordo com relatos, Elaine e o marido saíram de uma festa e, no caminho de volta para casa, um homem parou ao lado deles e pediu que encostassem porque o casal havia batido no carro dele. Carlos André contou que nem ele nem a mulher perceberam o acidente e ficaram com medo de parar às 3 horas da manhã, por isso resolveram acelerar.
O outro carro perseguiu o deles e, segundo Carlos André, chegou a bater na traseira deles de propósito. Ao tentar fugir, perderam o controle do carro em uma curva e acabaram batendo no comboio da polícia.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o carro estava “em fuga” e citou a proximidade com uma comunidade da região, Parada de São Lucas, como motivo para a reação dos agentes. Segundo a corporação, os tiros foram dados a fim de “interromper a investida repentina e violenta”.
BN
Por Ana Pompeu | Folhapress

O governo federal e os servidores ambientais assinaram acordo nesta segunda-feira (12). Durante a reunião, as cláusulas do termo da negociação foram apresentadas à categoria. O ato deve encerrar a greve de mais de um mês da categoria. Ainda assim, os servidores se dizem insatisfeitos e afirmam que a mobilização continuará.
A categoria começou a grave em 24 de junho e a ampliou em 1° de julho. Eles reivindicam ao governo Lula (PT) melhores condições de trabalho, a reestruturação da carreira e reajuste salarial.
A negociação inclui reestruturação de cargos, com mudança nas tabelas de servidores. O Ministério da Gestão e Inovação apresentou um incremento no plano de especial de cargos dos servidores ambientais e nível auxiliar, elevando o reajuste previsto para 2025 de 8,5% para 9,5% e 4% em 2026, além da quebra de barreira para progressão dos servidores.
O acordo assinado prevê ainda a criação de um grupo de trabalho, com participação dos ministérios da Gestão e Inovação e do Meio Ambiente, para avaliar o enquadramento das carreiras nos requisitos para receber indenização de fronteira e criação do adicional de risco.
Uma das entidades representativas dos servidores, a Ascema (Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente), divulgou nota com críticas à postura do governo. De acordo com ela, o Ministério de Gestão e Inovação “foi enfático ao afirmar que não haveria possibilidade de uma nova reunião e que o acordo deveria ser assinado no mesmo dia, sob pena de não haver acordo”.
“Com isso chega-se ao final da mesa temporária ambiental, a greve deve se encerrar, mas a categoria continuará mobilizada, já que o acordo está muito distante da reestruturação almejada pela categoria”, diz o texto.
A Ascema afirma que o acordo foi feito a contragosto dos servidores e que não se trata de uma reestruturação da carreira, mas sim de um reajuste.
BN

Foto: Fellipe Sampaio/STFO ministro Gilmar Mendes,
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou, há pouco, o desequilíbrio gerado pelo orçamento secreto e pelas “emendas Pix” na relação entre os poderes Executivo e Legislativo. Apesar de dizer que há argumentos fortes para as emendas impositivas, o ministro defendeu uma maior transparência para a distribuição de valores.
“Nós temos tido muitas considerações, críticas ao modelo implantado”, afirmou o jurista. “O Tribunal não está se colocando contra a participação do Parlamento no que diz respeito ao orçamento, não se trata disso”. afirmou. “Mas que haja algo estruturante, que não haja desvio, que não haja desaparecimento de recursos”, continuou.
“O jogo de freios e contrapesos na relação Congresso com Executivo mudou relativamente”, disse. “Alguém poderia até usar a expressão deteriorando”, completou Mendes durante o Warren Institutional Day, evento da Warren Investimentos.
De acordo com o ministro, os problemas relacionados às emendas, como a falta de transparência em relação à destinação do dinheiro, se agravaram no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “E continuou de alguma forma também durante o governo Lula”, disse.
“Uma das marcas da ideia do orçamento é a publicidade e isso (falta de transparência) não poderia ocorrer”, concluiu.
Matheus de Souza/Eduardo Laguna/Estadão
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Após requerimento da APLB-Sindicato de Baianópolis, nesta segunda-feira, 12 de agosto de 2024, a prefeita Jandira Xavier encaminhou ofício para a Câmara Municipal de Vereadores com o pedido de suspensão da tramitação do Projeto de Lei n. 009/2024, que dispõe sobre a “autorização ao Chefe do Poder Executivo Municipal a repassar o equivalente a 60% (sessenta inteiros percentuais) do valor principal do precatório do FUNDEF, expedido nos autos do processo n. 507-68.2006.4.01.33.03.

O pedido de suspensão da tramitação atende o requerimento da APLB-Sindicato de Baianópolis, que havia solicitado à prefeita que fosse oportunizado o diálogo entre os representantes da categoria e da Administração Pública Municipal para as possíveis modificações no Projeto de Lei n. 009/2024, no intuito de atender as reivindicações da classe, tais como a garantia do repasse mínimo do percentual de 60% do valor principal do precatório acrescido dos juros compensatórios e de mora, a ser destinado aos profissionais do magistério, o estabelecimento de prazo para o pagamento do abono, não incidência de imposto de renda sobre o valor repassado à título de precatório do FUNDEF e exclusão da imposição de renúncia ao direito de ação judicial como condição para o pagamento do benefício.

No ofício encaminhado à Câmara de Vereadores, a prefeita Jandira ressaltou a disponibilidade da Municipalidade em debater com os profissionais do magistério o conteúdo do referido projeto de lei, de modo que contemple aos interesses e reivindicações da classe, com a observância da legislação de regência e entendimento dos Tribunais Superiores, postura que evidencia a importância da luta sindical para que os direitos dos trabalhadores em educação sejam devidamente respeitados.
APLB-Sindicato de Baianópolis