Estudo: Fim da escala 6×1 pode eliminar 1,1 milhão de empregos

Número consta em nota técnica elaborada pela organização Ranking dos Políticos

Protesto contra a escala 6×1 Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A proposta em análise no Congresso Nacional que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 pode gerar impactos negativos sobre o mercado de trabalho e a economia. É o que aponta uma nota técnica elaborada pela organização Ranking dos Políticos. De acordo com as estimativas apresentadas, em cenários mais adversos, a medida poderia levar à perda de até 1,15 milhão de empregos formais.

O estudo aponta que a mudança, atualmente discutida no âmbito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 8/2025, poderia resultar também em aumento de custos para as empresas, especialmente em setores como comércio e serviços, além de pressionar indicadores como inflação e nível de atividade econômica.

A análise sustenta que a escala 6×1 já está consolidada na legislação trabalhista e na jurisprudência, sendo compatível com os limites constitucionais de jornada. Nesse sentido, o documento avalia que uma eventual mudança deveria ocorrer por meio de negociação coletiva, e não por imposição legal ampla.

O levantamento também questiona a tese de que a redução da jornada geraria automaticamente novos postos de trabalho. Segundo o estudo, experiências internacionais indicam que empresas tendem a ajustar a produção e evitar novas contratações formais diante do aumento de custos.

Outro ponto destacado é o possível crescimento da informalidade. Para os autores, o encarecimento da mão de obra formal pode incentivar relações de trabalho precárias, com impacto negativo sobre renda e consumo.

A nota técnica também relativiza os ganhos esperados em termos de qualidade de vida, argumentando que fatores como estresse e adoecimento estão mais associados às condições de trabalho e ao cumprimento da legislação do que ao modelo de escala.

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