Inconsistências estratégicas do candidato a federal provocam saída de prefeitos; avanço de nomes como Fernanda Sá Teles, Tito, Jusmari e João Felipe acirra disputa interna na Federação.

A presença política de Antônio Henrique Júnior e Danilo Henrique no Oeste baiano atravessa um momento de retração. O que deveria ser uma dobradinha estratégica entre pai e filho resultou em um isolamento crescente, motivado por falhas na condução de Danilo (MDB). Ao tentar viabilizar sua candidatura à Câmara Federal, o filho acabou desgastando as bases do pai, o deputado estadual Antônio Henrique Júnior (PV), facilitando a entrada de concorrentes em territórios antes consolidados.
A conta política chegou em Angical. A prefeita Quinha de Mezo (Avante) distanciou-se do grupo para apoiar Fernanda Sá Teles (Avante) e o deputado Neto Carleto (Avante), sinalizando que a articulação da família já não garante a mesma coesão de antes. Esse desgaste também é visível em São Desidério, onde o campo político agora é compartilhado com nomes como Jusmari Oliveira (PSD).

Pressão interna na Federação
Dentro da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), a pressão sobre Antônio Henrique Júnior aumentou. Enquanto o grupo Henrique adota uma postura de neutralidade seletiva, Tito (PT) e João Felipe (PCdoB) avançam com posicionamentos mais nítidos. Tito, que também concorre à Assembleia Legislativa, tem absorvido apoios que Danilo deixou de consolidar ao evitar nomes e símbolos da base aliada em suas peças de campanha.
Talvez a sua falta de identidade seja revertida numa grande falta de votos. O fato é que se a família Henrique não assumir de vez o projeto que representa na campanha, não adiantará nada estar servindo de cabo eleitoral do governador Jerônimo Rodrigues. Urna tem memória, mas o PT também tem gente de olho.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes
