Sessão extraordinária está marcada para terça-feira

Nesta sexta-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que os ministros analisem em conjunto, na sessão extraordinária da próxima terça-feira (15), as suspeitas envolvendo sua própria conduta e os questionamentos sobre a atuação de André Mendonça nas investigações do caso Banco Master.
A iniciativa de Moraes chama atenção por partir do próprio ministro que é alvo dos questionamentos, em uma tentativa de equiparar as suspeitas contra ele e os questionamentos sobre Mendonça.
No documento, Moraes também acusa Mendonça de ter selecionado os documentos que tiveram o sigilo retirado e afirma que outros 180 itens relacionados à investigação continuam sob sigilo.
Moraes argumenta que o próprio Fachin já reconheceu a existência de conexão entre os procedimentos. Segundo o ministro, o presidente do STF apontou anteriormente que a tramitação separada poderia gerar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”, diante da sobreposição de fatos e provas.
Inicialmente, Fachin colocou em pauta apenas a Petição 16.662, que reúne o relatório da Polícia Federal produzido por determinação de Mendonça, com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Os questionamentos sobre a atuação de Mendonça estão em outro processo, a Petição 16.704, que ainda não havia sido incluída na pauta.
Além disso, Moraes teria dito a aliados que pretende votar na análise sobre sua eventual investigação.
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