De acordo com Tereza Cristina, Alcolumbre indicou que “emendas vão ser feitas”

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), terminou sem uma decisão sobre a reivindicação da oposição de que seja adiada a votação sobre a proposta de fim da escala 6×1. As declarações ocorreram na noite desta quarta-feira (7) após os dois terem conversado no gabinete do presidente.
Mais cedo, o Broadcast Político mostrou que Tereza foi designada pela oposição para negociar com Alcolumbre o adiamento da proposta. O fim da escala 6×1 é uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo quer a aprovação antes do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), de quem Tereza é aliada. Para senadores da oposição, a aprovação da PEC ajuda Lula na eleição.
A jornalistas, Tereza afirmou que a proposta “não pode ser votada de afogadilho para ser eleitoreira”. A senadora também negou estar preocupada com eventual prejuízo eleitoral de Flávio.
– Acho que pode prejudicar o Brasil. Não estou preocupada com eleição. Eu acho que esse assunto é um assunto do Brasil. É que hoje a gente gosta de simplificar os assuntos. Esse assunto mexe com a vida das pessoas, com a economia do País – disse.
A senadora defendeu uma discussão mais aprofundada sobre a PEC e afirmou que o indicativo de Alcolumbre foi o de seguir o regimento do Senado.
– Nós discutimos várias coisas, inclusive o andamento da PEC, mas não decidimos nada ainda. Depois, ficamos conversando. Sobre a PEC, eu coloquei o meu ponto de vista, e ele ficou de pensar – continuou.
A parlamentar disse ainda que Alcolumbre indicou que “emendas vão ser feitas”. Ela defendeu melhorias no texto.
– Na minha opinião, a PEC precisa ser melhorada, em alguns pontos, para alguns setores. A jornada, eu acho que está praticamente pacificada. Agora, a escala é um problema, porque nós temos segmentos da economia muito diferentes, que atuam de maneira diferente, e que vão ter, realmente, prejuízos – disse.
Questionada se vai votar contra ou a favor da proposta como está, Tereza respondeu:
– Não é que eu sou contra a matéria. Eu acho que o texto não está bom. Eu acho que o texto pode ser melhorado.
Caso haja alterações no texto, a PEC deverá retornar à Câmara para revisão dos deputados, o que pode atrapalhar o plano de Lula de ver a proposta aprovada antes da eleição de 25 de outubro.
Mais cedo, Alcolumbre disse que, se não houver um pedido formal de aceleração da proposta, vai seguir todo o trâmite previsto no regimento, que inclui a realização de cinco sessões de discussão para a primeira votação e de mais três discussões para a segunda votação. Em seguida, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que está recolhendo assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial.
O campo governista atua para que a votação da PEC ocorra na próxima quarta-feira, dia 14 de outubro, em dois turnos. No entanto, a data ainda está incerta. Perguntado por jornalistas, Alcolumbre não cravou o dia em que a matéria vai ser apreciada.
Flávio Bolsonaro, que é senador, não compareceu às duas sessões de discussão sobre a PEC da escala 6×1. O candidato do PL à Presidência da República tem defendido outra proposta, que prevê um contrato por horas trabalhadas e permite a redução de salário caso o empregado trabalhe por menos horas.
*AE
Pleno News
