BC diz que Selic deve ser mantida em 15% por período prolongado

Cenário externo adverso influenciou alta de 0,25 ponto percentual

Banco Central Foto: EFE/Jarbas Oliveira

Com expetativas de inflação acima da meta, pressionada por demanda alta, o Comitê de Política Monetária (Copom) prevê “período prolongado” da taxa básica de juros (Selic) a 15% ao ano. A avaliação consta da ata divulgada, nesta terça-feira (24), pelo Banco Central.

A recente alta da Selic, de 0,25 pontos percentuais, passando de 14,75% ao ano para 15%, deve, portanto, ser interrompida para “avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, de acordo com a ata.

Segundo o comitê, os núcleos de inflação têm se mantido há meses “acima do valor compatível com o que foi atingido pela meta”, o que, na avaliação do comitê, corrobora com a interpretação de que a inflação segue pressionada por demanda que requer “uma política monetária contracionista por um período bastante prolongado”.

INFLAÇÃO
Para o Copom, a desancoragem das expectativas de inflação é fator de desconforto que exige “restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”.

A curto prazo, o cenário de inflação segue adverso, “mas apresentou surpresas baixistas no período recente em relação ao que os analistas previam”. A ata ressalta que os preços de alimentos apresentaram “dinâmica um pouco mais fraca” do que a esperada.

CONTROLE INFLACIONÁRIO
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Em maio, o IPCA recuou para 0,26%, mesmo com a pressão de alguns alimentos e da conta de energia.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,32% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a apuração passa a ser de mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses.

Em junho de 2025, a inflação desde julho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em julho, o procedimento se repete, com apuração a partir de agosto de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

CENÁRIOS
Para tomar suas decisões, o Copom faz análises dos cenários..

Com relação ao cenário externo, a avaliação é de que se mantém “adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de suas políticas comercial e fiscal e de seus respectivos efeitos”. Associado às tensões geopolíticas acirradas, o cenário, com destaque para a crise no Oriente Médio e seus efeitos no preço internacional do petróleo, exige cautela, em especial por parte de países emergentes.

O comitê vê o cenário interno com “algum dinamismo”, mantendo-se nos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho.

– Mas observa-se certa moderação no crescimento.

ANÁLISE DE RISCOS
Diante dos cenários apresentados durante a reunião, o comitê faz análise de riscos, de forma a embasar a decisão que aumentou a Selic para 15%. Cenário este que, segundo o Copom, segue desafiador em diversas dimensões.

Do ponto de vista externo, o comitê vê incertezas e adversidades, ainda que em meio a uma melhora no cenário internacional, como a reversão parcial das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos em suas relações comerciais com diversos países.

– Permaneceu a visão preponderante de um cenário internacional ainda incerto e volátil – destacou a ata.

O texto avalia ser pouco clara a trajetória fiscal norte-americana.

CONFLITOS GEOPOLÍTICOS
Além disso, “o conflito geopolítico no Oriente Médio e suas possíveis consequências sobre o mercado de petróleo também adicionam incerteza sobre o cenário externo prospectivo”, acrescentou ao afirmar que este cenário já tem provocado mudanças nas decisões de investimento e consumo.

O Copom avalia ser ainda cedo para concluir sobre a magnitude do impacto na economia doméstica, que, por um lado, “parece menos afetada pelas recentes tarifas do que outros países”.

Movimentos cambiais abruptos também têm sido observados, exigindo maior cautela na condução da política monetária brasileira.

CRESCIMENTO ECONÔMICO
A ata lembra que a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma de todas riquezas produzidas no país) do primeiro trimestre indicou, conforme esperado, crescimento forte nos setores menos sensíveis ao ciclo econômico, em particular agropecuária.

Foi também observada alguma moderação nos demais setores, ainda que apresentando certo dinamismo em vários subsetores.

Indicadores recentes de comércio, serviços e indústria sugerem, de acordo com a ata, crescimento mais moderado, enquanto os indicadores de confiança se mantêm em níveis baixos.

EMPREGO, RENDA E CRÉDITO
A ata enfatizou que a renda e o emprego dos brasileiros têm apresentado índices positivos.

– Os dados mais recentes corroboram a interpretação de um mercado de trabalho dinâmico com expressiva geração de empregos formais e redução da taxa de desemprego – acrescentou.

O dinamismo do mercado de trabalho e da atividade econômica tem, segundo o comitê, mantido o mercado de crédito “pujante nos últimos trimestres”.

DECISÃO
O Copom concluiu ser necessária a elevação de 0,25 ponto percentual da Selic, uma vez que a economia ainda apresenta resiliência, dificultando a convergência da inflação à meta, além de requerer “maior aperto monetário”.

– Dadas as defasagens inerentes aos efeitos da política monetária, grande parte dos impactos da taxa mais contracionista ainda está por vir.

Dessa forma, após o país ter passado por um “ciclo rápido e firme de elevação de juros”, o Copon antecipou, como estratégia de condução de política monetária, “interromper o ciclo de alta e observar os efeitos do ciclo empreendido para, então, avaliar se a taxa de juros corrente é apropriada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

*Com informações da Agência Brasil

Pleno News

INSS estima data para ressarcir descontos ilegais

A previsão é iniciar os pagamentos em 24 de julho

INSS (Imagem ilustrativa) Foto: RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou nesta terça-feira (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o órgão pode iniciar o ressarcimento dos descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas no dia 24 de julho. A proposta foi apresentada durante audiência de conciliação convocada pela Corte para tratar do assunto.

De acordo com a proposta, os pagamentos seriam feitos de 15 em 15 dias, a partir da data inicial. Cada lote deve contar com o ressarcimento de 1,5 milhão de beneficiários. Os valores serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação.

De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller, o calendário de pagamento dependerá da validação do ministro Dias Toffoli, relator da ação que trata dos descontos no STF.

– A gente tem várias situações que poderiam gerar dúvidas em uma judicialização, como índices de correção, prazo prescricional, responsabilização por dano moral do INSS. A gente precisava de uma peça que pudesse ter um grande acordo, para ter uma solução definitiva para os aposentados e pensionistas – afirmou.

O presidente do instituto também garantiu que o INSS vai fazer a devolução integral dos valores descontados.

– A nossa ideia é que, de maneira rápida e célere, venha a fazer o ressarcimento de todos de maneira integral – completou.

Segundo o INSS, cerca de 3,4 milhões de aposentados reconheceram os descontos irregulares após serem notificados pelo instituto para se manifestarem sobre as irregularidades.

CONCILIAÇÃO
A audiência de conciliação foi convocada no âmbito da ação protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para solicitar que o ressarcimento seja avaliado pelo Supremo.

Na semana passada, Dias Toffoli determinou a suspensão da prescrição das ações protocoladas na Justiça em busca do ressarcimento. A decisão vale para todas pretensões indenizatórias de aposentados e pensionistas que foram lesados pelos descontos indevidos.

Contudo, o ministro deixou de analisar os pedidos da AGU para abertura de crédito extraordinário no orçamento para viabilizar o ressarcimento e a exclusão dos valores do teto de gastos da União para os anos de 2025 e 2026. A suspensão nacional das ações que tratam do pagamento também não foi analisada.

Segundo Toffoli, os requerimentos serão analisados no decorrer da tramitação da ação que trata da questão no Supremo.

BLOQUEIOS
Até o momento, a Justiça Federal já bloqueou R$ 2,8 bilhões em bens de empresas e investigados envolvidos nas fraudes em descontos irregulares nos benefícios.

As fraudes são investigadas na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

*Agência Brasil

Pleno News

Arraiá de LEM 2025 promete superar público e movimentação econômica das edições anteriores

Com grandes atrações nacionais e valorização da cultura nordestina, festa junina de Luís Eduardo Magalhães se consolida como a maior do Oeste da Bahia

O Arraiá de LEM chega à sua quarta edição em 2025 com a expectativa de bater recordes de público e movimentação econômica. Realizado em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, o festejo junino já é considerado o maior da região e, neste ano, deve atrair ainda mais visitantes com uma programação que reúne grandes nomes da música nacional e artistas locais.

Desde a primeira edição, em 2022, a prefeitura tem investido na estrutura da festa e na contratação de atrações de renome. O resultado tem sido o crescimento expressivo do evento: o público saltou de 70 mil pessoas no primeiro ano para 160 mil em 2024. A movimentação econômica também impressiona — foram mais de R$ 25 milhões em negócios na última edição, aquecendo diversos setores da economia local, como comércio, hotelaria, alimentação e serviços.

Entre os artistas que já se apresentaram no evento estão Bell Marques, Gusttavo Lima, Dorgival Dantas e Tarcísio do Acordeon. A valorização dos talentos locais também é marca registrada da festa, com espaço garantido para músicos e grupos da cidade.

A partir de 2024, o Arraiá passou a ser realizado no período de São Pedro, após a Bahia Farm Show — um dos eventos mais importantes para o agronegócio da região. No mesmo ano, as tradicionais apresentações de quadrilhas juninas foram incorporadas à estrutura principal da festa, reforçando o resgate e a celebração da cultura nordestina.

Para a edição de 2025, já estão confirmados nomes como Nattan, Zé Neto & Cristiano, Natanzinho Lima, além das consagradas bandas de forró Magníficos e Limão com Mel.
Além de entretenimento, o evento é visto como um forte instrumento de desenvolvimento local. “Essa é uma grande oportunidade para mostrarmos ao Brasil o que estamos realizando no interior da Bahia e aproveitarmos eventos como o nosso Arraiá para atrair mais investimentos. Afinal, não é só festa — é valorização cultural de uma tradição nordestina que gera emprego e renda”, afirmou o prefeito Junior Marabá.

Serviço:
O quê: Arraiá de LEM 2025
Quando: de 27 de junho a 1º de julho
Onde: Bairro Santa Cruz, ao lado do Mercado Municipal, em Luís Eduardo Magalhães

Queimada recorde em 2024 destruiu 30 milhões de hectares

Área destruída ficou 62% acima da média histórica

Queimadas na Amazônia chegaram a número histórico em 2024 Foto: ALE-RR/Jader Souza

Pelo menos 30 milhões de hectares foram destruídos pelo fogo no Brasil, em 2024, uma área 62% acima da média histórica, que é de 18,5 milhões por ano. O dado está no MapBiomas Fogo, parte da primeira edição do Relatório Anual do Fogo (RAF), com números relativos ao período de 1985 a 2024.

O aumento das áreas queimadas em relação à média histórica ocorreu na maioria dos biomas. A Amazônia registrou a maior área queimada de toda a série histórica e foi o bioma que mais queimou no país: foram 15,6 milhões de hectares, um valor 117% acima da média.

No Pantanal, a extensão da destruição ficou 157% acima da média e, no Cerrado, 10%. As exceções ficaram por conta da Caatinga e dos Pampas, onde foram registrados decréscimos de 16% e 48%, respectivamente. No caso da Mata Atlântica, o ano de 2024 bateu recorde de destruição: a área afetada pelo fogo foi 261% acima da média histórica.

Não por acaso, no ano passado, São Paulo concentrou quatro dos dez municípios com maior proporção de área queimada, todos no entorno do município de Ribeirão Preto, uma região predominantemente agrícola. São eles: Barrinha, Dumont, Pontal e Pontes Gestal.

Obtidos a partir do mapeamento das cicatrizes de fogo por imagens de satélite, os dados traçam o mais completo retrato da ação do fogo em todo o território nacional e revelam alguns padrões. Os incêndios são concentrados em um período curto do ano, em determinados biomas e, recorrentemente, nos mesmos lugares. O período de agosto a outubro responde por 72% da área queimada no país.

NA SÉRIE HISTÓRICA
O Cerrado e a Amazônia são os biomas com maior ocorrência de queimadas nos últimos 40 anos, o equivalente a 86% da área incendiada pelo menos uma vez. De forma geral, 64% da área afetada queimou mais de uma vez entre 1985 e 2024.

– Essa primeira edição do RAF é uma ferramenta fundamental para apoiar políticas públicas e ações de gestão territorial do fogo – diz a coordenadora do MapBiomas Fogo, Ane Alencar.

Ao longo dos últimos 40 anos, 69,5% das queimadas no Brasil ocorreram em áreas de vegetação nativa, em um total de 514 milhões de hectares. No ano passado essa porcentagem foi ainda mais alta: 72%. Foram registradas mudanças na vegetação nativa mais afetada.

Historicamente, a maior área de vegetação nativa queimada era de savana, com média anual de 6,3 milhões de hectares. Em 2024, no entanto, predominaram os incêndios em áreas de floresta, com 7,7 milhões de hectares – uma extensão 287% superior à média.

Os biomas com maior proporção de vegetação nativa afetada pelo fogo entre 1985 e 2024 foram Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal, todos com mais de 80% da extensão afetada. Em Amazônia e Mata Atlântica, o fogo ocorreu principalmente em áreas antrópicas (mais de 55%). No caso de Amazônia, pastagens respondem por 53,2% da área queimada no período; na Mata Atlântica, 28,9% era pastagem e 11,4%, agricultura.

*AE

Pleno News

Homem é preso por posse ilegal de arma de fogo em LEM

Na noite deste domingo (22), policiais militares da 85ª CIPM prenderam em flagrante um homem de 32 anos pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e ameaça.

A ação ocorreu após o suspeito ameaçar sua ex-companheira durante a busca do filho, em regime de guarda compartilhada. A guarnição foi acionada, localizou o indivíduo e realizou os procedimentos de abordagem.

Durante a revista, foi encontrado com ele um revólver calibre .32 e seis munições intactas do mesmo calibre.

O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.

85ª CIPM

Aiba apoia realização de cursos profissionalizantes do Senar e Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras

Estacionada ao lado da sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a Unidade Móvel de Processamento de Alimentos do Senar Bahia ofertou entre os dias 17 e 18, o curso profissionalizante de fabricação de bolos artesanais. Com o apoio das entidades agrícolas, a iniciativa é do Senar Bahia com organização e acompanhamento do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB). 

Ao apoiar a iniciativa, o Instituto Aiba (IAiba), que já é parceiro do Senar em ações que objetivam a capacitação profissional gratuita e a possibilidade de geração de renda, fortalece o seu vínculo com a instituição e o seu compromisso de responsabilidade social. “O IAiba apoia a formação profissional de pessoas em toda a região oeste e vê essa, como uma oportunidade para a população se profissionalizar na área de panificação e confeitaria, para que possa oferecer seus serviços, seja nas empresas em que forem trabalhar, seja empreendendo e desenvolvendo seu próprio negócio. Esse conhecimento poderá transformar a vida dessas pessoas”, destacou o gerente geral do IAiba, Sunny Aaron.

O cronograma de capacitações ofertadas pelo Senar e SPRB ainda contemplou nos dias 20 e 21 o curso de Trabalhador na fabricação de biscoitos artesanais, e o de panificação, nos dias 26 a 28.

Érika Sodré, uma das participantes, relata com entusiasmo sobre o curso. “Já venho de uma família onde fazer bolos é uma questão cultural e essa oportunidade, é a chance que tenho para agregar mais conhecimento e prática para posteriormente ter mais oportunidades no mercado”.

Unidade Móvel de Processamento de Alimentos do Senar

Com estrutura totalmente equipada e moderna, a unidade móvel é uma ferramenta estratégica que simula uma agroindústria real, para levar conhecimento e oportunidades para o meio rural, ao percorrer os municípios oferecendo cursos práticos voltados à agroindústria, capacitação de produtores rurais, trabalhadores e suas famílias para transformar a produção local em novos produtos com valor agregado.

De acordo com o instrutor do Senar, João Alves Silva, o ambiente permite que os participantes aprendam boas práticas de fabricação, higiene, rotulagem, conservação e comercialização. “Este curso oferece toda estrutura e apresenta uma didática que permite ao participante aprender a teoria e a práticas da teoria, cuja finalidade é oportunizar a participante, empreender no mercado de trabalho”, explicou.

Assessoria de Imprensa Aiba

Adab inicia Vazio Sanitário da Soja na Bahia com medidas inéditas

Pela primeira vez de forma regionalizada no estado, calendário agrícola adota diferentes prazos por macrorregiões produtoras

Foto: Jannoon028/Freepik

Vazio Sanitário da Soja, definido pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), será iniciado no Oeste da Bahia — maior região produtora da oleaginosa — na próxima quinta-feira, dia 26 de junho.

A medida determina a ausência total de plantas vivas de soja por 90 dias consecutivos, como estratégia de prevenção e controle da ferrugem asiática, principal praga que afeta a cultura.

A portaria, publicada pelo órgão no Diário Oficial do Estado, estabelece a interrupção temporária do cultivo nos territórios da Bacia do Rio Grande, Bacia do Rio Corrente, Irecê, Velho Chico e Chapada Diamantina, que abrangem 85 municípios.https://14579d614403de13992c0f4ddd6b15d4.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html?n=0

Segundo o diretor-geral da Adab e engenheiro agrônomo Paulo Sérgio Luz, o cumprimento dos prazos é importante para evitar perdas significativas de produtividade e qualidade, minimizando os riscos de infestações na safra seguinte.

“É importante realizar a limpeza das áreas de cultivo após a colheita e o manejo fitossanitário para eliminar plantas de soja remanescentes e garantir que a área fique livre durante o período determinado”, explica, alertando que o não cumprimento acarretará multas e outras penalidades.

Pela primeira vez, de forma regionalizada no estado, o calendário agrícola adota diferentes prazos por macrorregiões produtoras. Segundo o diretor de Defesa Vegetal da Adab, Vinícios Videira, a decisão agradou o setor produtivo.

“Precisávamos levar em conta a expansão do cultivo e regionalizar a semeadura e o vazio sanitário da soja, criando assim mais dois zoneamentos no estado da Bahia. Foi uma decisão acertada, considerando as características edafoclimáticas (de clima e solo) presentes nas diferentes regiões do nosso estado”, justifica, reforçando que o órgão mantém diálogo permanente com o setor produtivo e instituições de pesquisa agrícola.

A portaria, que estabelece boas práticas de manejo, também define o calendário oficial de semeadura para a safra 2025/2026.

A medida fitossanitária complementar visa reduzir o número de aplicações de fungicidas, diminuindo os riscos de resistência da ferrugem asiática da soja às moléculas químicas utilizadas em seu controle. Para a Região 1, foi definido o período de 8 de outubro a 31 de dezembro.

Outra medida anunciada foi a obrigatoriedade do cadastramento das lavouras de soja, a cada nova safra, preferencialmente pelo Sistema de Defesa Agropecuária da Bahia, até, no máximo, 15 dias após o término do calendário de semeadura da região.

Períodos de Vazio Sanitário da Soja

Região I: 26 de junho a 7 de outubro de 2025.

  • a) Território de Identidade Bacia do Rio Grande: Angical, Baianópolis, Barreiras, Buritirama, Catolândia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, São Desiderio, Wanderley;
  • b) Território de Identidade Bacia do Rio Corrente: Brejolândia, Canápolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Santana, São Felix do Coribe, Serra Dourada, Tabocas do Brejo Velho;
  • c) Território de Identidade Irecê: América Dourada, Barra do Mendes, Barro Alto, Cafarnaum, Canarana, Central, Gentio do Ouro, Ibipeba, Ibititá, Ipupiara, Irecê, Itaguaçu da Bahia, João Dourado, Jussara, Lapão, Mulungu do Morro, Presidente Dutra, Uibaí, São Gabriel, Xique-Xique;
  • d) Território de Identidade Velho Chico: Barra, Bom Jesus da Lapa, Brotas de Macaúbas, Carinhanha, Feira da Mata, Ibotirama, Igaporã, Malhada, Matina, Morpará, Muquém do São Francisco, Oliveira dos Brejinhos, Paratinga, Riacho de Santana, Serra do Ramalho, Sítio do Mato;
  • e) Território de Identidade Chapada Diamantina: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaete, Jussiape, Lençois,
  • Marcionilio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga, Wagner.

Região II: 14 de junho a 14 de setembro de 2025.

a) Território de Identidade Baixo Sul: Aratuípe, Cairu, Camamu, Gandu, Ibirapitanga, Igrapiúna, Ituberá, Jaguaripe, Nilo Peçanha, Pirai do Norte, Presidente Tancredo Neves, Taperoá, Teolândia, Valença, Wenceslau Guimarães;
b) Território de Identidade Extremo Sul: Alcobaça, Caravelas, Ibirapoã, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas, Vereda.

Região III: 14 de dezembro de 2025 a 14 de março de 2026

Território de Identidade Litoral Norte e Agreste Baiano: Acajutiba, Alagoinhas, Aporá, Araçás, Aramari, Cardeal da Silva, Catu, Conde, Crisópolis, Entre Rios, Esplanada, Inhambupe, Itanagra, Itapicuru, Jandaira, Olindina, Ouriçangas, Pedrão, Rio Real, Sátiro Dias.

Calendário de semeadura

Região I: 8 de outubro a 31 de dezembro de 2025

Região II: 15 de setembro a 15 de dezembro de 2025

Região III: 15 de março a 25 de junho de 2026

    Canal Rural

    Mais políticos pra quê, se falta compromisso com o povo?

    Querem criar mais 18 cadeiras no Congresso Nacional. E eu, como senador da República, sou contra essa proposta

    Plenário do Senado Federal Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Nos últimos dias, quase vimos o Senado pautar o Projeto de Lei Complementar nº 177/2023, que propõe aumentar de 513 para 531 o número de deputados federais. Sim, você não leu errado, querem criar mais 18 cadeiras no Congresso Nacional. E eu, como senador da República, sou contra essa proposta. E ponto final.

    A desculpa para esse aumento? Uma posição do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2023, que determinou à Câmara dos Deputados a atualização da distribuição de vagas entre os estados, com base nos dados mais recentes da população brasileira. De fato, a última revisão aconteceu em 1994. De lá pra cá, o país mudou, a população se deslocou, cresceu em algumas regiões e diminuiu em outras. É legítimo que se busque corrigir distorções na representatividade. Mas há uma diferença gritante entre corrigir distorções e criar novos cargos.

    Até porque, a Constituição é clara: cada estado deve ter, no mínimo, oito e, no máximo, 70 deputados federais, proporcionalmente à sua população. Rever essa matemática é necessário. Mas isso pode, e deve, ser feito de forma responsável, técnica e, acima de tudo, sem colocar mais peso sobre os ombros do povo brasileiro.

    O que esse projeto sugere não é uma correção. É um inchaço. Aumentar o número total de parlamentares, em vez de redistribuir as cadeiras já existentes, só agrava um problema: mais gastos públicos.

    O caminho sensato já existe, que é redistribuir os 513 assentos atuais com base no Censo de 2022, feito pelo IBGE. A Lei Complementar nº 78/1993 dá respaldo legal a isso. É perfeitamente possível fazer os ajustes necessários sem criar nenhum cargo a mais, respeitando os limites estabelecidos pela Constituição.

    E não sou só eu que penso assim. Uma pesquisa Datafolha, divulgada nesta semana, mostra que 76% da população brasileira é contra o aumento no número de deputados. O recado é claro. O povo já entendeu. Só quem parece viver em outra realidade, talvez dentro dos gabinetes refrigerados de Brasília, ainda insiste em ignorar essa voz.

    Agora eu te pergunto: que país é esse onde se discute criar mais cargos políticos enquanto milhões de brasileiros enfrentam a fome, o desemprego, a precariedade da saúde pública? É imoral. É um desrespeito. É, sem dúvida, um tapa na cara de quem luta diariamente para sobreviver.

    Consequentemente, dizem que a votação, que aconteceria na terça-feira, foi adiada. Mas quem conhece o jogo político sabe que isso, muitas vezes, significa articulação nos bastidores, troca de favores, telefonemas e promessas para garantir votos. Pois eu antecipo o meu, em alto e bom som: sou contra. Com convicção, com coerência e com responsabilidade. E farei tudo o que estiver ao meu alcance para barrar esse retrocesso.

    Magno Malta

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    Rússia afirma estar pronta para ajudar o Irã “de várias formas”

    Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, deu declarações à imprensa.

    Vladimir Putin Foto: EFE/EPA/MAXIM SHIPENKOV

    A Rússia está pronta para ajudar o Irã de várias formas, a depender do que Teerã solicitar, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira (23).

    – Tudo depende do que o Irã precisar – disse Peskov, ao responder pergunta durante coletiva de imprensa.

    – Oferecemos nossos esforços de mediação. Isso é concreto – afirmou.

    Peskov acrescentou que a Rússia vem declarando abertamente sua posição sobre a guerra entre Irã e Israel, em um gesto que classifica como importante forma de apoio a Teerã. O porta-voz também observou que o Irã tem sido um assunto recorrente nas recentes conversas entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Donald Trump.

    – O tema do Irã em si foi repetidamente discutido pelos presidentes durante suas recentes conversas – declarou Peskov.

    *AE

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    Homem é morto por disparo de arma de fogo de forma acidental em Roda Velha.

    Acesse Jbnoticias.com.br

    Neste domingo, 22, Joelton Paz de Araújo morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante um churrasco em uma fazenda, a cerca de 50 km de Roda Velha de Cima, no município de São Desidério.

    De acordo com informações, o disparo ocorreu de forma provavelmente acidental, durante a confraternização. O filho da vítima, de 9 anos, relatou à polícia que alguns participantes estavam atirando em latas de cerveja e que o tiro acidental partiu de um deles.

    A esposa da vítima, grávida, presenciou a cena e precisou de atendimento médico. A Polícia Civil investiga o caso.

    O corpo foi removido para o IML de Barreiras para necropsia.

    Reportagem de Jadiel Luiz/Blog do Sigi Vilares