Críticas à cultura woke que surgiu para destruir a sociedade contemporânea e a fé cristã

Essa cultura promove uma visão excessivamente simplificada de questões sociais complexas, dividindo o mundo

Luta woke (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik

A cultura woke tem sido alvo de intensas discussões e críticas tanto na sociedade quanto no meio corporativo. Originalmente surgida como uma chamada à conscientização sobre injustiças sociais como racismo e sexismo, a cultura woke evoluiu para representar uma postura que tem sido percebida como polarizadora e divisiva.

A partir de uma perspectiva crítica, tenho argumentado que a cultura woke promove uma visão excessivamente simplificada de questões sociais complexas, dividindo o mundo em categorias de “bem versus mal” sem espaço para conservadorismo, valores morais, principalmente do cristianismo.

Conservadores, em particular, têm manifestado preocupação com o impacto da cultura woke na liberdade de expressão. Eles, frequentemente, veem as práticas associadas a essa cultura, como o “cancelamento” de figuras públicas por declarações ou comportamentos passados, e opiniões atuais, como formas de censura que sufocam o debate aberto e saudável.

A cultura woke cria um ambiente de medo, no qual as pessoas hesitam em expressar opiniões autênticas para evitar retaliações públicas. Além disso, a pressão por mudanças culturais rápidas e radicais é sim, para muitos conservadores, uma ameaça à estabilidade social que tanto almejamos, não somente para uma parte da sociedade, mas para todos que vivemos nela, independentemente de suas diferenças.

Enquanto a cultura woke advoga por reformas radicais e rápidas em relação a normas e valores sociais, com intuito subversivo, apenas por não concordar com ela, promovendo uma cultura da perseguição e cancelamento.

Mudanças são bem vindas, pois, fazem parte da sociedade, porém de maneira gradual para permitindo um equilíbrio consensual, e não é o que promove a cultura woke, ela promove sim um genocídio cultural aos cristãos, às religiões pautadas em valores morais que sustentam a sociedade. o intuito é sim gerar o caos.

Outro ponto de crítica é a ênfase da cultura woke na identidade, particularmente em questões de raça e gênero. Ao enfatizar essas categorias, a cultura woke reforça divisões em vez de promover a união e uma visão compartilhada de humanidade. A política identitária resultante desse foco, vejo como uma distração às questões econômicas e morais que exigem atenção prioritária para o bem-estar coletivo.

Assim, a crítica à cultura woke, especialmente entre conservadores, reflete preocupações sobre práticas intolerantes para com a diversidade de pensamento, que tanto promovem, pois seu foco em mudanças sociais que não encontram consenso entre todas as parcelas da sociedade, é uma forma de DITADURA.

A soma dessas percepções faz da cultura woke um tema central e controverso no debate público contemporâneo.

Para muitos cristãos, a cultura woke é vista como prejudicial por algumas razões específicas que se relacionam com valores religiosos e princípios morais tradicionais:

  • Valores morais e tradicionais têm sido ameaçados pela cultura woke, já que seu foco está em redefinir normas sociais sobre temas como gênero e sexualidade, entrando em conflito com as crenças tradicionais cristãs. Para cristãos, esses valores são fundamentais e baseados em ensinamentos bíblicos, tornando difícil conciliar certas ideologias woke com suas práticas de fé.
  • Nossa liberdade religiosa também é constantemente ameaça pela cultura woke, pois esse movimento cultural tem pressionado instituições religiosas a adotarem ou apoiarem posturas que contrariam suas crenças. Isso é percebido como uma ameaça à liberdade religiosa, em que a expressão de valores cristãos tradicionais é desencorajada ou penalizada.
  • Percepção de censura, assim como com outros grupos, há uma preocupação significativa de que a cultura woke promova uma forma de censura, em que ideias e opiniões baseadas em crenças religiosas são frequentemente desqualificadas ou menosprezadas em ambientes públicos e discursivos.
  • Diferenças identitárias são muito enfatizadas pela cultura woke. No entanto, os cristãos, geralmente, valorizam a unidade na diversidade dentro da comunidade de fé. Essa postura na diferença tem sido vista como algo que enfraquece essa unidade ao focar em divisões em vez de procurar um terreno comum pautado em valores espirituais.
  • Ética do perdão e reparação tem sido ameaçada, pois a tradição cristã enfatiza perdão e reconciliação, enquanto as práticas associadas à cultura woke, como o ato de cancelamento, são punitivas e sem espaço para arrependimento e redenção. Sendo vista como contrária aos princípios de compaixão e perdão centrais ao cristianismo.

Esses pontos destacados mostram como a cultura woke pode ser vista como desafiadora para muitos dentro da comunidade cristã, do conservadorismo e da sociedade em geral, pois toca em aspectos essenciais de sua identidade e prática religiosa.

Pleno News/Marisa Lobo

Produtores rurais financiaram oito projetos sociais em Formosa do Rio Preto

Nos dias 6 e 7 de novembro, o município de Formosa do Rio Preto recebeu uma série de inaugurações de projetos sociais promovidos pelo Fundo para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Oeste da Bahia (Fundesis). Financiados pelas doações dos produtores rurais, em parceria com o Instituto Aiba (Iaiba) e Banco do Nordeste. Os projetos beneficiaram seis instituições e envolveram investimentos em áreas essenciais como inclusão social, agricultura familiar, saúde, geração de emprego e renda, esporte, cultura e infraestrutura.

De acordo com o diretor financeiro da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Hélio Hopp, as inaugurações representam um marco para a região: “Foi uma verdadeira maratona, com oito obras inauguradas, todas financiadas pelo Fundesis e pelos produtores rurais, beneficiando a agricultura familiar, comunidades quilombolas e pequenas associações, além da APAE. Nosso agradecimento aos produtores que, além de cultivar alimentos, têm colaborado com o desenvolvimento social da região”, declara.

No primeiro dia, o roteiro de entregas começou com a Associação Nova Terra dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento da Fazenda Pavão, que, por meio do projeto “Fortalecimento das Atividades Agrícolas Coletivas”, adquiriu novos implementos agrícolas, com a aquisição de uma plantadeira, batedeira de grãos e eixo para produção de ração animal. Outro projeto contemplado foi o “Melhorar para Crescer: Aquisição de Implementos Agrícolas”, da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Localidade de Ouro, com a aquisição de uma grade e ensiladeira elétrica. O dia se encerrou com a entrega da nova sede da Associação dos Agricultores Rurais de Quilombolas da Comunidade Buritizinho do Brejo, construída pelo projeto, construída completamente com recursos advindos do Fundesis.

No segundo dia, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Formosa do Rio Preto celebrou a inauguração de dois projetos: a “Instalação de Sala para Odontologia” com a compra de todos os equipamentos e “Mais Saúde para a Melhor Idade”, com a montagem completa de um consultório médico, incluindo também uma usina fotovoltaica. Em seguida, a Associação Jiu-Jitsu da Bahia recebeu equipamentos esportivos através do projeto “Tatame para a Vida”. Finalizando as inaugurações, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) comemorou a implantação de uma Sala de Hidroterapia, com a construção de uma piscina para a sede, além da estruturação funcional da sede e a instalação de um sistema fotovoltaico, com a montagem de todos os equipamentos necessários para uma mini fábrica de costura, que irão auxiliar para geração de emprego e renda para as mães dos assistidos.

A coordenadora do Fundesis, Aléssia Oliveira, ressaltou a importância dos recursos para a transformação social: “Foram dois dias de grande alegria, com projetos que impactam crianças, idosos, pessoas com deficiência e pequenos agricultores. Esses recursos, fruto de doações espontâneas, têm o poder de mudar vidas.” A gerente de Relacionamentos do Banco do Nordeste, Marly Figueiredo, também celebrou o momento: “A cada entrega, sentimos que esse fundo precisa crescer. Ver o impacto desses projetos nas comunidades emociona a todos nós. O Banco do Nordeste apoia com orgulho esse trabalho, que melhora as condições de vida e fortalece nossa responsabilidade social”, finaliza.

Assessoria de Imprensa da Aiba

De olho em 2026, Pablo Marçal negocia filiação ao União Brasil

Se concretizada a filiação, o postulante ao Planalto terá um obstáculo chamado Ronaldo Caiado

Pablo Marçal Foto: EFE/Sebastiao Moreira

Pablo Marçal (PRTB) está negociando com o União Brasil sua filiação ao partido. O empresário tenta costurar uma possível candidatura ao Palácio do Planalto em 2026.

O empreendedor e o presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, confirmam o avanço da conversa para se chegar a um denominador comum. O cacique do União Brasil deixou claro para Marçal que para ser, de fato, candidato à Presidência da República pela sigla, é necessário, primeiro, oficializar sua filiação.

Mas, como diria Carlos Drummond de Andrade, “no meio do caminho tinha uma pedra”, e esse obstáculo no meio dos planos de Pablo Marçal no partido se chama Ronaldo Caiado. O governador de Goiás já se lançou publicamente como pré-candidato do União Brasil à mais alta cadeira do Executivo. Apesar de ter bom relacionamento com o empresário, Caiado dá como certo seu nome para disputar o Palácio do Planalto pela legenda.

Ambos têm algo em comum: o desafeto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Há quem aposte que Marçal e Caiado podem compor uma chapa “puro sangue” do União Brasil para tentar superar o líder conservador, caso ele consiga reverter sua inelegibilidade e saia candidato em 2026.

Pleno News

Criminoso foragido de LEM troca tiros com o BAEP e morre em Limeira/SP

Foragido havia oito anos, um líder de organização criminosa na Bahia foi morto em uma troca de tiros com a polícia na cidade de Limeira, no interior de São Paulo, na quinta-feira (7). A mulher dele foi presa na mesma ação.

Joel Miranda Macêdo de Souza era procurado por homicídios e tráfico de drogas na região de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano. Ele foi localizado na cidade paulista depois de um compartilhamento de informações entre Polícia Federal e a Polícia Militar de São Paulo com a PM da Bahia e a Polícia Rodoviária Federal. 

Ontem, equipes do 10° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP/PMESP) foram até o local em que o foragido estava, em Limeira, para cumprir três mandados de prisão contra ele, por homicídio, tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

O foragido estava lá, mas ao notar a presença da polícia atirou, segundo as autoridades. Houve um tiroteio e o suspeito foi baleado e morreu por conta dos ferimentos. 

Joel era apontado como liderança de uma organização criminosa baiana, procurado há oito anos e estampava a carta “Valete de Espadas” do Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia.

Enquanto estava foragido, o suspeito e sua companheira, presa em flagrante na ação, utilizavam documentos falsos para despistar a polícia. 

Correio da Bahia

LEM: Bombeiros participaram da Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente

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Na última quarta-feira (6), o 17° Batalhão de Bombeiros Militar (17° BBM) participou da Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente (SIPATMA), promovida pela Petrobahia em Luís Eduardo Magalhães. O evento reuniu profissionais e especialistas, tendo como objetivo fortalecer práticas de segurança e conscientização ambiental no setor petroquímico.

Durante a programação, militares da Seção de Segurança Contra Incêndio (SSCI) do 17° BBM, com o apoio da 2ª Companhia, ministraram uma palestra sobre “Prevenção a Incêndios no Ambiente Petroquímico”. A apresentação abordou estratégias e medidas preventivas essenciais para minimizar riscos, reforçando a importância do treinamento adequado e da preparação no ambiente de trabalho.

17º BBM

E-Agro Salvador 2024 conecta o agronegócio baiano à cidade

A feira de tecnologia agrícola e-Agro abriu suas portas nesta quinta-feira, dia 7, e se estenderá até sábado (9), no Centro de Convenções de Salvador. Em seu terceiro ano na capital, o evento reúne uma diversidade de produtos e soluções para o agronegócio, destacando desde o artesanato e itens autênticos da Bahia até inovações tecnológicas, startups, soluções digitais e rodadas de negócios. O objetivo principal é aproximar o campo da cidade, promovendo conexões e conhecimento para o público urbano.

Na cerimônia de abertura, estiveram presentes representantes de sindicatos e associações agrícolas da Bahia, como a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), lideradas por seus presidentes Luiz Carlos Bergamaschi e Odacil Ranzi. Durante seu discurso, Bergamaschi ressaltou o papel da tecnologia e das parcerias estratégicas no avanço da cotonicultura baiana. 

“Amparado por pesquisa, apoio governamental e investimentos em capacitação, o setor algodoeiro da Bahia evoluiu, aumentando a produtividade com sustentabilidade e eficiência. Esse avanço contribuiu diretamente para que o Brasil se tornasse um grande produtor e exportador mundial de algodão ”. Ele também destacou o compromisso socioambiental do setor. “Trazemos para este evento os resultados de um estudo da Universidade Federal de Viçosa, que mostra que cada real investido na cadeia produtiva do algodão na Bahia gera um retorno médio de R$3,53, revertido em renda, desenvolvimento e benefícios para as pessoas que aqui vivem”. 

O Secretário de Agricultura da Bahia, Wallisson Tum, também participou da abertura e reforçou o papel do agronegócio no incentivo a novos negócios. “Estamos construindo um plano de desenvolvimento econômico para o estado, com o apoio dos diversos players do agro. Precisamos identificar as principais demandas para investir no que é necessário e impulsionar o crescimento da Bahia” declarou, reforçando o apoio do governo estadual ao setor e anunciando o retorno da Fenagro, feira promovida pela Secretaria de Agricultura, que voltará ao calendário de eventos estaduais após um hiato de cinco anos.

Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb/Senar/Sindicatos e anfitrião do evento, sublinhou a importância da e-Agro como espaço de visibilidade para pequenos e grandes produtores. “Este evento simboliza a diversidade e a força do agronegócio baiano, que representa mais da metade do PIB do estado. Aqui, o pequeno empresário mostra seu valor, e o grande produtor compartilha tecnologias e conhecimentos que beneficiam toda a sociedade,” afirmou Miranda.

Parada obrigatória – O estande conjunto da Aiba e da Abapa atrai o público e se destaca como parada obrigatória para estudantes e visitantes na e-Agro. Além dos mascotes Dão, Emílio e Sojita, que fazem sucesso entre os visitantes, a equipe técnica do Centro de Treinamento e Tecnologia da Abapa e do Programa Educacional Conhecendo o Agro recebe o público com informações sobre a produção de algodão na Bahia. A interatividade é um ponto alto: os visitantes podem experimentar as tecnologias utilizadas no campo através de realidade aumentada e realidade virtual. Com óculos dotados de tecnologia, é possível simular a operação de equipamentos agrícolas, como pás carregadeiras, ou até “pilotar” uma aeronave agrícola de última geração.

Assessoria de Imprensa Abapa 

Centro de Atendimento Educacional Especializado será entregue à população pela Prefeitura de São Desidério

A Prefeitura de São Desidério entregará nesta sexta-feira, dia 08 de novembro, o Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) à população, o vento será às 18h30. A obra representa um grande investimento na educação inclusiva e garante atendimento adequado às pessoas com deficiência intelectual e múltiplas deficiências. O CAEE conta com atendimento de equipe multidisciplinar de fisioterapia, psicologia, psicopedagogia, terapia e demais atividades educacionais.

Ascom SD

CPRO realiza café da manhã com a imprensa em Barreiras

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Na manhã desta quinta-feira, 7, o Comandante de Policiamento da Região Oeste (CPR-O), Coronel PM Soares, ofertou o “1º Café com a Imprensa”, uma iniciativa realizada no Dia do Radialista. O evento contou com a presença de diversos profissionais de comunicação da cidade de Barreiras e teve como objetivo estreitar a relação entre a Polícia Militar da Bahia (PMBA) e os Meios de Comunicação, além de promover uma troca de informações sobre as ações da corporação na região.

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Durante o encontro, o Coronel PM Soares abordou diversos temas relevantes, como as principais missões das unidades que compõem o CPR-O, incluindo aquelas que fazem parte do orgânico da região, bem como as Unidades que atuam em áreas fora do comando direto do CPR-O. Também aproveitou a oportunidade para apresentar o Capitão PM Éder, chefe da Assessoria de Comunicação do CPR-O, que está à frente das ações de mídia e relacionamento institucional da unidade.

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Outro ponto de destaque foi a apresentação da funcionalidade do “Clipping de Notícias” do Comando Regional, ferramenta estratégica para monitorar a cobertura midiática relacionada à atuação da PMBA.

Foram apresentados os recentes índices de produtividade das unidades, incluindo os indicadores de CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais) até a presente data, demonstrando o compromisso da Polícia Militar no enfrentamento da criminalidade e na manutenção da ordem pública.

Ao final do encontro, o Comandante reforçou a importância da parceria com a imprensa para a construção de uma sociedade mais segura e informada, além de agradecer aos jornalistas pelo apoio e colaboração contínuos nas ações da corporação.

Imagens: Jadiel Luiz/Blog do Sigi Vilares. Texto: Ascom do CPR-O

Novembro Azul: Capacitação Médica Reforça Cuidado com a Saúde Masculina em Luís Eduardo Magalhães

Na terça-feira, 5 de novembro, 25 médicos dos postos de Saúde da Família (PSF’s) de Luís Eduardo Magalhães participaram de uma capacitação voltada à saúde masculina. Ministrado pelo urologista Dr. Caio Borduque, o treinamento faz parte da campanha Novembro Azul e foi organizado pela Secretaria de Saúde.

O destaque do mês será um dia de atendimentos voltado a saúde do homem, que acontecerá no dia 22 de novembro na Policlínica Municipal, localizada no bairro Santa Cruz. A iniciativa contará com atendimento em diversas especialidades médicas, reforçando o foco na saúde masculina.

O Secretário de Saúde, Pedro Henrique Ribeiro, destacou a importância da campanha e do planejamento por trás do Novembro Azul. “Novembro Azul é um mês que nós voltamos a atenção para a saúde masculina e isso é muito importante. Tem que ter um planejamento. Qual é o nosso objetivo? Fazer com que finalizemos o mês com um Dia D para a saúde masculina, tendo uma estratégia durante todo o mês. Trouxemos o urologista Dr. Caio Borduque para capacitar os médicos da atenção básica, aqueles que estão nos postos de saúde, para que possam coletar exames ao longo do mês. No Dia D, esses exames serão avaliados pelo especialista, que fará os encaminhamentos necessários. Isso permite que tenhamos uma ação contínua e bem estruturada, contemplando o mês como um todo e qualificando nossos profissionais para lidar com a saúde masculina”, disse o Secretário.

Dr. Caio Borduque, instrutor da capacitação, ressaltou a amplitude da campanha Novembro Azul, que vai além da conscientização sobre o câncer de próstata. “O Novembro Azul é um mês de conscientização da saúde masculina como um todo, abrangendo também o câncer de testículo, depressão, ansiedade e até taxas de suicídio. A importância da capacitação é preparar os médicos da Atenção Básica para que eles saibam identificar quando é necessário encaminhar o paciente para o urologista, quais exames são indicados, e, principalmente, como tratar o paciente diretamente no posto de saúde. Quanto mais os médicos souberem, mais efetivo será o tratamento”, concluiu Caio.

A capacitação se alinha à estratégia da Secretaria de Saúde em proporcionar qualificação contínua aos profissionais da Atenção Básica, integrando especialistas de diversas áreas para garantir um atendimento de qualidade e focado nas necessidades da população de Luís Eduardo Magalhães.

ma.to.pi.ba.Projeto jornalístico aponta caminhos para equilíbrio entre o agronegócio, conservação e justiça socioambiental

Durante dez meses a equipe de reportagem da Eco Nordeste trabalhou em um projeto jornalístico especial onde, além de abordar os problemas provocados pela escalada do agronegócio na região da fronteira agrícola do Matopiba, deu voz àqueles que estão do outro lado, mas que são os que acompanham e sentem de perto o impacto das ações que eleva o desmatamento no Cerrado, viola direitos e traz muitas outras mazelas. Em um total de 36 matérias e oito reportagens especiais o Projeto ma.to.pi.ba., encerrado agora no fim do mês de outubro, contou a histórias de pessoas, comunidades e instituições locais cujas iniciativas apontam caminhos que permitem pensar em possibilidades de como conciliar a produção agrícola brasileira com a conservação e a justiça socioambiental e climática. Todo o conteúdo publicado pode ser lido na íntegra no site da Eco Nordeste, acessível por meio do link: https://agenciaeconordeste.com.br/projetos/matopiba/.
Além de ouvir as vozes das comunidades, as repórteres Alice Sales e Camila Aguiar entrevistaram especialistas, institutos de pesquisa e organizações da sociedade civil. Mais que isso, elas foram a campo para conhecer os territórios e os modos de vida das comunidades tradicionais que vivem na região. O primeiro destino visitado foi a cidade de Balsas, no sul do Maranhão, onde esteve no mês de janeiro Alice Sales. Durante dez dias, a repórter pode ver de perto os impactos socioambientais causados pelo agronegócio no município que é líder no ranking de desmatamento do Cerrado, segundo dados detectados pelo Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado (SAD Cerrado).
Ainda durante a sua estadia no município, Alice Sales testemunhou as pressões exercidas pelas fazendas de commodities sobre lideranças, famílias e comunidades ameaçadas e sentiu na pele o clima de medo e tensão. Mas, também, conheceu o trabalho de pessoas que estão trabalhando para manter florestas em pé e nascentes preservadas, seja por meio da arte, do turismo sustentável ou do plantio de mudas de espécies nativas.
Em junho, foi a vez de Camila Aguiar pegar a estrada em direção ao oeste baiano. Acompanhada do fotógrafo Eduardo Cunha, a repórter percorreu cerca de 3.200 km pela região que, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), representa o espaço mais antigo e fortemente consolidado do Matopiba. Em nove dias de viagem, a equipe visitou oito comunidades, em seis municípios: Correntina, Santa Maria da Vitória, Bom Jesus da Lapa, Formosa do Rio Preto – cidade que junto com São Desidério, lidera a produção de grãos do Matopiba e, ainda, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, municípios que juntos apresentam o maior PIB (Produto Interno Bruto) do território agrícola e o quinto maior PIB da Bahia.
Durante as visitas, a equipe entrevistou 36 pessoas, coletou imagens e conheceu histórias de moradores que resistem de forma resiliente ao avanço do agronegócio e do implemento dos equipamentos movidos a moto e utilizam recursos tradicionais, como as rodas d´água e regos, para irrigar a terra e garantir a produção familiar. Sobre a experiência vivida, a repórter afirmou: “Como jornalista foi uma experiência de muito crescimento e como cidadã brasileira foi uma oportunidade de ver um pouco mais dessa imensa riqueza que o Brasil tem, de natureza, paisagens, povos, culturas. Infelizmente, o que vimos também foi a realidade dos conflitos e injustiças ambientais que se reproduzem de Norte a Sul, e a luta das comunidades para manterem seus territórios e bens comuns, dos quais dependem para viver”.
Para a repórter, “ao invés de investir em grãos para exportação em um formato produtivo tão devastador, o País poderia fomentar as práticas e saberes dessas pessoas que há gerações sabem como viver e produzir no Cerrado, para expandir essa agricultura familiar sustentável, melhorar a vida dos agricultores e agricultoras e garantir alimentos de qualidade para o povo brasileiro”.
Editora do Projeto ma.to.pi.ba., Verônica Falcão afirma que “constatar in loco que o Cerrado e suas populações tradicionais estão sendo dizimados, com a chancela do poder público, para dar lugar à agricultura que produz principalmente commodities, e não alimento, motivou ainda mais a equipe a buscar soluções para salvar a ‘savana brasileira’”.
A editora enfatiza ainda que durante a execução do trabalho todos aqueles que sugeriram à equipe mudanças no Matopiba foram unânimes em pelo menos uma questão: “usar pastos degradados para o plantio evitará mais desmatamento. Ou seja, é possível parar com a destruição sem parar de produzir milho e soja para exportação”, diz.
Maristela Crispim, editora-chefe da Eco Nordeste e coordenadora do Projeto ma.to.pi.ba., conclui: “O Projeto ma.to.pi.ba. foi a melhor oportunidade para trazer à tona muitas histórias sobre as belezas e riquezas da sociobioeconomia do território que foi designado pelo governo como uma fronteira agrícola, mostrar a violência deste avanço e que há oportunidades de desenvolvimento em bases mais sustentáveis. Ele considerou, inclusive, a existência e a importância de políticas públicas neste sentido. Espero que nossa equipe tenha conseguido plantar uma semente de esperança por dias melhores para toda a população que vive e trabalha na região”.
Além das matérias e reportagens especiais, o Projeto ma.to.pi.ba. – iniciativa multimídia realizada com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), resultou na entrega de seis web stories, na série de podcasts com seis episódios “Onde Morre e Nasce o Cerrado” (disponíveis no link https://agenciaeconordeste.com.br/podcasts/eco-nordeste-podcast/), oito newsletters e mais de 110 posts multimídia – em redes como Instagram, Linkedin, X, Bluesky e Facebook.
Quem fez o Projeto ma.to.pi.ba.
O Projeto ma.to.pi.ba. foi executado por uma equipe premiada composta pelas repórteres Alice Sales e Camila Aguiar; os fotógrafos Camila de Almeida e Eduardo Cunha, com edição da jornalista Verônica Falcão e coordenação geral da jornalista Maristela Crispim. Líliam Cunha assumiu a Assessoria de Comunicação; Flávia P. Gurgel o Design; Isabelli Fernandes a edição de podcasts; e Andréia Vitório fez o gerenciamento das redes sociais.