A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, por meio da Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito (SUTRANS), sancionou a Lei nº 1.230/2026, que regulamenta a circulação e as exigências para o uso de patinetes, motos e bicicletas elétricas no município. A medida visa organizar o tráfego desses modelos de transporte individual e visa aumentar a segurança de condutores e pedestres nas vias públicas.
De acordo com a nova legislação publicada nesta quarta-feira (07), foram definidos limites de velocidade e regras específicas de acordo com o tipo de via pública:
Ciclovias e ciclofaixas: A velocidade máxima permitida para esses veículos é de até 20 km/h. Ruas com limite de até 40 km/h: A circulação deve ser feita estritamente no bordo direito da pista e no mesmo sentido dos veículos. Áreas compartilhadas: Em espaços de circulação mista, a velocidade é limitada a até 6 km/h, com prioridade total aos pedestres. Calçadas: A circulação de patinetes, bikes e motos elétricas em calçadas de pedestres é estritamente proibida.
Equipamentos e requisitos obrigatórios Para estarem em conformidade com a Lei nº 1.230/2026, os veículos de mobilidade individual e seus condutores devem contar com os seguintes itens e especificações obrigatórias:
Limitador de velocidade configurado para até 32 km/h;
Luz dianteira e traseira;
Buzina ou campainha;
Sinalização refletiva;
Velocímetro;
Uso de capacete.
A prefeitura alerta que qualquer veículo elétrico que atinja velocidade acima de 32 km/h ou que possua acelerador manual será enquadrado na categoria de ciclomotor. Nesses casos, passam a ser exigidas a documentação do veículo e a habilitação do condutor para a circulação regularizada no município.
Em assembleia realizada nesta quinta-feira (8), produtores renovaram a confiança na atual gestão. Continuidade do trabalho, maior participação dos associados e novas frentes de atuação marcam as prioridades do próximo mandato
A produtora rural Alessandra Zanotto Costa foi reeleita, nesta quinta-feira (8), presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) para o biênio 2027/2028. A eleição ocorreu durante a Assembleia Geral Ordinária, realizada em formato híbrido, com participação presencial, no Centro de Treinamento da entidade, em Luís Eduardo Magalhães (BA), e acesso on-line para os associados. Ao agradecer a renovação da confiança dos cotonicultores baianos, Alessandra destacou a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos dois anos e de preparar a associação para os novos desafios do setor.
“Hoje recebemos novamente um voto de confiança do cotonicultor baiano. Isso me alegra e aumenta a nossa responsabilidade. Vamos honrar essa confiança com dedicação e com a visão de futuro que caracteriza o cotonicultor deste estado”, afirmou. “Parte deste novo mandato será dedicada à continuidade do trabalho. Outra parte importante será dedicada a abrir novas frentes para que possamos avançar”, explica.
Em seu pronunciamento, a presidente fez um balanço do primeiro mandato, destacando o esforço de reorganização administrativa, o aprimoramento dos serviços prestados aos associados e a ampliação da atuação institucional da Abapa. Entre os avanços, citou a modernização da estrutura e de gestão e governança da associação, as melhorias no Centro de Análise de Fibras da entidade, a reestruturação dos programas Fitossanitário e de Capacitação Profissional e o fortalecimento das relações com os poderes públicos e demais entidades representativas do agronegócio.
Articulação estratégica
A presidente reeleita deu especial atenção à atuação institucional da Abapa na defesa da segurança jurídica da atividade agropecuária, especialmente nas questões fundiárias e ambientais. Destacou o diálogo permanente com o Governo do Estado, o Legislativo e o Judiciário em torno de temas como os embargos ambientais, o respeito aos registros públicos das propriedades rurais e a proteção dos direitos dos produtores. Também ressaltou as articulações relacionadas à manutenção do diferimento do ICMS, à reinclusão de associados no Proalba e ao fortalecimento das relações com os demais elos da cadeia produtiva.
Para Alessandra, a defesa dessas pautas exige persistência, diálogo e articulação institucional, já que muitos dos desafios enfrentados pelos produtores não se resolvem no período de uma única gestão.
Próximos passos
Para o biênio 2027/2028, a diretoria pretende avançar especialmente nas áreas de educação e formação profissional, inteligência de dados, competitividade e fortalecimento da representatividade institucional. A proposta é aproximar ainda mais os serviços da Abapa das necessidades das propriedades rurais, ampliar a oferta de informações estratégicas para os associados e fortalecer o papel da entidade como referência para o produtor em suas relações comerciais.
Outro ponto enfatizado por Alessandra foi a necessidade de ampliar a participação dos associados nas decisões da Abapa. Segundo a presidente, a capacidade da entidade de defender os interesses da cotonicultura baiana diante dos governos e das instituições depende diretamente do conhecimento, da confiança e do respaldo dos próprios produtores.
“A força desta Diretoria vem dos associados. É esse apoio que dá legitimidade à Abapa para representar a cotonicultura baiana diante do governo estadual, do governo federal e de outras instituições”, afirmou.
A presidente também agradeceu aos integrantes da diretoria que encerram sua participação na gestão, à equipe técnica e administrativa da associação e aos familiares, pelo apoio ao longo dos últimos dois anos. A nova composição da diretoria reúne integrantes da gestão atual e novos representantes, em uma combinação de experiência, continuidade e renovação.
Além da eleição dos membros do Conselho Diretor e do Conselho Fiscal, a programação desta quinta-feira incluiu uma Assembleia Geral Extraordinária, com pautas estratégicas do setor, como a deliberação de projetos a serem submetidos ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).
Diretoria eleita da Abapa – Biênio 2027/2028
Conselho Diretor
Presidente: Alessandra Zanotto Costa
1º vice-presidente: Paulo Almeida Schmidt
2º vice-presidente: Douglas Orth
1º secretário: Marcelo Leomar Kappes
2ª secretária: Ana Paula Franciosi
1ª tesoureira: Liliana de Oliveira Zempulski
2ª tesoureira: Luiza da Rocha Teixeira Neves
Conselho Fiscal
Membros titulares
Miguel da Cunha Gonçalves Prado
Rodolfo Thiago Mengarda
Patrícia Kyoko Portolese Morinaga
Membros suplentes
Luiz Catelan
Erneth Samara Baechtold
Walter Yukio Horita
Imprensa Abapa/Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
O município de Luís Eduardo Magalhães será palco da Final Four do Campeonato Baiano Adulto Masculino de Handebol 2026. Os jogos acontecerão nos dias 10 e 11 de outubro e vai reunir as quatro equipes nesta fase decisiva.
Com um time competitivo, Luís Eduardo Magalhães foi a escolhida para sediar essa grande decisão. Reconhecida como uma das principais referências esportivas da região, a cidade demonstra mais uma vez sua capacidade de receber grandes eventos e competições de alto nível.
O time de Handebol Masculino G.A.H.A/Selem, é o atual campeão baiano com um histórico de vitórias. Depois de conquistar o título estadual em 2025, a equipe retorna à Final Four em 2026 com uma missão especial: defender o título diante da sua própria torcida em busca do bicampeonato baiano.
É uma oportunidade de valorizar atletas, incentivar novas gerações, fortalecer o handebol e movimentar o esporte regional.
CAMPEONATO BAIANO DE HANDEBOL 2026 (FINAL FOUR)
10 de outubro de 2026 Local: Ginásio de Esportes José Queiroz Barreto Neto Horário: às 18h
11 de outubro de 2026 Local: Ginásio de Esportes José Queiroz Barreto Neto Horário: às 19h
Nesta quarta-feira (7), a primeira-dama Janja da Silva rebateu as críticas feitas pela ex-senadora Kátia Abreu e afirmou que continuará participando da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorreu após Kátia defender maior espaço para Geraldo Alckmin (PSB) na campanha do petista e dizer que a mulher do presidente ocupa o lugar dele.
Em nota, o gabinete da primeira-dama afirmou que a atuação de Janja na disputa pela reeleição tem o respaldo de Lula. A equipe também destacou que o objetivo da campanha é trabalhar pela reeleição do presidente.
– Independente do que falem, Janja seguirá na campanha. Sua participação é legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula. O objetivo de todos os envolvidos é um só: reeleger o presidente – diz o texto.
A reação ocorreu depois de Kátia confirmar, em entrevista à GloboNews, uma crítica feita durante uma reunião da campanha na terça (6), em Brasília. A ex-senadora avaliou que Janja tem ocupado mais espaço eleitoral do que Alckmin.
– A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente. E não querendo desmerecê-la. Ao contrário, querendo enaltecer o vice-presidente Alckmin – afirmou Kátia.
A coordenadora da campanha de Lula no Tocantins disse que sua avaliação não foi motivada por uma questão pessoal. Segundo ela, a preocupação era com a estratégia eleitoral e com a participação do vice-presidente nas atividades da candidatura.
– Na área de economia, por exemplo, o Alckmin dá show. Ele sabe conversar de igual para igual com qualquer pessoa. Então eu quis dizer que ela está maior do que o Alckmin na campanha e eu acho isso errado. Já que vazou, não pretendia que vazasse, mas também não vou desmentir uma opinião pessoal verdadeira. Repito: sem querer menosprezar ninguém – afirmou.
De acordo com Tereza Cristina, Alcolumbre indicou que “emendas vão ser feitas”
Davi Alcolumbre, presidente do Senado Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), terminou sem uma decisão sobre a reivindicação da oposição de que seja adiada a votação sobre a proposta de fim da escala 6×1. As declarações ocorreram na noite desta quarta-feira (7) após os dois terem conversado no gabinete do presidente.
Mais cedo, o Broadcast Político mostrou que Tereza foi designada pela oposição para negociar com Alcolumbre o adiamento da proposta. O fim da escala 6×1 é uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo quer a aprovação antes do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), de quem Tereza é aliada. Para senadores da oposição, a aprovação da PEC ajuda Lula na eleição.
A jornalistas, Tereza afirmou que a proposta “não pode ser votada de afogadilho para ser eleitoreira”. A senadora também negou estar preocupada com eventual prejuízo eleitoral de Flávio.
– Acho que pode prejudicar o Brasil. Não estou preocupada com eleição. Eu acho que esse assunto é um assunto do Brasil. É que hoje a gente gosta de simplificar os assuntos. Esse assunto mexe com a vida das pessoas, com a economia do País – disse.
A senadora defendeu uma discussão mais aprofundada sobre a PEC e afirmou que o indicativo de Alcolumbre foi o de seguir o regimento do Senado.
– Nós discutimos várias coisas, inclusive o andamento da PEC, mas não decidimos nada ainda. Depois, ficamos conversando. Sobre a PEC, eu coloquei o meu ponto de vista, e ele ficou de pensar – continuou.
A parlamentar disse ainda que Alcolumbre indicou que “emendas vão ser feitas”. Ela defendeu melhorias no texto.
– Na minha opinião, a PEC precisa ser melhorada, em alguns pontos, para alguns setores. A jornada, eu acho que está praticamente pacificada. Agora, a escala é um problema, porque nós temos segmentos da economia muito diferentes, que atuam de maneira diferente, e que vão ter, realmente, prejuízos – disse.
Questionada se vai votar contra ou a favor da proposta como está, Tereza respondeu:
– Não é que eu sou contra a matéria. Eu acho que o texto não está bom. Eu acho que o texto pode ser melhorado.
Caso haja alterações no texto, a PEC deverá retornar à Câmara para revisão dos deputados, o que pode atrapalhar o plano de Lula de ver a proposta aprovada antes da eleição de 25 de outubro.
Mais cedo, Alcolumbre disse que, se não houver um pedido formal de aceleração da proposta, vai seguir todo o trâmite previsto no regimento, que inclui a realização de cinco sessões de discussão para a primeira votação e de mais três discussões para a segunda votação. Em seguida, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que está recolhendo assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial.
O campo governista atua para que a votação da PEC ocorra na próxima quarta-feira, dia 14 de outubro, em dois turnos. No entanto, a data ainda está incerta. Perguntado por jornalistas, Alcolumbre não cravou o dia em que a matéria vai ser apreciada.
Flávio Bolsonaro, que é senador, não compareceu às duas sessões de discussão sobre a PEC da escala 6×1. O candidato do PL à Presidência da República tem defendido outra proposta, que prevê um contrato por horas trabalhadas e permite a redução de salário caso o empregado trabalhe por menos horas.
A primeira pesquisa de intenção de votos para o segundo turno da eleição presidencial, divulgada pelo PoderData/Aya nesta quinta-feira (8), aponta uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 53% dos votos válidos, contra 47% do petista.
A diferença dos candidatos é de seis pontos percentuais e a margem de erro é de 1,8 ponto. Com isso, Flávio está na liderança.
O PoderData/Aya entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 5 a 7 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08134/2026.
O Comando de Policiamento da Região Oeste (CPR-O) deu início à 13ª Operação Safra 2026/2027, reforçando a segurança durante o período de maior movimentação da atividade agrícola no Oeste baiano.
A operação abrange 11 municípios — Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Cocos, Correntina, Coribe, Baianópolis, Jaborandi, Riachão das Neves e Santa Maria da Vitória — com ações de policiamento preventivo e ostensivo, fiscalização e combate aos crimes que afetam a população rural e o setor produtivo.
A Operação ganhou um grande incremento tecnológico, onde todas as viaturas dispõe de internet via Starlinks e aparelhos celulares com tecnologia de acesso aos sistemas de consulta e contato 24h com a Sala de Situação instalada no CICOM/Barreiras.
O Comandante Regional consegue visualizar em tempo real onde cada viatura se encontra, dentro da vasta extensão território do Oeste Baiano.
A iniciativa segue até 30 de maio de 2027, fortalecendo a presença da Polícia Militar nas áreas rurais, rodovias e principais regiões produtoras do Oeste da Bahia.
O tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente nesta quarta-feira, dia 7, durante a terceira fase da ‘Operação Terra Justa’, deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e 3ª Promotoria de Justiça Militar; Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Força Correicional Especial Integrada (Force), e Corregedoria da Polícia Militar.
Foram cumpridos também mandados de busca e apreensão em residências do oficial no município de Santa Maria da Vitória, no oeste baiano. A medida foi decretada ela Justiça, que recebeu denúncia criminal oferecida pelo MPBA contra o policial por crime de corrupção passiva militar.
Segundo a acusação, Normanha recebeu R$ 286 mil do sargento da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos, que foi denunciado e condenado por liderar milícia armada que, poroperação terra justa gaeco mais de 10 anos, atuou na região de Correntina com serviços de segurança privada contratados por grileiros para ameaçar e expulsar comunidades tradicionais de suas terras. O tenente-coronel exerceu até 2023 o cargo de comandante da 30ª Companhia Independente de Polícia Militar de Santa Maria da Vitória e, atualmente, é diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa.
Pagamentos
operação terra justa gaeco As investigações, realizadas pelo Gaeco em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça Militar de Salvador, identificaram depósitos frequentes, em sua maioria de R$ 15 mil por mês, além do pagamento de boletos de faculdade da filha do policial militar e de outras despesas pessoais. O MPBA aponta que os pagamentos tinham o objetivo de garantir que o oficial deixasse de cumprir seu dever funcional de combater a atuação da milícia armada.
A denúncia aponta que o oficial mantinha uma relação estável de favorecimento ao grupo criminoso. Além dos repasses financeiros, ele teria colaborado para o funcionamento da milícia, contribuindo para a definição de escalas de vigilantes armados e criando condições favoráveis para a continuidade das atividades ilegais. Também há indícios de que o tenente-coronel utilizou a influência e o prestígio do cargo para oferecer serviços irregulares de segurança armada a um fazendeiro da região após a prisão do sargento da reserva.
Depois das expressivas votações recebidas no primeiro turno – onde Flávio Bolsonaro recebeu 62% dos votos no município de Luís Eduardo Magalhães e 44% em Barreiras, o Time Marabá já iniciou os trabalhos para o 2º turno.
Cinthya, Junior e Jader Marabá irão inaugurar hoje, às 17h22, na cidade de Barreiras o segundo comitê do presidenciável Flávio Bolsonaro. Ontem o primeiro ‘Comitê Flávio 22’ foi inaugurado em Luís Eduardo Magalhães.
Votação LEM e Barreiras Luís Eduardo Magalhães entregou 38.496 votos e Barreiras 37.394 votos no primeiro turno. Isso significa um total de 75.890 votos – em apenas dois municípios entre os 32 da região, do total de 155.186 votos que Flávio teve em todo Oeste.
“Além da votação expressiva em Luís Eduardo, tivemos em Barreiras 37.394 votos. As duas cidades juntas, onde montamos base de trabalho, entregaram metade dos votos de Flávio na região”, comemorou Jader Marabá, coordenador político do Time Marabá.
Pesquisa divulgada pela Fundação BA avalia produtividade, qualidade da fibra, sanidade e retorno econômico de diferentes materiais na safra 2025/2026
Até 468 arrobas de algodão em caroço por hectare. Esse foi um dos resultados registrados em ensaios conduzidos pela Fundação Bahia para avaliar o comportamento de diferentes cultivares de algodão no Cerrado baiano durante a safra 2025/2026.
Mais do que comparar produtividade, a pesquisa analisou um conjunto de características que pode fazer diferença no resultado da lavoura, como qualidade da fibra, desempenho agronômico, ocorrência de doenças e pragas e retorno econômico. O objetivo é gerar informações que auxiliem produtores e profissionais do setor na escolha dos materiais mais adequados às diferentes condições de produção.
Os resultados do estudo reforçam que a produtividade, embora seja um dos principais indicadores observados no campo, não deve ser analisada de forma isolada. O desempenho de uma cultivar resulta da interação entre genética, ambiente, manejo e condições fitossanitárias, enquanto atributos de qualidade e custos de produção também podem impactar diretamente a rentabilidade.
“Além de apresentar números, essa pesquisa gera conhecimento para apoiar decisões mais assertivas no campo. Ao avaliar produtividade, qualidade, sanidade e rentabilidade, conseguimos oferecer ao produtor informações que consideram a realidade do Cerrado baiano e contribuem para uma produção cada vez mais eficiente e sustentável”, destaca Jarbas Bergamaschi, produtor rural e presidente da Fundação Bahia.
Pesquisa próxima da realidade do produtor Os ensaios foram realizados em condições de produção do Cerrado baiano, sob o comando dos pesquisadores Dr. Murilo Barros Pedrosa e Dr. Eleusio Curvelo Freire, permitindo observar como diferentes materiais respondem às características do ambiente e aos manejos adotados na região. Na safra 2025/26, foram avaliadas 46 cultivares em oito propriedades, em áreas de sequeiro e com irrigação complementar.
“A avaliação de cultivares precisa ser contínua porque, a cada safra, novos materiais chegam ao mercado com diferentes características e tecnologias. Nosso papel é colocar essas cultivares em condições representativas do Cerrado da Bahia e gerar dados que permitam ao produtor comparar não apenas produtividade, mas também qualidade de fibra, sanidade e rentabilidade”, explica Dr. Murilo Barros Pedrosa, pesquisador da Fundação Bahia e responsável pelo estudo. O projeto é conduzido há mais de dez anos com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, a ABAPA.
A análise econômica amplia a leitura dos resultados. No ensaio de sequeiro, oito cultivares apresentaram produtividade superior a 435 @/ha de algodão em caroço e mais de 184 @/ha de fibra, enquanto cinco ultrapassaram US$ 3 mil por hectare de rentabilidade líquida. Nos ensaios irrigados, também foram identificados materiais com destaque em produtividade e rentabilidade.
Resultados estão disponíveis gratuitamente A pesquisa “Comportamento de cultivares de algodoeiro no Cerrado da Bahia – Safra 2025/2026” está disponível gratuitamente para consulta pública. O material reúne resultados dos ensaios, gráficos e informações técnicas sobre produtividade, qualidade da fibra, sanidade, desempenho agronômico e aspectos econômicos das cultivares avaliadas. O estudo completo pode ser acessado na página de Boletins e Circulares de Culturas – Algodão da Fundação Bahia, permitindo que produtores, pesquisadores, consultores e técnicos tenham acesso direto aos dados produzidos pela pesquisa.
Sobre a Fundação Bahia A Fundação Bahia é uma instituição de pesquisa e desenvolvimento voltada à geração e disseminação de tecnologias para o fortalecimento do agronegócio e atua há 29 anos em Luís Eduardo Magalhães (BA). Com atuação próxima ao setor produtivo, desenvolve estudos e ensaios voltados aos desafios da agricultura, contribuindo para a geração de informações aplicáveis às diferentes realidades do Cerrado baiano e do Matopiba.
Assessoria de Imprensa CACAU Comunicação – 06.10.2026 (71) 99108-7587