A VoePass encerrou todas as linhas que operava de Salvador para as cidades do interior do estado. Os últimos voos foram operados ao longo desta semana.
Com isso, os municípios de Barreiras, Guanambi, Lençóis, Paulo Afonso, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista deixam de ficar conectados com a capital pela companhia. Destas cidades, apenas Vitória da Conquista continua servida com a ligação por meio de outras companhias, Azul e Gol.
Em Barreiras, apesar da suspensão do voo para Salvador, a companhia manteve a operação para Brasília/DF.
O fim das operações da empresa nas rotas entre a capital e o interior foi confirmado no mês passado. À época, a VoePass disse que “por motivos estratégicos de reestruturação de sua malha aérea, suspenderá, a partir de abril de 2024, algumas de suas operações atuais, incluindo alguns destinos realizados no Estado da Bahia”.
Com os fins dos voos na Bahia, a companhia anunciou as seguintes rotas a partir de 31 de março:
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária verde em abril para os consumidores de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), sem adicional na conta de luz. O atual patamar das bandeiras tarifárias se mantém em verde há 24 meses, devido às condições ainda favoráveis para a geração de energia em usinas hidrelétricas.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País, e busca e atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.
Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.
A bandeira verde, quando não há cobrança adicional, significa que o custo para produzir energia está baixo. Já as bandeiras amarela e vermelha 1 e 2 representam um aumento no custo da geração e a necessidade de acionamento de térmicas, o que está relacionado principalmente ao volume dos reservatórios.
Cenário
No comunicado sobre bandeira tarifária, o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirma que a decisão confirma previsões favoráveis de geração, “sem elevação de custos para o consumidor e com crescimento contínuo do uso de renováveis”.
“Essa é uma excelente notícia para o consumidor, pois a manutenção da bandeira verde possibilita menos custos no pagamento de energia e um maior equilíbrio nas contas das famílias de todo o País”, disse Sandoval Feitosa.
Na manhã deste sábado (30) por volta das 07h30, um homem de 49 anos foi vítima de tentativa de homicídio, por disparos de arma de fogo. O caso aconteceu na rua 600, bairro Bosques dos Girassóis, em Luis Eduardo Magalhães, nas proximidades de uma chácara.
De acordo com informações, a vítima de iniciais M.M.M de 49 anos estava indo trabalhar, momento em que uma mulher não identificada correu atrás do mesmo, onde na tentativa de se esconder, adentrou em uma propriedade particular, sendo alvejado por cerca de 4 disparos de arma de fogo, tipo espingarda, por uma pessoa não identificada.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi até o local, prestou atendimento à vítima que apresentava ferimentos nos braços e pernas, e foi encaminhado para UPA.
A Polícia Militar 85ªCIPM esteve na UPA colhendo informações sobre o crime tentado.
Ninguém foi preso.
JB Notícias/com Reportagem Marlon Ferraz blog Braga
A encenação do espetáculo A Paixão de Cristo levou milhares de pessoas à Praça da Bíblia, no bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães, nesta quinta (28) e sexta-feira (29), em celebração à Semana Santa.
A peça contou com a colaboração da Associação Cultural Paixão de Cristo, da Escola de Dança Jéssica Amaral e da AMELEM, e reuniu mais de 60 pessoas na montagem.
A grande estrutura física para a apresentação e o apoio para os artistas foi proporcionada pela Prefeitura do município, através da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes.
Proposta ainda vai passar por comissões e busca atender cerca de 7,8 milhões de brasileiros com deficiência nos membros inferiores
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados quer obrigar que lojas de departamento e de calçados vendam somente um par de sapato para pessoas com deficiência nos membros inferiores. A proposta estabelece que cada produto não pode custar mais que metade do preço do par inteiro e que pares formados por tamanhos diferentes não podem ser mais caros do que aqueles com tamanhos iguais.
Segundo os últimos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2019, cerca de 7,8 milhões de pessoas com 2 anos ou mais de idade têm deficiência física nos membros inferiores no Brasil.
O texto estabelece ainda que os calçados que forem vendidos por unidade não podem ser diferentes em modelo ou qualidade dos que estão disponíveis para todos os consumidores. A proposta, de autoria do deputado Josenildo (PDT-AP), foi apresentada neste mês e ainda vai passar por comissões antes de ser votado no plenário.
“Tal medida visa atender às necessidades específicas de indivíduos com deficiências nos membros inferiores, bem como daqueles que passaram por amputações”, afirma o deputado.
O parlamentar também menciona que, embora a proposta possa parecer estranha ou fora do comum, é uma iniciativa necessária para atender às necessidades das pessoas que precisam de calçados adaptados ou de diferentes tamanhos para seus pés.
Esse é o caso da bancária Érika Ferreira Lucas, de 33 anos, que calça o número 31 no pé direito e número 38 no pé esquerdo. Ela nasceu com pé torto congênito, uma condição em que um bebê nasce com um dos pés ou ambos virados para dentro e para baixo.
Essa situação pode afetar a forma como o bebê caminha quando cresce, mas geralmente pode ser tratada com dispositivos ortopédicos, fisioterapia ou, em alguns casos, cirurgia. A condição afeta aproximadamente um bebê em cada 1.000 nascidos vivos.
Érika conta que sempre teve dificuldade para conseguir comprar sapatos. “Desde muito pequena, eu lembro de quando eu tinha mais ou menos 7 anos, ia à feira [comprar sapatos] e todo mundo me conhecia, porque eu iria render uma venda de, no mínimo, dois pares de sapato para o vendedor”, relembra.
“Isso causa um prejuízo financeiro imenso para nós. Por exemplo, enquanto eu poderia comprar um calçado por R$ 200, sou obrigada a pagar R$ 400. Não consigo nem calcular o quanto já investi ao longo da vida em sapatos. Além disso, frequentemente enfrento outros problemas, como a necessidade constante de trocar a palmilha devido à anatomia dos meus pés, o desgaste rápido do calçado e, consequentemente, o gasto dobrado.”
Durante muito tempo, ela tentou buscar parcerias ou descontos com lojas de sapatos, enviando e-mails e fazendo ligações, mas nunca foi atendida. Até que, em 2017, decidiu usar a internet e criar o perfil “Cadê meu pé” para intermediar a troca de sapatos entre pessoas que precisam de números diferentes. Em 2023, a plataforma trocou 33 pares de sapatos.
Érika comenta que reconhece que a discussão está apenas começando e que ainda há muito a ser debatido, especialmente, com a indústria, sobre as necessidades das pessoas com deficiência. No entanto, ela acredita que a apresentação do projeto de lei representa um avanço e traz mais atenção para o assunto.
“Costumamos falar muito sobre inclusão. Muitos acham que inclusão é simplesmente convidar para a festa, mas a verdadeira inclusão é convidar para dançar. E é impossível dançar se não temos sequer um sapato adequado para isso. Em geral, as pessoas com deficiência pertencem a uma classe que frequentemente não tem consciência de seus direitos, não só em termos legais, mas também de reconhecimento e visibilidade”, conclui.
“Costumamos falar muito sobre inclusão. Muitos acham que inclusão é simplesmente convidar para a festa, mas a verdadeira inclusão é convidar para dançar. E é impossível dançar se não temos sequer um sapato adequado para isso. Em geral, as pessoas com deficiência pertencem a uma classe que frequentemente não tem consciência de seus direitos, não só em termos legais, mas também de reconhecimento e visibilidade.” ÉRIKA FERREIRA LUCAS, BANCÁRIA E IDEALIZADORA DO PERFIL CRIAR O PERFIL ‘CADÊ MEU PÉ’