Área queimada no Brasil no mês de fevereiro sobe 410% em 2024

Espaço atingido pelas queimadas atingiu a marca de 950,3 mil hectares no segundo mês do ano

Paulo Moura

Queimadas na Amazônia Foto: Reprodução/Record TV

Dados do Monitor do Fogo, uma iniciativa da rede MapBiomas Fogo, coordenada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), apontaram que a área queimada no Brasil em fevereiro deste ano atingiu a marca de 950,3 mil hectares, número 410% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o índice ficou em 186,2 mil hectares.

Na análise por biomas, a Amazônia ficou no topo da lista, com 898,6 mil hectares de área queimada em fevereiro. Apenas no primeiro bimestre de 2024, o trecho devastado da Amazônia alcançou 1,8 milhão de hectares, uma alta de 433% ante o mesmo período do ano passado.

De acordo com os números do monitoramento, em relação ao total nacional das queimadas em fevereiro, 79% atingiram áreas de vegetação nativa, como a Amazônia e o Cerrado, somando 750 mil hectares. A área queimada em 2024 em todo o Brasil já chega a 1,98 milhão de hectares, 319% a mais do que nos dois primeiros meses de 2023.

Além da Amazônia, o avanço das queimadas também foi acentuado no Cerrado, com um aumento de 152% no 1° bimestre do ano, atingindo uma área de 61 mil hectares. Em fevereiro, foram mais de 29,6 mil hectares, um acréscimo de 147% ante o mesmo mês em 2023.

Pleno News

Veja remédios contraindicados em caso de suspeita de dengue

Tratamento inclui analgésico, antitérmico e medicamento contra vômito

(Imagem ilustrativa) Foto: Pexels

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) alerta para os remédios contraindicados em caso de suspeita da doença. O presidente da SBI, Alberto Chebabo, citou o ácido acetilsalicílico, ou AAS, conhecido popularmente como aspirina, entre os não recomendáveis, por se tratar de medicação que age sobre plaquetas.

– Como já tem uma queda de plaquetas na dengue, a gente não recomenda o uso de AAS – disse o médico.

Corticoides também são contraindicados na fase inicial da dengue.

Segundo Chebabo, como a dengue é uma doença viral, para a qual não existe antiviral, os sintomas são tratados. O tratamento básico inclui analgésico, antitérmico e, eventualmente, medicação para vômito. Os principais sintomas relacionados são febre, vômito, dor de cabeça, dor no corpo e aparecimento de lesões avermelhadas na pele.

O infectologista advertiu que, se tiver qualquer um dos sintomas, a pessoa não deve se medicar sozinha, e sim ir a um posto médico para ser examinada.

– A recomendação é procurar o médico logo no início, para ser avaliada, fazer exames clínicos, hemograma, para ver inclusive a gravidade [do quadro], receber orientação sobre os sinais de alarme, para que a pessoa possa voltar caso tais sinais apareçam na evolução da doença.

Os casos devem ser encaminhados às unidades de pronto atendimento (UPAs) e às clínicas de família.

SINTOMAS GRAVES
Entre os sinais de alarme, Chebabo destacou vômito incoercível, que não para, não melhora e prejudica a hidratação; dor abdominal de forte intensidade; tonteira; desidratação; cansaço; sonolência e alteração de comportamento, além de sinais de sangramento.

– Qualquer sangramento ativo também deve levar à busca de atendimento médico – alertou.

No entanto, a maior preocupação dever ser com a hidratação e com sinais e sintomas de que a pessoa está evoluindo para uma forma grave da doença.

*Com informações Agência Brasil

Pleno News

A Paixão de Cristo será encenada nos dias 28 e 29 de março, na Praça da Bíblia

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes promove nos dias 28 e 29 de março o grande espetáculo: A Paixão de Cristo, a maior história de amor de todos os tempos. A peça será encenada em celebração à Semana Santa.

O espetáculo conta com a colaboração da Associação Cultural Paixão de Cristo e da Escola de Dança Jéssica Amaral, e reúne mais de 60 pessoas na montagem, que em 2024 promete muitas surpresas para encantar e emocionar o público.

SECOM, prefeitura de LEM

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Prefeito Junior Marabá premia medalhistas da OBMEP

Estudantes de escolas públicas municipais receberam medalha de ouro e prata


O secretário de Educação, Jefferson Café e o prefeito Junior Marabá prestigiam estudantes de município

O prefeito Junior Marabá participou da entrega de medalhas e menções honrosas para alunos da rede pública municipal, estadual e particular, na 18ª Premiação da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP), realizada no sábado (23), em Luís Eduardo Magalhães.

O evento, que foi organizado pela Secretaria Municipal de Educação, contou com a presença de pais, professores e estudantes. Ao todo, foram entregues nove medalhas, sendo oito para estudantes de escolas públicas da cidade, além de 31 menções honrosas.

Destaque para Victor Davi de Souza, da Escola Municipal Cezer Pelissari e Laysi Silva dos Santos, da Escola José Cardoso de Lima, que receberam ouro e prata, respectivamente na competição nacional.

O prefeito Junior Marabá parabenizou os alunos pelo desempenho na Olimpíada. “Fico muito feliz pelo desempenho dos estudantes da nossa rede pública municipal na OBMEP, e acredito que com a soma do interesse individual de cada aluno, com os investimentos que estamos fazendo na educação do município, nos próximos anos teremos resultados ainda melhores”, pontuou.

SECOM, prefeitura de LEM

LEM: proprietários de lotes particulares têm até 18 de abril para limparem suas áreas



Proprietários de lotes particulares em Luís Eduardo Magalhães têm até o dia 18 de abril para limparem seus terrenos. O prazo foi estipulado pela prefeitura do município, com base no decreto nº 145 de 05 de fevereiro de 2021. A medida ​faz parte das ações da gestão municipal para conter a proliferação da dengue na cidade.

Tempo de adaptação
Os donos de lotes terão até o dia 18 de​ abril para realizarem a limpeza do terreno. Passado este prazo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo irá realizar o serviço, fazendo a roçagem, remoção e destinação final dos resíduos, a um custo de R$ 0,70 centavos por metro quadrado.

Além do valor do serviço, os proprietários terão que pagar uma multa no valor de R$ 158,85.

Fiscalização
A Secretaria Municipal da Fazenda ficará responsável pela fiscalização do cumprimento das determinações previstas na lei. Em caso de reincidência no período de um ano, a multa será aplicada em dobro.

SECOM, prefeitura de LEM

De pai para filho: homens e herdeiros políticos são maioria no Senado

Casa política completa 200 anos no dia 25 de março

O Senado Federal completa 200 anos nesta segunda-feira (25), com predominância de parlamentares homens e herdeiros políticos. Desde a redemocratização até a última eleição, cerca de dois em cada três senadores eleitos vieram de famílias políticas. Além disso, nove de cada dez eleitos são homens. Apenas quatro mulheres negras foram eleitas para o Senado entre 1986 e 2022.

Dos 407 mandatos disputados nesse período, 274 deles, o equivalente a 67% dos cargos, foram ocupados por pessoas com vínculos familiares com políticos já eleitos. Com isso, os senadores acabam herdando o capital político da família e se elegem apoiados pelo sobrenome. Esse levantamento é parte da pesquisa do cientista político Robson Carvalho, doutorando da Universidade de Brasília (UnB).

“O que a gente tem na prática é que, muitas vezes, a condução das instituições públicas é tratada como se fossem capitanias hereditárias, distribuídas e loteadas para quem apoia aqueles grupos político-familiares e também tratam os gabinetes como se fossem a cozinha de suas casas”, destacou o especialista.

Além disso, das 407 vagas disputadas, 363 foram ocupadas por homens, o que representa 89% dos mandatos disputados nas urnas. Apenas 44 vagas foram ocupadas por mulheres. Já as mulheres negras foram apenas quatro: Marina Silva, eleita duas vezes pelo PT do Acre, Benedita da Silva (PT-RJ), Eliziane Gama (PSD-MA) e Fátima Cleide (PT/RO).

“São resultados indicativos da reprodução das desigualdades políticas e prejuízos ao recrutamento institucional, à igualdade de disputa, à representação de gênero e raça; à edificação de uma democracia plural”, conclui o artigo do especialista, que foi apresentado no 21º Congresso Brasileiro de Sociologia, em julho de 2023. 

Para Robson Carvalho, a pesquisa mostra que o Senado é majoritariamente ocupado por famílias poderosas. “Parecem suceder a si mesmas, como numa monarquia, onde o poder é transmitido por hereditariedade e consanguinidade”. Segundo o analista, isso traz prejuízos à representação democrática do povo brasileiro.  

“Grupos que lá também poderiam estar representados: mulheres, negros, quilombolas, indígenas, indivíduos de origem popular, de movimentos sociais, dentre outros. Isto ocorre em detrimento do acesso, quase que exclusivo, de homens brancos, empresários, originários de estratos superiores da pirâmide econômico-social e de famílias políticas”, afirma o artigo.

Segundo o cientista político Robson Carvalho, o fenômeno do familismo “está presente nos mais diversos partidos de todos o espectro político, da direita à esquerda”, mas nem por isso deve ser naturalizado.

Entre os políticos que estiveram no Senado entre 1986 e 2022 com ajuda da herança política estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro; Lobão Filho (MDB-MA), filho do ex-senador Edison Lobão; Renan Filho (MDB-AL), filho do atual senador Renan Calheiros; Ronaldo Caiado (União-GO), neto de Antônio Totó Ramos Caiado, ex-senador por Goiás na década de 1920; e Rogério Marinho (PL-RN), neto do ex-deputado federal Djalma Marinho.

Outros parlamentares que entraram Senado no período e são de famílias de políticos eleitos são Flávio Dino (PSB-MA), Roberto Requião (MDB-PR), Flávio Arns (PSB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Romeu Tuma (PL-SP), Espiridião Amim (PP-SC), Jorginho Mello (PL-SC), Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), Otto Alencar (PSD-BA) e Davi Alcolumbre (União-AP).  

Todas as regiões

A pesquisa destaca que a herança política é uma realidade de todos os estados e de todas as regiões do país. “Não é uma característica só do Nordeste, como muita gente acha, ligada ao coronelismo lá na região”, destacou o doutorando.

No estado de São Paulo, por exemplo, dos 15 mandatos disputados para o Senado entre 1986 até 2022, nove foram de pessoas identificadas como de famílias-políticas. Mesmo número do Rio de Janeiro, o que representa 60% do total de mandatos disputados na urna.

No Paraná, 13 dos 15 senadores eleitos no período são de famílias políticas. O Rio Grande do Sul tem o menor percentual de eleitos com ajuda do capital político da família. Apenas 4 dos 15 mandatos foram ocupados com a ajuda da herança política das famílias no estado gaúcho, o que representa 26% do total. Dois estados aparecem com 100% de eleitos com vínculos político-familiares: Paraíba e Piauí.

Robson Carvalho destacou ainda que o fato de nascer em famílias com grande capital político já constitui uma vantagem, “tendo em vista a herança simbólica, o acesso a diversos capitais, que vão sendo construídos desde a infância, no espaço em que o agente se encontra posicionado”.

Mulheres

Outro recorte da pesquisa é o de gênero, que mostra que o Senado foi, e ainda é, dominado por homens, que ocuparam 89% dos cargos disputados entre 1986 e 2022. Os estados do Amapá e Piauí, por exemplo, nunca elegeram uma senadora. Quem mais elegeu mulheres foram Mato Grosso do Sul (MS), com quatro mandatos: Marisa Serrano (PSDB), Simone Tebet (MDB), Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (Podemos), sendo que apenas a última não possui vínculos político-familiares, de acordo com a pesquisa.

Os estados de Sergipe (SE) e do Rio Grande do Norte (RN) elegeram mulheres três vezes. No caso de Sergipe, foram três vezes a mesma mulher: Maria do Carmo Alves (DEM), marcada pela presença de capital político-familiar.

O Rio Grande do Norte elegeu três mulheres, duas com capital político-familiar, Rosalba Ciarlini (DEM) e Zenaide Maia (PROS) “respectivamente membro de longevas e entrelaçadas famílias políticas (Rosado e Maia) e Fátima Bezerra do PT, professora, de origem popular e sem conexões com famílias políticas”.

“Considerando os dados por região, o Nordeste elegeu mais mulheres por mandato, chegando a 13, seguido das regiões: Norte, com 12; Centro-Oeste, com 10; Sudeste com 5; e, por último, a região Sul, elegendo apenas quatro mulheres”, acrescenta o estudo.

Robson Carvalho conclui que essa realidade enfraquece a democracia brasileira. “Como é possível pensar em República sem representação de negros e mulheres que são a maioria da população, de índios que são os povos originários da nação e de cidadãos de origem popular que são a grande maioria dos brasileiros?”, questiona.

Agência Brasil