Em entrevista ao repórter do Jb Notícias e à Rádio Mundial FM, o vereador Raimundo da Nacional Motos cobrou da Coelba a instalação de iluminação pública nos postes de energia das vilas 1, 2, 3 e 4. Segundo o parlamentar vários postes não tem braços de iluminação publica, os moradores estão pagando a taxa de iluminação há anos, mas continuam sem acesso ao serviço.
O vereador afirmou que a Coelba está agindo de forma incorreta. “Eu já cobrei aqui, chamando os vereadores para que possamos tomar providências e convocar o responsável pela Coelba. Não podemos fechar os olhos diante dessa situação: não se trata apenas de uma vila , mas de várias”, destacou.
Raimundo também lembrou que o mesmo responsável pela concessionária em Luís Eduardo Magalhães atua em Barreiras, onde os problemas persistem na vila IV, que faz parte do município de Barreiras. “A população destas vilas está sendo humilhada, pagando há mais de 15 anos por um serviço de iluminação pública, mas sem ter o benefício de fato. Isso é inadmissível”, reforçou.
Para ele, é urgente encontrar uma solução, seja a devolução dos valores pagos, abatimento nas contas ou outra forma de reparação. “O que não podemos é deixar isso quieto.
Agradeço a imprensa também por está junto aqui para cobramos da administração da COELBA”, concluiu.
Uma articulação entre a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) com o Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), e com a parceria da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), foi lançada nesta segunda-feira (29), a Operação Safra 2025.26, que vem contribuindo para a redução da criminalidade nas áreas urbanas e rurais. O ato solene contou com presença de autoridades estaduais, produtores rurais e imprensa, e foi realizado na Base Avançada do Graer, em Barreiras.
A operação, que terá duração de seis meses – de outubro de 2025 a março de 2026 – propõe o reforço da segurança nas áreas rurais e urbanas contemplando uma área de 91.601,45 km² e uma população em torno de 500 mil pessoas, nos principais municípios do Cerrado baiano que se destacam pela produção de grãos e fibras: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Cocos, Correntina, Baianópolis, Jaborandi, Riachão das Neves e Santa Maria da Vitória.
O presidente da Aiba, Moisés Schmidt reforçou que este ano a operação contará com auxílio de mais tecnologia. “O lançamento da 12ª Operação Safra é motivo de orgulho. Manter a parceria com o Governo do Estado, com a Polícia Militar, é algo importante para a segurança pública da nossa região, e a Aiba e os produtores associados, percebem que a união entre as iniciativas pública e privada geram bons resultados. Nesta edição temos um diferencial com mais tecnologia, por meio da inserção de starlinks para uma comunicação direta a todas as viaturas e o auxílio de sistema de monitoramento por câmeras de segurança instaladas em vários pontos estratégicos da região que vão auxiliar o trabalho da Polícia Militar, e trazer mais assertividade, segurança e amplitude à operação”, declarou Moisés.
Números da operação
De acordo com dados do relatório da Polícia Militar, nas 11 edições anteriores, foram realizadas mais de 94 mil abordagens a pessoas e mais de 51 mil visitas a propriedades rurais. Só na edição 2024.25, foram registrados um total de 15.634 abordagens, sendo 8.723 visitas a propriedades rurais, 3.167 abordagens a veículos de quatro rodas e 2.020 motocicletas, cinco prisões em flagrante, nove pessoas conduzidas à delegacia e nove armas de fogo apreendidas.
“Empregaremos um efetivo de mais de mil homens durante toda a operação e 32 por semana, distribuídos em oito guarnições, que vão atuar fazendo a segurança pública. Mais um ano, reforçamos esta parceria que deu certo e o nosso objetivo é manter a segurança, favorecendo o agronegócio, e também o policiamento nas comunidades rurais, que é muito importante para nossa região”, destacou o Cel. PM Soares Mariano, comandante do Comando de Policiamento da Região Oeste (CPRO), que na solenidade também representou o Comandante Geral da Polícia Militar da Bahia, Cel Magalhães.
A operação é realizada sob a coordenação da Polícia Militar da Bahia, o Comando de Policiamento da Região Oeste (CPRO), a ação contará com a participação de diversas unidades especializadas, como o Comando de Policiamento em Missões Especiais, Comando de Operações de Policiais Militares e o Comando Especializado de Policiamento Rodoviário.
Convênio de Cooperação Técnica
Durante a cerimônia foi realizado um ato simbólico de assinatura de termo de Cooperação Técnica entre a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Polícia Militar da Bahia e a Aiba, que cede caminhonetes que são plotadas e ficam à disposição para auxiliar os trabalhos de deslocamento dos efetivos policiais durante toda a Operação Safra.
A Adab irá atuar no controle fitossanitário e na fiscalização do trânsito de produtos agrícolas e defensivos. “Uma operação que tem dado certo por diminuir os índices de criminalidade nas propriedades rurais, nas estradas e municípios, e queremos manter esses índices lá embaixo ou então zerá-los. É uma operação grandiosa e que tem que continuar”, afirmou o diretor geral da Adab, Paulo Sérgio Menezes, que na ocasião também representou o secretário Estadual de Agricultura, Pablo Barrozo.
Ao final da cerimônia, os presentes foram convidados a visitarem os equipamentos que serão utilizados na Operação Safra. “Um privilégio participar ao lado da Aiba, em mais uma edição dessa operação tão importante, que vem não somente para assegurar, o homem do campo, a sua produção, e os insumos que ele precisa para produzir, mas também para garantir a segurança de todas as pessoas envolvidas direta e indiretamente com o agronegócio na nossa região. Parabenizo a Aiba e a parceria com o governo do Estado, através da Secretaria de Segurança Pública, e que Deus abençoe mais uma edição”, comentou a presidente da Associação dos Produtores de Algodão da Bahia (Abapa), Alessandra Zanotto Costa.
Prestigiaram o evento, a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Greice Kelli Fontana Klein, a vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, Rose Cerrato, o vice-prefeito de Barreiras Túlio Viana e secretários de governo, representantes de associações que formam o movimento da ‘Aliança pelo Agro’, além de outras autoridades políticas locais e regionais.
As taxas médias de juros cobradas pelos bancos subiram para famílias e empresas em agosto, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta segunda-feira (29), pelo Banco Central (BC), em Brasília.
Nas operações de crédito livre para pessoas físicas o destaque foi o avanço de 5,3 pontos percentuais (pp) na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 451,5% ao ano.
A modalidade é uma das mais altas do mercado. Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo – em vigor desde janeiro do ano passado – os juros seguem variando sem uma queda expressiva ao longo dos meses. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.
Nos 12 meses encerrados em agosto, os juros do cartão de crédito rotativo subiram 24,6 pp para as famílias. O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.
Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. Neste caso do cartão parcelado, os juros caíram 2,7 pp no mês e 1,6 pp em 12 meses, indo para 180,7% ao ano.
No total, a taxa média de juros das concessões de crédito livre para famílias teve aumento de 0,5 pp em agosto, acumulando alta de 6,6 pp em 12 meses e chegando a 58,4% ao ano.
No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre tiveram incremento de 0,2 pp no mês e 4,2 pp em 12 meses, alcançando 25,2%. Destaca-se, nesse cenário, a alta mensal de 9,6 pp na taxa média de juros das operações de capital de giro com prazo até 365 dias, que chegou a 38% ao ano.
No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado – com regras definidas pelo governo – é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.
No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 11,1% ao ano em agosto, com redução de 0,2 pp em relação a julho e aumento de 1,1 pp em 12 meses. Para empresas, a taxa teve variação negativa de 0,1 pp no mês e alta de 2,7 pp em 12 meses, indo para 13,6% ao ano.
JUROS EM ALTA Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões em agosto aumentou 0,2 pp no mês e 4,2 pp em 12 meses, atingindo 31,8% ao ano.
Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação.
Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos e os preços caiam. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em novembro e a previsão é que a taxa fique em 15% ao ano, pelo menos, até o fim de 2025.
Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, foi preso na madrugada desta terça-feira
Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (30), enquanto prestava depoimento à CPMI do INSS. Segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), Lopes mentiu ao colegiado, mesmo após ter se comprometido a falar a verdade.
Lopes negou envolvimento em fraudes nos descontos de aposentados, mas afirmou desconhecer detalhes de operações de pessoas e empresas ligadas à entidade, investigadas por irregularidades. Viana disse que Lopes ocultou informações e tentou convencer o colegiado de que a operação era regular, cometendo o crime de falsidade ideológica.
A Conafer é a segunda entidade associativa com mais descontos nas mensalidades dos aposentados. A investigação da Polícia Federal aponta que esses descontos eram ilegais sem autorização dos pensionistas, por isso a Conafer entrou na mira das apurações.
Em um intervalo de seis anos, entre 2019 e 2024, a Conafer registrou um crescimento de mais de 790 vezes nos descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor acumulado no período atingiu R$ 688 milhões.
De origem indígena, o presidente da confederação, Carlos Roberto Lopes, também é sócio de uma empresa de melhoramento genético de gado e dono de um quiosque que vende artesanato indígena no Aeroporto de Brasília.
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