Valor do grão deve subir de 10% a 15%, de acordo com associação do setor cafeeiro
Café deve ficar mais caro nas próximas semanas Foto: Marcello Casll Jr/Agência Brasil
O brasileiro mal conseguiu sentir o doce gosto da redução recente no preço do café e já vai ter de voltar a experimentar o sabor amargo do encarecimento do grão. Essa é a expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que aponta que o valor do item deve subir entre 10% e 15% nas próximas semanas, tudo isso depois de ter ficado apenas 2,17% mais barato em agosto na comparação com julho.
A redução no valor do grão em agosto foi apenas a segunda queda mensal consecutiva depois de um ano e meio de altas. No entanto, de acordo com o diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio, o quilo do café deve chegar a R$ 80 nos próximos meses. A quantia representa um acréscimo acentuado diante do valor médio registrado no oitavo mês do ano, que era de R$ 62,83.
O aumento seria um resultado de um conjunto de fatores que vem pressionando os preços no campo e, por consequência, na indústria. Uma dessas razões seria o tarifaço de 50% de imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Além disso, os estoques globais do café estão baixos após quatro anos seguidos de perdas na colheita. No Brasil, houve ainda a queda na produção de café arábica.
Até o início de agosto, o mercado acreditava que o presidente americano, Donald Trump, retiraria o café brasileiro da lista de produtos tarifados, como fez com o suco de laranja. Como isso não ocorreu, os preços dispararam diante da expectativa de redução da oferta aos Estados Unidos.
Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA falou com a BBC sobre o tema
Bandeiras de Israel (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay
Os Estados Unidos, um dos três países que sediarão a Copa do Mundo de 2026, ao lado de México e Canadá, se oporão à expulsão de Israel do torneio internacional.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse à emissora BBC que o país trabalhará para “impedir completamente qualquer tentativa de banir a equipe de futebol de Israel da Copa do Mundo”.
Israel está atualmente em terceiro lugar em seu grupo, com os mesmos pontos da Itália e seis atrás da líder Noruega.
A declaração dos EUA foi feita horas depois que o jornal britânico The Times informou que a Uefa pretende se reunir na semana que vem para decidir se suspende ou não Israel das competições internacionais, com “a maioria dos membros do comitê executivo a favor da suspensão”.
Nesta semana, oito especialistas da ONU, incluindo a relatora para a Palestina, Francesca Albanese, pediram a Fifa e Uefa que suspendam a seleção israelense de competições internacionais “em resposta ao genocídio em curso no território palestino ocupado”.
Aqueles que defendem a suspensão de Israel tomam como exemplo o que aconteceu com a Rússia, que foi banida das competições europeias desde a invasão da Ucrânia em 2022.
Em agosto, a Uefa se posicionou contra a matança de civis e menores de idade com uma faixa na Supercopa entre Paris Saint-Germain e Tottenham Hotspur, mas sem mencionar Israel.
Quando a Uefa anunciou a morte do jogador de futebol palestino Suleiman al-Obeid, o atacante Mohamed Salah criticou a falta de informações sobre sua morte.
– Vocês podem nos dizer como, onde e por que ele morreu? – escreveu o jogador egípcio do Liverpool.
Obeid foi morto pelas forças militares israelenses quando estava na Faixa de Gaza esperando por ajuda humanitária.
Especialistas da ONU consideraram que o boicote “deve ser direcionado ao Estado de Israel e não a jogadores individuais”, pois eles não podem arcar com as consequências das decisões de seu governo. Portanto, não deve haver discriminação ou sanções contra atletas com base em sua origem ou nacionalidade.
– As equipes nacionais que representam Estados que cometem violações em massa dos direitos humanos podem e devem ser suspensas, como já aconteceu no passado – acrescentaram.
Agora, contamos com planos de até 900 MEGA de velocidade e um benefício exclusivo chamado: Telemedicina E-Saúde
O que é Telemedicina? Telemedicina é a prática de oferecer serviços médicos e de saúde à distância, ela permite que médicos e outros profissionais da saúde atendam seus pacientes por meio de chamadas de vídeo, telefone ou aplicativos. Ou seja, você pode falar com um médico, tirar dúvidas, receber orientações e até receitas médicas, tudo isso sem precisar sair de casa.
Conheça o Telemedicina E- Saúde: O telemedicina é um benefício onde os clientes da WZnet que possuem planos a partir de 300 MEGA poderão fazer consultas de pronto atendimento com um clínico geral ou pediatra sem sair de casa. Essas consultas são ilimitadas, podendo ser realizadas 24h por dia e 7 dias por semana, de forma totalmente gratuita. Além das consultas gratuitas, o telemedicina conta com o plano individual, onde o cliente tem direito a 2 consultas agendadas com direito a retorno.
Proposta será enviada ao Ministério de Gestão e Inovação
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a criação de uma delegacia voltada ao combate aos crimes contra o sistema financeiro, no mesmo dia da Operação Spare, um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que investiga uma organização criminosa que faz lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis e fintechs e explora jogos de azar.
“Essa delegacia vai combater de forma estruturada o crime organizado, bem como a intersecção entre o crime organizado e a economia real”, explicou o ministro.
Haddad lembrou que a operação desta quinta-feira (25) foi a quarta neste âmbito, com a cooperação de diversos órgãos, inclusive os ministérios Público Federal e estaduais, bem como com as polícias militares.
O ministro revelou que nas próximas semanas vai enviar para o Ministério de Gestão e Inovação (MGI) a proposta da nova delegacia, que vai funcionar dentro do organograma da Receita Federal.
A operação deflagrada nesta quinta-feira resultou das suspeitas sobre a movimentação financeira das empresas envolvidas nas supostas fraudes.
“[As empresas] Movimentavam R$ 4,5 bilhões e pagavam tributos sobre apenas 0,1% desse montante. E isso despertou a atenção da Receita”, disse Haddad.
A Operação Spare registrou o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão. O comandante do Policiamento de Choque, o coronel Valmor Racorti, informou que foram apreendidos quase R$ 1 milhão em espécie, 20 celulares, computadores e uma arma de fogo.
“As facções criminosas passaram muito tempo priorizando o tráfico de entorpecentes, mas novas estruturas têm possibilitado que elas atuem em outras frentes, inclusive na economia formal e no ambiente político”, disse o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.
O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Silvio Loubeh, informou que as investigações partiram da suspeita sobre casas de jogos na Baixada Santista, de máquinas de crédito e débito.
“Investigando as empresas que recebiam esses recursos, identificamos dois postos de combustíveis envolvidos com lavagem de dinheiro. A partir daí, identificamos um grupo criminoso responsável pelo branqueamento de capitais não só por meio dos dois postos, os envolvidos controlavam também outros estabelecimentos no setor de combustíveis, uma rede de motéis e empresas de fachada que movimentaram milhões de reais”, completou Loubeh.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, também defendeu a adoção de medidas voltadas ao maior controle na importação de petróleo e seus derivados.
“É uma série de avanços que precisaremos fazer para combater essa infiltração tão ampla”, disse.
As investigações apontam também para a existência de vínculos da organização criminosa com empresas do setor hoteleiro e a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Operação Spare contou com 110 policiais militares do Comando de Choque de São Paulo e unidades especializadas no cumprimento das ordens judiciais, bem como com agentes da Receita Federal e integrantes da Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria da Fazenda.
Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) afirmam que o presidente dos EUA, Donald Trump, pode vir ao Brasil para visitar o ex-presidente
Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) afirmam que o presidente dos EUA, Donald Trump, pode vir ao Brasil para visitar o ex-presidente.
A viagem estaria sendo articulada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo aliado dele nos EUA, o apresentador Paulo Figueiredo, que tem amplas conexões com setores do governo Trump.
Sobre a possibilidade, Figueiredo afirmou que não tem comentários a fazer.
Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro e próximo de Eduardo, postou uma mensagem em seu perfil no X falando sobre a hipótese de um encontro de Trump com Bolsonaro no Brasil.
“Nada vence o próprio testemunho. Que tal uma visita do Donald Trump ao Presidente @jairbolsonaro na sua casa para que ambos evidenciem uma ‘Química Perfeita’ atualizando a prosa? Obviamente a Corte e os advogados do Presidente seriam consultados com antecedência. Fica a dica”, escreveu.
Wajngarten afirmou depois que, tendo em vista que Bolsonaro está preso, uma visita de Trump a ele seria oportuna.
“O [ex] presidente [Bolsonaro] atualizaria o Trump sobre o seu estado de saúde. Trump teria a oportunidade de ver as recorrentes crises de soluço que ele tem, os vômitos, decorrentes do atentado à faca que sofreu em 2018”, afirma.
Wajngarten diz, no entanto, que colocou o texto no X como uma ideia particular, e que não sabe de nenhuma articulação concreta em andamento.
Nesta semana, Trump teve um rápido encontro com Lula na Assembleia Geral da ONU. Em seu discurso, disse que teve “uma química excelente” com o petista, e que os dois poderiam se encontrar na próxima semana.
Lula confirmou. Mas disse que a data da conversa entre os dois ainda não foi marcada.
Em meio ao pacote de medidas aprovado na quarta-feira, 24, na Câmara Municipal de Salvador (CMS), foi incluída uma lei que estabelece a Bíblia Sagrada como material paradidático nas escolas públicas e particulares do município.
O projeto estabelece que a Bíblia poderá ser utilizada como material complementar “para a disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica de seu conteúdo”.
Em justificativa apresentada pelo autor, Kênio Rezende (PRD), ele defende que a utilização da obra religiosa como recurso educacional contribuirá para ampliar a compreensão dos alunos sobre contextos históricos, movimentos sociais, desenvolvimento de civilizações e aspectos arqueológicos relacionados aos relatos bíblicos.
projeto enfatiza que a inclusão da Bíblia como recurso paradidático não tem caráter religioso ou de doutrinação, mas sim cultural e educativo. O uso será facultativo e complementar, respeitando a laicidade do Estado e a liberdade de crença. A proposta visa promover uma abordagem interdisciplinar, unindo história, geografia, arqueologia e literatura.
“Não se trata de doutrinação religiosa, mas de uma ferramenta pedagógica que pode ser utilizada em contextos específicos de aprendizado, com a devida orientação e contextualização por parte dos educadores”, detalhou o edil no projeto.
Próximos passos
Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para sanção do Executivo municipal. A aplicação prática da lei dependerá de regulamentação que defina parâmetros para o uso da Bíblia em sala de aula.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (25) que apoia o debate sobre a redução das penas impostas aos condenados pelos atos golpistas de 08 de Janeiro.
A declaração, dada em entrevista ao portal Metrópoles, contraria a posição oficial do Partido dos Trabalhadores, que se manifestou contra o projeto da dosimetria das penas e a chamada “PEC da Blindagem”.
Wagner ressaltou que respeita a decisão da sigla, mas não vê o debate como um ataque à democracia.
“O Código Penal é alterado o tempo todo. Acho legítimo o Congresso discutir se as penas estão de mais ou de menos”, disse.
O senador diferenciou os envolvidos nos atos, sugerindo penas mais leves para os que ele chamou de “massa de manobra” e punições mais severas para os articuladores do ataque.
“Não dá para afrouxar para quem quis matar autoridades ou derrubar uma eleição legítima”, afirmou.
Segundo Wagner, revisar a dosimetria não significa ceder aos golpistas, mas fazer uma distinção proporcional entre níveis de responsabilidade.