Lula sanciona o PL Antifacção com veto a equiparação de penas

Petista vetou apenas dois pontos do projeto

Lula Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optou por sancionar o projeto de lei de combate às facções criminosas sem vetar pontos polêmicos, como a proibição de que presos provisórios votem e de repasse do auxílio-reclusão para familiares de integrantes desses grupos. Lula vetou apenas dois pontos do projeto de lei, que ficou conhecido como PL antifacção.

Um deles foi vetado por, no entendimento do governo, permitir o enquadramento de pessoas na nova lei mesmo sem que elas integrem comprovadamente organizações criminosas.

– O dispositivo padece de inconstitucionalidade, porque desvirtua a lógica estrutural do projeto de lei ao penalizar atos cometidos por pessoas alheias às organizações criminosas, cujas condutas já estão tipificadas no Código Penal, promovendo sobreposição normativa e insegurança jurídica – justificou o presidente.

O outro é o que destinaria recursos e produtos apreendidos do crime organizado para um fundo dos estados e do Distrito Federal. O governo entendeu que isso implicaria na perda de receita da União.

– Na legislação vigente, a receita do perdimento pertence exclusivamente à União. A proposição contraria o interesse público na medida em que reduz receita da União em momento de potencial elevação da demanda por recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, destinados ao enfrentamento do crime organizado, bem como à expansão, modernização e qualificação do sistema prisional – alegou.

A proibição de que os presos provisórios votem e o auxílio-reclusão para os familiares de líderes de facções, temas com mais apelo eleitoral, foram deixados de lado, apesar de serem criticados pelo PT e outros partidos de esquerda.

Em seu discurso na sanção da nova lei de combate às facções criminosas, Lula mencionou esses dois dispositivos brevemente. No caso do cancelamento do título de eleitor, apenas mencionou o dispositivo, sem nenhum comentário. No caso do auxílio reclusão, opinou.

– Aqui é uma coisa tão importante quanto a própria lei. O cidadão que quiser cometer seus crimes, que ele saiba que seus filhos e sua esposa irão pagar pela irresponsabilidade dele. Eu acho que foi uma medida muito relevante. Ele tem que sentir que não está causando mal apenas à sociedade, mas à sua família – afirmou o presidente.

O Palácio do Planalto optou por não se envolver em alguns temas por causa da péssima repercussão que teria. Entendeu que seria melhor que os pontos fossem posteriormente questionados na Justiça e analisados pelo Judiciário.

A opção por não enfrentar temas espinhosos impostos pela direita segue a mesma lógica de pontos do discurso do presidente na cerimônia de sanção da lei antifacção. Como mostrou o Broadcast Político, o presidente alternou entre gestos punitivistas e garantistas.

Primeiro, ao falar sobre delações premiadas, falou que é preciso que as autoridades tenham “capacidade e coerência” porque “é preciso que a pessoa tenha provas concretas do que está delatando para a gente não tentar fazer justiça cometendo uma injustiça”.

Logo em seguida, usou um argumento constantemente usado por políticos que encampam um discurso punitivista: a frequência com que pessoas presas são soltas poucos dias depois nas audiências de custódia.

*Com informações AE

Pleno News

Nasa anuncia plano de US$ 20 bilhões para voltar à Lua até 2028

Declarações foram dadas nesta terça-feira

Nasa (Imagem ilustrativa) Foto: EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH

Nesta terça-feira (24), a Nasa anunciou um plano ambicioso de 20 bilhões de dólares (R$ 105,42 bilhões) para acelerar o retorno à Lua até 2028, realizar pousos tripulados no satélite natural da Terra a cada seis meses e construir uma base permanente nos próximos sete anos.

O diretor da Nasa, Jared Isaacman, delineou uma estratégia de implantação lunar em fases, a mais ambiciosa da história desde o programa Apollo (1961-1972), que contará com contribuições de empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, além de outras agências espaciais internacionais.

Carlos García Galán, chefe do programa da Base Lunar, afirmou que a nova estratégia se concentrará em estabelecer uma presença permanente dos EUA na superfície lunar e que, na terceira fase do projeto, a base terá três habitats e obterá recursos da própria Lua.

O objetivo mais imediato é que os Estados Unidos retornem à Lua em 2028 e, uma vez concluídos os objetivos do programa Artemis V, a agência espacial americana poderá realizar pousos tripulados na Lua a cada seis meses.

O programa, detalhado nesta terça-feira em entrevista coletiva em Washington, prevê o envio dos primeiros astronautas à superfície lunar em mais de meio século e a implantação dos elementos iniciais de uma presença permanente antes de 2030.

A meta de 2028 faz parte de uma revisão do programa Artemis que visa aumentar a frequência de missões tripuladas.

Antes disso, a Nasa está se preparando para o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada do programa, que enviará quatro astronautas em uma trajetória ao redor da Lua.

A decolagem, que acontecerá na Flórida, está prevista para abril, após o recente retorno do foguete SLS à plataforma de lançamento.

A agência espacial americana confirmou que o desenvolvimento da estação orbital lunar Gateway será “pausado”, priorizando a infraestrutura de superfície e os sistemas de transporte, embora sem descartar a possibilidade de retomar o projeto posteriormente.

– Não deve surpreender ninguém que estejamos suspendendo as operações da Gateway em seu formato atual para nos concentrarmos na infraestrutura que dá suporte às operações contínuas na superfície lunar – afirmou Isaacman.

*Com informações da Agência EFE

Pleno News

Governo bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026

Cortes por órgãos serão detalhados no próximo dia 31

Governo bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026 (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay

O Orçamento de 2026 terá um bloqueio de R$ 1,6 bilhão de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

O relatório não traz previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.

Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano está em R$ 3,5 bilhões, motivada principalmente pela alta de R$ 16,7 bilhões nas previsões com receitas de royalties em 2026, com a disparada dos preços do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.

Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 3,5 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.

O bloqueio do R$ 1,6 bilhão será detalhado no próximo dia 31, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais.

*Com informações são da Agência Brasil

Pleno News

TCU condena ex-prefeito de Irecê a devolver valores e pagar multa por irregularidades no transporte escolar

Por Maurício Leiro / Francis Juliano

TCU condena ex-prefeito de Irecê a devolver valores e pagar multa por irregularidades no transporte escolar

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou irregulares as contas do ex-prefeito de Irecê, no Centro Norte baiano, Luiz Pimentel Sobral (PSD), o Luizinho Sobral, referente a não aplicação devida de recursos repassados ao município por meio do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). O fato é referente a 2015 no período em que Sobral governou a cidade [2013-2017].

Ao julgar o caso, os ministros determinaram que LuizinhoSobral devolva os valores considerados irregulares, com atualização monetária e juros de mora.

Os montantes apontados são de R$ 18,4 mil referentes a 10 de setembro de 2015, e R$ 50,5 mil, de 11 de setembro de 2015, em um total de 68,9 mil.

Além disso, o TCU também determinou multa de R$ 23 mil, conforme previsto na  legislação do órgão. Para isso, o ex-gestor terá prazo de 15 dias, a partir da notificação, para comprovar o pagamento tanto do débito quanto da penalidade.  

O processo em questão foi instaurado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) devido a não comprovação da aplicação dos recursos. Já a decisão, ocorrida no último dia 17 de março, foi relatada pelo ministro Benjamin Zymler, com participação do Ministério Público junto ao TCU, representado pelo procurador Rodrigo Medeiros de Lima, e análise técnica da Unidade de Auditoria Especializada em Tomada de Contas Especial (AudTCE).

Além de ex-prefeito de Irecê, Sobral já foi vereador em Salvador e deputado estadual. Ele é filho do também ex-prefeito de Irecê e ex-deputado estadual, Luiz Bezerra Sobral [1939-2009].

bn

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