Bebê reborn: Limites da realidade

Um alerta da psicologia sobre riscos emocionais que não podem ser ignorados

Bebê reborn Foto: EFE/ J.J. Guillén

Como psicóloga, preciso levantar uma preocupação séria e crescente: o envolvimento emocional excessivo de algumas pessoas com bebês reborn — bonecos hiper-realistas tratados como filhos reais. O que inicialmente poderia ser compreendido como um recurso simbólico ou terapêutico, tem ultrapassado os limites da realidade em muitos casos, dando sinais claros de sofrimento psíquico não elaborado.

Tenho acompanhado relatos de pessoas que:

– alimentam rotinas diárias com o boneco como se fosse um bebê vivo;
– apresentam crises emocionais intensas se separadas dele;
– exigem que familiares, amigos e até o Estado reconheçam o boneco como “filho”;
– afastam-se de vínculos humanos para viver em função do objeto;
– resistem a qualquer tentativa de ajuda, afirmando que “não há problema nenhum”.

Essas atitudes não podem ser vistas com normalidade ou romantizadas. Estamos diante de possíveis sinais clínicos que exigem atenção e intervenção.

Transtornos possíveis envolvidos
O comportamento excessivamente afetivo e simbiótico com o bebê reborn pode estar relacionado a:

* Transtorno do luto complicado: quando a dor pela perda de um filho, gestação ou sonho materno não é elaborada e permanece viva, transformando o boneco em substituto emocional.

* Transtornos de apego: dificuldade em estabelecer vínculos reais e seguros, resultando em afeto direcionado a objetos por medo de rejeição.

* Transtornos de personalidade: em especial traços de dependência, histrionismo e borderline, quando há dificuldade em distinguir fantasia e realidade afetiva.

* Transtornos dissociativos e psicóticos: nos casos mais graves, quando há negação total da realidade, delírios e comportamento paranoico em torno do boneco.

* Depressão e solidão patológica: o bebê reborn passa a ser a única “companhia segura”, o que indica uma desconexão grave com o mundo exterior.

O exagero não é inofensivo
É importante que sociedade, famílias e profissionais da saúde não minimizem esses sinais. O exagero afetivo em torno de um objeto não pode ser tratado como “só uma escolha”. Quando há sofrimento, isolamento, rigidez emocional e substituição da vida real por uma fantasia, estamos falando de um quadro clínico que precisa de ajuda profissional.

Negligenciar isso é perpetuar o sofrimento silencioso de pessoas que estão clamando por acolhimento, mas se refugiaram em uma construção simbólica por medo da dor real.

Como psicóloga, deixo aqui este alerta:

– Não trate como “normal” o que é um pedido de socorro disfarçado;
– Não incentive o reforço de vínculos com o irreal como se fosse cura;
– Respeite a dor, mas também proponha verdade e ajuda;
– O acolhimento é essencial, mas a conivência com a fantasia pode agravar o sofrimento;
– Buscar ajuda psicológica não é sinal de fraqueza, mas de coragem e amor próprio.

Conclusão
A saúde mental precisa ser levada a sério. Há uma linha tênue entre afeto simbólico e ilusão emocional. Quando essa linha é ultrapassada, não estamos mais falando de liberdade emocional, mas de aprisionamento psíquico.

Se você conhece alguém que vive em função de um bebê reborn — ou se isso acontece com você —, não ignore os sinais. Há tratamento, há escuta, há caminhos de cura. E há vida além da fantasia.

Vamos falar sobre isso com responsabilidade, acolhimento e verdade.

Marisa Lobo

Pleno News

Luís Eduardo Magalhães sediará etapa regional da Copa 2 de Julho no dia 24 de maio

No próximo dia 24 de maio, às 9h, o Estádio Municipal Coronel Aroldo será palco da etapa regional Oeste da Copa 2 de Julho de Futebol Masculino Sub-15, uma das maiores competições de base da Bahia.

A cidade de Luís Eduardo Magalhães receberá 30 jovens atletas sub-15, que estarão em busca da classificação para a próxima fase do torneio. A etapa regional envolve 256 municípios baianos, reforçando o papel do esporte como ferramenta de inclusão, desenvolvimento social e valorização de talentos locais.

Promovida pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), a Copa 2 de Julho homenageia a Independência da Bahia, celebrada em 2 de julho, e se consolidou como uma das mais importantes vitrines do futebol de base no estado.

A diretora de Esporte da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, Kaline Lira, destacou a importância da participação da comunidade no evento:
“Essa é uma competição muito importante. Estamos dando todo o apoio aos nossos atletas e convidamos a população para prestigiar os jogos e incentivar nossos jovens talentos”, afirmou.

LEM: Briga termina em homicídio a facadas no bairro Santa Cruz III

Um homem identificado como Geovane Queiroz Oliveira, de aproximadamente 35 anos, foi morto com golpes de faca na noite deste domingo (18), pouco depois das 18h, na Rua Itaparica, no bairro Santa Cruz III, em Luís Eduardo Magalhães.

A vítima teria se envolvido em uma luta corporal com outro indivíduo. Durante o confronto, o agressor perseguiu Geovane e desferiu dois golpes de faca na região do tórax.

Mesmo ferido, o homem ainda tentou fugir, mas caiu em frente a uma residência na mesma rua, onde morreu antes de receber socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), apenas poderam constataram o óbito.

A 85ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) isolou a área para preservar a cena do crime.  O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia e removeu o corpo para o necrotério de Barreiras, onde será feito o exame de necropsia.

Logo após o crime, a Polícia Militar iniciou diligências e, com base em uma denúncia anônima, conseguiu localizar e prender o suspeito. Ele foi reconhecido e encaminhado à delegacia de Polícia Civil. Com o autor, os policiais encontraram uma faca, possivelmente utilizada no homicídio.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil

Reportagem de Weslei Santos/ Blog do Sigi Vilares

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Estimativa aponta crescimento de 9,8% na produção da safra baiana de grãos em 2025

Segundo estimativa do IBGE, revisões positivas foram puxadas pela soja e milho 1ª safra

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Foto: Divulgação

A estimativa para a safra de grãos da Bahia em 2025 teve revisão para cima na passagem de março para abril e deve chegar a 12.491.174 toneladas neste ano.

Isso representa um aumento de 9,8% (ou mais 1.110.079 t) em relação ao resultado de 2024 (11.381.095 t) e sustenta um novo recorde para o estado, superando em 2,8% (mais 343.116 t) a safra de 2023, que havia sido a maior até então (12.148.058 t).

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados nesta quinta-feira (15), pelo IBGE.

Ainda de acordo com os dados, frente a março, a previsão da safra baiana de grãos em 2025 cresceu 2,2% (mais 274.310 t), puxada por revisões positivas na soja e no milho 1ª safra

Soja e milho

A produção de soja na Bahia deve chegar a 8.606.190 toneladas neste ano, sendo 14,3% maior do que a de 2024 (mais 1.074.090 t).

Houve aumento de 3,3% em relação à estimativa de março (mais 273.000 t), em decorrência de um incremento no rendimento médio da lavoura, de 3.888 kg/hectare para 4.015 kg/hectare.

Já o milho 1ª safra deve ter um aumento de 3,7% frente ao colhido em 2024 (mais 58.110 t), chegando a uma produção de 1.609.200 toneladas em 2025. Houve alta de 1,0% (mais 16.200 t) frente ao estimado em março, também em virtude de um maior rendimento esperado: 5.549 kg/hectare frente a 5.493 kg/hectare, em março. 

A maior produção de grãos na Bahia, em 2025, segue o estimado também para o Brasil como um todo.

Safra nacional e mais

safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ser de 328,4 milhões de toneladas, segundo a estimativa de abril, 12,2% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas).

Na comparação com a estimativa de março, houve alta de 0,2% ou mais 732,7 mil toneladas.

Em 2025, a Bahia deve manter a 7ª maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2024). Mato Grosso continua na liderança (30,8%), seguido por Paraná (13,7%) e Goiás (11,7%).

Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia (não apenas os grãos), a previsão de abril continuou de crescimento em 17 das 26 safras, no estado, em 2025, frente a 2024.

Dentre as estimativas de alta, o maior crescimento absoluto se mantém o da soja (+1.074.090 t, ou +14,3%), seguida pela mandioca (+116.148 t, ou +14,7%, mais aumento percentual) e pelo milho 1ª safra (+58.110 t ou +3,7%).

Por outro lado, as maiores quedas absolutas na estimativa para 2025 devem vir do tomate (-171.301 t ou -48,4%, também a maior redução percentual), da cana-de-açúcar (-53.725 t ou -1,0%) e do sorgo (-18.510 t ou -11,5%).

Canal Rural