O Governo da Bahia iniciou, na manhã desta quarta-feira (10), a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) no suporte em cartão de policarbonato. O início do serviço foi marcado pelo ato simbólico de entrega do primeiro documento ao governador Jerônimo Rodrigues, durante a cerimônia de inauguração do Complexo Policial de Nazaré, em Salvador.
A opção pelo modelo é feita pelo cidadão no momento da solicitação do documento e custa R$91,72. “Embora a primeira via seja gratuita, se o cidadão optar pelo cartão, ainda assim será cobrada a taxa. Esta é mais uma opção disponibilizada pelo Instituto Pedro Mello para quem desejar um documento mais resistente”, explicou o diretor-geral do Departamento de Polícia Técnica (DPT), Osvaldo Silva.
A Nova CIN continua sendo oferecida no formato de papel, com as mesmas informações do formato em policarbonato. A Bahia já emitiu mais de 4 milhões de documentos em todo o Estado e, em maio de 2026, foi o segundo maior emissor da CIN em números absolutos no Brasil.
A nova CIN é um documento mais seguro que tem como número único o CPF. É possível incluir outros números de documentos na CIN, como CNH, carteira de trabalho, título de eleitor, certificado militar, além de condições de saúde como Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiências auditivas, físicas, visuais, intelectuais, grupo sanguíneo, fator RH e opção por ser doador de órgãos.
A Polícia Militar da Bahia informa que, na manhã desta quarta-feira (10), guarnições do PETO da 83ª CIPM efetuaram o cumprimento de um mandado de prisão em aberto contra um homem de 40 anos, durante uma abordagem realizada na rodovia BR-242, na altura do bairro Vila Rica, em Barreiras.
A ação ocorreu após a equipe policial receber informações estratégicas de que o suspeito estaria viajando a bordo de um ônibus de transporte interestadual de passageiros. Diante das informações, os militares interceptaram o coletivo nas proximidades de um posto de combustíveis e procederam com a abordagem interna no veículo.
Ao realizarem a verificação documental do passageiro apontado, os policiais confirmaram a existência da ordem judicial pendente, emitida pela Vara Crime da comarca de Morro do Chapéu.
O indivíduo, que viajava acompanhado de familiares, recebeu voz de prisão em estrito respeito aos seus direitos constitucionais e foi imediatamente conduzido à Delegacia Territorial de Barreiras, onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária cabíveis para o caso. Os familiares que o acompanhavam também receberam o apoio logístico da guarnição até a sede da Polícia Civil.
Do capulho à pluma, do campo à passarela. A Vila do Algodão transformou a Bahia Farm Show 2026 em uma imersão pela história da cotonicultura baiana. Idealizada pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Movimento Sou de Algodão, o espaço conduz o visitante por ambientes que revelam, passo a passo, como o algodão sai do campo, chega ao cotidiano das pessoas e provoca reflexão. A programação segue até o dia 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia.
“A Vila do Algodão foi pensada para aproximar as pessoas e contar uma história que, muitas vezes, elas não conhecem. Queremos mostrar como a cotonicultura evoluiu, os valores que sustentam essa cadeia produtiva e como ela continua se preparando para os desafios do futuro. Cada espaço foi criado para provocar descobertas e gerar conexão com o visitante”, afirma a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.
A Vila reúne diferentes ambientes dedicados à qualidade da fibra, sustentabilidade, rastreabilidade, inovação e mercado. A proposta é aproximar o visitante de temas que ajudam a explicar a relevância da cotonicultura e os fatores que colocam a Bahia como o segundo maior produtor da fibra no país.
Os visitantes podem conhecer as diferentes etapas do processo produtivo: o capulho, o algodão em caroço, a pluma beneficiada e os diversos subprodutos gerados pela atividade. O espaço também evidencia como o algodão está presente no dia a dia das pessoas, por meio da indústria têxtil, da produção de óleo e da alimentação animal.
Monitores acompanham todo o percurso, apresentando conteúdos e curiosidades sobre a produção, a qualidade da fibra, os avanços tecnológicos e os compromissos socioambientais assumidos pelo setor no estado.
Sou de Algodão
Um dos espaços é dedicado ao Movimento Sou de Algodão, iniciativa que aproxima a cadeia produtiva do consumidor final. Além de conhecer os diferentes usos da fibra natural, os visitantes podem participar da campanha De Olho na Etiqueta, aprender mais sobre a composição dos produtos têxteis e adquirir uma camiseta comemorativa da Bahia Farm Show, criada exclusivamente para esta edição pela estilista baiana Adriana Meira.
Debates e podcast
A programação contempla ainda espaços voltados à troca de conhecimento e experiências. A Vila abriga o estúdio do podcast Conexão Abapa, que grava sua segunda edição durante a feira, e os Talks Abapa, série de encontros com especialistas, lideranças e convidados para discutir temas ligados ao mercado, à sustentabilidade, à moda e ao futuro da cotonicultura.
Presidente da Abapa participa de debate sobre crédito rural e perspectivas para o Plano Safra
A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, participou, nesta quarta-feira (10), de um encontro promovido pelo Banco do Nordeste (BNB) durante a Bahia Farm Show. O evento reuniu produtores rurais, lideranças do agronegócio e representantes da instituição financeira para apresentar soluções de crédito voltadas ao setor, discutir os desafios do financiamento da produção agrícola e antecipar novidades do Plano Safra 2026/2027, que será lançado pelo governo federal em julho. O debate contou ainda com a participação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, e dos produtores Júlio Busato e Cristina Gross.
Durante a programação, o BNB apresentou números de sua atuação no estado e reforçou sua posição como principal financiador do agronegócio na região. Segundo a instituição, somente em 2025 foram contratados R$ 4,3 bilhões em operações para a agricultura empresarial na Bahia, dos quais R$ 3,2 bilhões foram destinados ao Oeste baiano. O banco também destacou que responde por cerca de 50% dos financiamentos rurais realizados no estado, além de manter forte atuação junto à agricultura familiar, com mais de 178 mil operações contratadas.
Entre as novidades anunciadas para o próximo Plano Safra estão a ampliação dos limites de financiamento para produtores de médio e grande porte, tanto para custeio e comercialização quanto para investimentos. O banco também informou que passará a utilizar novas ferramentas tecnológicas para agilizar a análise das propostas, incluindo automação dos processos de custeio agrícola, mecanismos de conformidade socioambiental e análise documental apoiada por inteligência artificial.
O encontro abordou ainda a sustentabilidade como um dos pilares do desenvolvimento do agronegócio. Com o tema “Semeando Sustentabilidade, Colhendo um Futuro Sólido”, o BNB apresentou iniciativas de impacto social e ambiental apoiadas pela instituição, entre elas o Fundo para Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Bahia (Fundesis), que há duas décadas desenvolve projetos em municípios do Oeste baiano.
Abapa e Faeb se reúnem na Vila do Algodão para tratar de pautas do setor
A necessidade de fortalecer a atuação conjunta das entidades representativas do agronegócio foi o principal tema da conversa entre a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, realizada nesta terça-feira (10), na Vila do Algodão, durante a Bahia Farm Show. Participaram também o vice-presidente da entidade, Douglas Orth, e o assessor jurídico, Carlos Palmeira.
Ao apresentar as principais pautas defendidas pela Abapa, Alessandra destacou que a entidade tem concentrado seus esforços em três frentes estratégicas para o setor. “As nossas pautas são incansáveis: segurança jurídica, meio ambiente e infraestrutura. São temas que impactam diretamente a competitividade do agro e exigem atenção permanente das entidades e do poder público”, afirmou.
Durante o encontro, os dirigentes discutiram desafios relacionados aos marcos regulatórios, à legislação ambiental, à infraestrutura logística e à necessidade de maior eficiência na tramitação de processos e licenciamentos. A duplicação da BR-242, o avanço de projetos ferroviários e a segurança jurídica para os produtores estiveram entre os assuntos abordados.
Para Humberto Miranda, é preciso que as entidades atuem de forma cada vez mais integrada na defesa dos interesses do setor. “Nós precisamos nos despedir das vaidades institucionais e nos dar as mãos para falar em nome do setor. Tenho certeza de que, se a gente for junto, de uma forma mais firme e exigente, teremos mais força para cobrar providências em relação aos temas que impactam a produção”, afirmou.
Alessandra reforçou que o alinhamento entre as organizações é fundamental para avançar nas demandas prioritárias. “Quanto mais unidos estivermos, mais força teremos para defender as prioridades do agro. Precisamos construir posicionamentos comuns e atuar de forma coordenada para buscar soluções para questões que afetam a competitividade e o desenvolvimento da nossa região”, destacou.
Também foram discutidos impactos de medidas tributárias recentes sobre cadeias produtivas, especialmente o algodão. Na avaliação das lideranças, a união entre entidades e produtores será decisiva para ampliar o diálogo com o poder público e acelerar soluções para demandas estratégicas do agronegócio baiano.
Comitiva de autoridades conhecem Centro de Análise de Fibras
O recém-inaugurado Centro de Análise de Fibras, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) recebeu, ontem (10), uma comitiva de prefeitos e secretários dos municípios de Barreiras e Ilhéus, para conhecer os processos de análise do laboratório. Além disso, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer todo o processo de produção de algodão, por meio de um passeio na “Passarela do Saber”.
O diretor executivo, Gustavo Prado, acompanhou o grupo e explicou a importância do local para a tomada de decisão do cotonicultor associado e do Matopiba. “O objetivo do encontro foi a aproximação com municípios com interesse de fomentar as exportações de algodão pelo Porto Sul, localizado em Ilhéus-BA. A ideia é unir esforços para que os produtos agrícolas da região Oeste tenham mais opções de escoamento, como alternativa ao Porto de Santos, no estado de São Paulo”, explicou.
Estudante recebe certificado por escolher nome do Viveiro da Abapa e Agrosul
O estudante Paulo Eduardo Pinheiro recebeu, nesta quarta-feira (10), durante a Bahia Farm Show, o certificado de premiação do concurso que definiu o nome do Viveiro da Abapa e Agrosul Máquinas – John Deere, além de um notebook. A proposta vencedora, “Raízes do Cerrado”, foi escolhida entre as sugestões apresentadas pelos participantes da iniciativa.
A entrega do certificado ocorreu no Viveiro, que fica no Complexo da Bahia Farm Show, reconhecendo a contribuição do estudante para um projeto voltado à produção de mudas, educação ambiental e à promoção da sustentabilidade na região. O nome escolhido faz referência à vegetação característica do Oeste baiano e à importância da preservação ambiental para o desenvolvimento das atividades agropecuárias.
Fruto da parceria entre a Abapa e a Agrosul Máquinas, o viveiro tem capacidade de produzir 100 mil mudas por ciclo e para a Bahia Farm Show disponibilizou 4 mil espécies para doação. Trata-se de um instituto que tem como finalidade a produção de mudas destinadas à comunidade e aos produtores rurais, além de promover educação ambiental e ações de recuperação ambiental, arborização e fortalecimento da consciência sobre a conservação dos recursos naturais.
Encontros com pesquisadores, parceiros, associados e lideranças do agro marcaram o início da “Nova Era” da instituição e reforçaram o protagonismo da pesquisa aplicada no MATOPIBA
A Bahia Farm Show 2026 se transformou, nesta semana, em palco de importantes articulações para o futuro da pesquisa agrícola no Oeste baiano e na região do MATOPIBA. Em uma agenda marcada por reuniões estratégicas, alinhamentos institucionais e fortalecimento de parcerias, a Fundação Bahia deu início à sua programação na feira apresentando oficialmente os novos rumos da entidade durante os encontros e consolidando parcerias.
Muito além de uma cerimônia institucional, o encontro realizado no dia 9 de junho reuniu pesquisadores, produtores rurais, associados, representantes de empresas parceiras, consultores, integrantes do Comitê Técnico-Científico (CTC) e lideranças do agronegócio em torno de um propósito comum: construir, de forma colaborativa, os próximos passos de uma das mais importantes instituições de pesquisa agrícola aplicada do país.
Sob a presidência do produtor rural Jarbas Bergamaschi e da nova diretoria, composta por produtores como Dhone Dugnani, Alan Juliani e Clóvis Ceolin, a Fundação Bahia iniciou um ciclo pautado pelo diálogo permanente com o setor produtivo. As reuniões e conversas realizadas durante a Bahia Farm Show assumiram papel central nessa nova etapa, promovendo a aproximação entre quem produz conhecimento e quem vivencia, diariamente, os desafios do campo.
Preparação Ao longo da programação, a instituição apresentou os pilares que irão orientar sua atuação nos próximos anos, com destaque para a modernização de processos, a ampliação das parcerias institucionais e o fortalecimento da conexão entre pesquisa científica e aplicação prática no campo. Os encontros com autoridades e lideranças, como o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues e o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro também marcaram a semana.
“Vivemos um momento muito importante para a Fundação Bahia. Esta nova fase representa nosso compromisso em fortalecer ainda mais a pesquisa agrícola, ampliar o diálogo com o setor produtivo e construir, de forma conjunta, soluções que contribuam para o desenvolvimento do agro no MATOPIBA. Ficamos extremamente satisfeitos com a receptividade e a participação das lideranças e parceiros neste primeiro dia de Bahia Farm Show, o que reforça a confiança no trabalho que estamos desenvolvendo e nos desafios que temos pela frente”, destacou o presidente da Fundação Bahia, Jarbas Bergamaschi.
Ao celebrar este novo ciclo, a Fundação Bahia reafirma sua missão de gerar conhecimento, impulsionar a inovação e contribuir diretamente para a evolução da agricultura tropical brasileira. A força das conexões estabelecidas durante a feira evidencia que os avanços da pesquisa acontecem, sobretudo, quando ciência, produtores e parceiros caminham lado a lado.
A programação da Bahia Farm Show 2026 segue até o dia 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). A Fundação Bahia convida produtores rurais, pesquisadores, estudantes, parceiros e visitantes a conhecerem seu espaço na feira e acompanharem de perto as iniciativas que estão ajudando a construir o futuro do agronegócio brasileiro.
Fiscalizações da Polícia Civil também incluíram ações educativas com comerciantes sobre armazenamento e comercialização regular dos produtos
A Polícia Civil da Bahia, por meio da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC), apreendeu cerca de 7 mil unidades de fogos de artifício nas cidades de Luís Eduardo Magalhães, Serrinha, Valença, Barreiras e Itabuna, durante ações da Operação Em Chamas, nesta terça-feira (9).
A ação tem como objetivo combater o comércio e o armazenamento clandestino desse material, protegendo a população da exposição a produtos irregulares e coibindo a venda de mercadorias impróprias para o consumo no período junino.
Além das fiscalizações, equipes da CFPC realizaram ações educativas junto aos proprietários e responsáveis pelos estabelecimentos comerciais vistoriados, orientando sobre as normas de comercialização, armazenamento e transporte de fogos de artifício, bem como sobre os riscos decorrentes do descumprimento da legislação vigente.
A operação continuará nos 417 municípios da Bahia, em uma ação padronizada e descentralizada, contando com o apoio de outros órgãos, como a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM), o Exército Brasileiro, o Conselho Regional de Química (CRQ) e o Departamento de Polícia Técnica (DPT).
A Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) e o Departamento de Polícia do Interior (Depin), por meio das 26 Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins), também participam das diligências.
Durante a edição comemorativa de 20 anos da Bahia Farm Show, o Conecta LEM celebra seu primeiro ano de funcionamento se consolidado como a principal plataforma digital de serviços públicos de Luís Eduardo Magalhães.
Lançado em junho de 2025, o aplicativo nasceu com o obejetivo de aproximar os serviços da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães e suas secretarias com a população por meio da tecnologia. Um ano depois, a ferramenta se transformou na principal porta de entrada digital dos serviços públicos municipais, reunindo em um único ambiente soluções de diversas secretarias e permitindo que milhares de cidadãos resolvam demandas diretamente pelo celular, a qualquer hora do dia.
Histórico de Ações e usabilidade do app Conecta LEM Entre junho de 2025 e maio de 2026, foram registradas mais de 18,5 mil atividades por meio da plataforma, demonstrando a confiança dos usuários e a efetividade do atendimento digital. Segundo informações da coordenadora do Conecta LEM, Patrícia Torunsky, o aplicativo disponibiliza mais de 100 serviços digitais, abrangendo áreas como educação, cidadania, esportes, assistência social, arrecadação, ouvidoria e serviços urbanos. “A iniciativa reduziu a necessidade de deslocamentos presenciais, diminuiu filas e ampliou o acesso da população aos serviços públicos”, destacou Patrícia.
Conecta LEM na Bahia Farm Show 2026 Papara comemorar 1 ano em atividade a equipe do Conecta LEM está com uma progamação interativa na 20ª edição da BFS. Localizada no stand da Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães é possivel tirar dúvidas sobre o app , participar de jogos interativos e até ganhar brindes.
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As cores da bandeira do Brasil deram o tom às ruas da Bahia Farm Show na tarde desta terça-feira (9), em Luís Eduardo Magalhães. Isso porque o prefeito Júnior Marabá, acompanhado da primeira-dama, Cinthya Marabá, e de outras autoridades, recebeu a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL), do presidente do PL na Bahia, João Roma, além de uma multidão de pessoas que acompanharam a comitiva no complexo de exposições da Bahia Farm Show.
Desde sua chegada, por volta das 15h, no Aeroporto Ondumar Ferreira Borges, em Luís Eduardo Magalhães, o senador Flávio Bolsonaro foi aclamado por apoiadores. Em seu discurso, o pré-candidato à presidente do Brasil lembrou da visita de seu pai ao mesmo local em 2022 e afirmou que, se eleito, no próximo ano, retornará à Bahia Farm Show acompanhado de Jair Messias Bolsonaro.
Também bastante prestigiado pelos visitantes, João Roma exaltou o convite feito pelo prefeito Júnior Marabá e por Cinthya Marabá, destacando Luís Eduardo Magalhães como um dos principais polos do agronegócio regional, estadual e nacional e parabenizou Junior pela gestão municipal e acolhimento.
Realizada em Luís Eduardo Magalhães, na região oeste da Bahia, a Bahia Farm Show é uma das principais feiras de tecnologia agrícola e negócios do agronegócio brasileiro. Em sua edição comemorativa de 20 anos, a feira reúne novidades em maquinários, equipamentos, tecnologias e insumos para o campo, atraindo produtores, empresários e investidores de diversas regiões do país.
Projeto que regulamenta o homeschooling está parado no Senado há quatro anos
Dea Campos e Tiba Camargos defendem a educação domiciliar em audiência na Câmara Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Em audiência pública realizada nesta terça-feira (9), na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, famílias que praticam a educação domiciliar defenderam a aprovação de uma lei para regulamentar o homeschooling no Brasil. O encontro foi convocado a pedido do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e reuniu pais, advogados e representantes de entidades ligadas à causa.
Os participantes afirmaram que a ausência de uma legislação específica tem levado famílias a enfrentar processos judiciais, multas e até condenações criminais. Atualmente, há um projeto de lei sobre o tema parado no Senado há cerca de quatro anos.
A advogada Isabelle Monteiro, consultora jurídica da Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), disse que o problema não é constitucional, mas legislativo.
– O Supremo Tribunal Federal em 2018 já assentou que o homeschooling é constitucional. Então o problema não é a Constituição Federal. É a ausência de uma lei regulamentadora. Essa omissão do Legislativo vem transformando a rotina de famílias exemplares em um verdadeiro pesadelo – declarou.
Segundo ela, pais têm sido alvo de notificações, processos e acusações de abandono intelectual, além de viverem sob a ameaça de perder a guarda dos filhos.
– Essas famílias têm sido submetidas a notificações, processos, acusações, condenações por crime de abandono intelectual e o mais perverso de todos: a ameaça constante da perda da guarda dos seus filhos – afirmou.
O advogado Gustavo Guiotto, que atua na defesa de famílias educadoras, criticou a forma como órgãos públicos lidam com os casos de homeschooling.
– Muitas dessas famílias chegam ao Estado não por denúncias de maus-tratos, violência ou negligência. Elas chegam porque os filhos não estão matriculados em uma escola formal – disse.
Ele argumentou que autoridades costumam avaliar apenas a existência da matrícula escolar, sem analisar a realidade da criança.
– A pergunta deixa de ser: essa criança está aprendendo? Há rotina educacional? Há desenvolvimento? E só temos uma pergunta: há matrícula? – declarou.
Entre os relatos apresentados na audiência esteve o do casal Adauto e Iêda Denardi, de Jales (SP), condenado a 50 dias de prisão por abandono intelectual após optar pela educação domiciliar das filhas. O caso ainda está em fase de recurso.
– Recebemos uma condenação por abandono intelectual. Cinquenta dias de prisão. Pergunto a vocês: quem vai ficar com nossas filhas? – questionou Adauto.
Ele afirmou que a família apresentou documentos e testemunhas para comprovar que as crianças recebiam educação regular.
– Educar nossos filhos é crime? A nossa condenação diz isso. Educar no Brasil está prestes a se tornar um crime – declarou.
Iêda Denardi pediu apoio dos parlamentares para garantir a liberdade educacional.
– Deputado Nikolas Ferreira, nos ajude para que a liberdade educacional não seja sufocada e que os filhos dos brasileiros tenham o direito de ser educados – disse.
Em um dos momentos mais emocionantes da audiência, a mãe educadora Regiane Cichelero chorou ao relatar a situação enfrentada por sua família. Mãe de três filhos e grávida do quarto, ela afirmou que já acumula uma multa próxima de R$ 150 mil por não matricular o filho mais velho na escola.
– Eu recebi uma decisão judicial fixando mil reais de multa diária pela educação do meu filho – afirmou.
Regiane contou que enfrentou a disputa judicial enquanto passava por uma gravidez de risco e se recuperava de uma cesariana de emergência. Segundo ela, chegou a ser advertida sobre a possibilidade de acolhimento institucional do filho.
– O Estado achou que ele sabia melhor sobre uma criança que ele não sabia nada, só o nome – declarou.
A mãe também revelou que sua segunda filha completará quatro anos nos próximos dias. Com isso, teme voltar a enfrentar novos processos por optar pela educação domiciliar.
– Eu tenho até sexta para ser mãe dela integralmente. A partir de sábado, o Estado dirá que agora é ele que tem direito sobre ela – disse, emocionada.
Grávida de nove meses, Regiane afirmou que vive sob o receio de novas punições e criticou o que considera uma inversão de valores.
– Eu sou considerada apta pelo Estado a dar aula para 20 ou 30 crianças desconhecidas. Mas para os meus filhos, que eu gerei, pari e amamentei, eu sou considerada incapaz – declarou.
Ao final do debate, os participantes defenderam que a regulamentação do homeschooling estabeleça critérios para a prática e ofereça segurança jurídica às famílias que optam por educar os filhos em casa.
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