Mais da metade dos brasileiros crê que criminalidade aumentou

Dados são de pesquisa Datafolha

Brasileiros percebem piora na criminalidade Foto: Pixabay

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha mostra que 58% dos brasileiros consideram que houve aumento da criminalidade nas suas cidades nos últimos doze meses. Os dados foram divulgados neste sábado (12).

Conforme o levantamento, a avaliação de piora é predominante entre homens, mulheres, jovens, idosos e pessoas de diferentes faixas de renda e opções partidárias. Nos últimos anos, especialistas têm afirmado que o aumento do poder das facções criminosas e a escalada de roubos de celulares agravam a percepção de insegurança entre os cidadãos.

A pesquisa, realizada entre 1 e 3 de abril deste ano, ouviu a opinião de 3.054 pessoas acima de 16 anos de 172 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Ainda conforme o levantamento do Instituto Datafolha, 25% dos entrevistados avaliam que não houve alterações no cenário de criminalidade. Já a minoria, 15%, acredita que os crimes caíram

A percepção de piora é maior entre mulheres, moradores de capitais e regiões metropolitanas e da região Sudeste.

Nas capitais e regiões metropolitanas, 66% dos moradores destacam o avanço da criminalidade. Já nas cidades do interior, 51% destacam que o problema aumentou.

Entre os homens, 52% acreditam que houve aumento na criminalidade, enquanto 19% percebem uma diminuição. Já entre as mulheres, 62% dizem que houve alta e apenas 12% falam em queda.

Entre aqueles que ganham mais de dez salários mínimos, 64% responderam que a criminalidade aumentou e só 12% disseram que diminuiu. A margem de erro nesse segmento, segundo Instituto Datafolha, é de oito pontos percentuais.

Para aqueles que ganham menos de dois salários mínimos, o relato de piora é de 59%. Nesse estrato socioeconômico, 16% responderam ter observado redução no problema. Aqui, a margem de erro é de três pontos.

Entre os que têm renda entre cinco e dez salários mínimos, metade avalia que a criminalidade piorou, 31% entendem que permanece igual e 16% relatam melhora. A margem de erro é de cinco pontos.

Questionados sobre a segurança nos bairros onde moram, 44% dos entrevistados disseram que a criminalidade aumentou na sua vizinhança. Para 38%, a situação permanece da mesma forma. Já 19% deles afirmaram que o problema reduziu.

A percepção da insegurança, segundo especialistas tem mostrado nos últimos anos, é agravada pela escalada de roubos de celulares. Os telefones se tornaram alvos preferenciais dos ladrões, uma vez que se transformaram em espécies de pequenas agências bancárias.

Com o aparelho, é possível fazer transferências de dinheiro por meio do Pix ou de aplicativos bancários, o que potencializa o lucro dos bandidos.

E diferentemente de homicídios, que são mais comuns nas periferias, roubos e furtos também se multiplicam em bairros ricos e de classe média, o que deixa um número maior de cidadãos assustados.

Em São Paulo, nos últimos meses, houve uma escalada de crimes violentos – incluindo latrocínios – em bairros de alto padrão, como Pinheiros. A Secretaria da Segurança Pública tem afirmado que está reforçando o efetivo policial, reorientando o patrulhamento conforme as taxas de crimes e aumentando os recursos para a investigação.

*AE

Pleno News

84ª CIPM iniciou a Operação Rio Grande Avançado em municípios do oeste da Bahia

operacao841242524
operacao84124252

Na tarde desta sexta-feira (11), teve início a Operação Rio Grande Avançado, cuja finalidade é intensificar o policiamento nos municípios de Angical, Cotegipe e Wanderley.

A referida operação é resultado de uma solicitação formal dos gestores municipais, que demandaram a realização de uma ação de impacto operacional em seus respectivos territórios.



As atividades foram iniciadas no município de Wanderley, onde o Pelotão Tático Operacional da 84ª CIPM, em conjunto com o efetivo do 4º Pelotão local, intensificou as abordagens e fiscalizações em veículos, estabelecimentos comerciais, transportes clandestinos e locais previamente identificados por meio de denúncias de tráfico de entorpecentes.

A 84ª CIPM reafirma seu compromisso com a manutenção da ordem pública e da paz social em toda a sua área de responsabilidade territorial.

operacao8412425

84ª CIPM

Ex-MST denuncia tortura, manipulação e doutrinação ideológica

Pedro Pôncio falou sobre a face oculta do movimento social

Pedro Pôncio em entrevista ao Pleno.News Foto: YouTube Pleno News

Em entrevista ao Pleno.News nesta quinta-feira (10), o ex-MST Pedro Pôncio denunciou as várias faces do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Ele, que cresceu em um acampamento, dá detalhes de como é viver em terras oferecidas pelo grupo de esquerda.

Pôncio, que é autor do livro A Face Oculta do MST, conta que a base ideológica do movimento é marxista e que o grupo ilude a sociedade mostrando outras faces.

– O MST confunde a sociedade em várias faces. Tá aí o motivo do primeiro livre se chamar A Face Oculta do MST, porque o Movimento Sem Terra é um movimento de várias faces, primeiro apresenta com a face das pessoas do acampamento, depois ele vai te mostrando uma face mais oculta, que é toda a escravidão e a tortura psicológica.

Pôncio acusa ainda o movimento de fazer lavagem cerebral nas pessoas, que são submetidas ao que ele chama de “campos de doutrinação”.

– Não se enganem! Aqueles que acham que o movimento é apenas um bando de baderneiros que se vestem de vermelho e vão para Brasília fazer bagunça e depredar patrimônio público, é muito mais do que isso!

Assista:
https://www.youtube.com/embed/jJCv4xI5puQ?si=y2O9q8lFAK90qeCL

Agroindústria deve demandar mais da silvicultura do Oeste da Bahia

Cultura pode ser uma fonte de renda a longo prazo para produtores rurais.

No Oeste da Bahia, as florestas de eucalipto para produção comercial é uma realidade ainda recente para produtores de culturas tradicionais comuns na região. Com a instalação de fábricas da agroindústria, a Silvicultura é alternativa de geração de energia e também para outros segmentos.

A operação de colheita dessa produção utiliza máquinas rápidas e precisas. Elas cortam árvores que ultrapassam os 40 metros de altura.

Além da extração da madeira, produtores do Oeste baiano, conheceram de perto o manejo florestal e condução de rebrota numa fazenda que cultiva eucaliptos em Barreiras (BA). A experiência no campo foi promovida por uma cooperativa de produtores rurais.

O engenheiro florestal e doutor em genética, Antônio Marcos Rosado, explicou como o plantio de eucaliptos foi iniciado na região.

“É o primeiro workshop em silvicultura aqui na região do Oeste da Bahia. Teve alguns aventureiros que plantaram sem testar previamente os materiais genéticos aqui. É o pontapé inicial para realmente organizar essa introdução do eucalipto de uma forma mais séria, de uma forma mais organizada, que garanta um sucesso para o produtor rural.”, disse Rosado.

Ele também ressaltou a importância de estudos de viabilidade para quem se interessa nessa produção.

“Tivemos alguns aventureiros que plantaram e, felizmente, alguns deram certo. Esses que deram certo já é um direcionador para aqueles que querem plantar agora, já sabem quais são os materiais genéticos como esse que nós estamos aqui agora nesse plantio, qual o material genético que se pode plantar, qual o clone que se pode plantar que dá certo na região”, explica o doutor em genética.

A silvicultura é um investimento a longo prazo. O ciclo do plantio até o primeiro ponto de corte, leva 7 anos, ainda assim, é possível ter uma boa rentabilidade, explicou o engenheiro florestal, Moisés Pedreira de Souza.

“A preço de hoje, se eu tivesse floresta hoje para vender, a rentabilidade estaria na faixa de o equivalente a 36 a 40 sacas de soja por hectare, o que é um rendimento muito bom, levando em consideração que você tem uma floresta em que a rotatividade dela é em torno de sete anos. O grande gargalo do evento é fazer com que o fazendeiro entenda que o projeto é a longo prazo, ou seja, eu planto hoje para ter um retorno daqui a sete anos.”, contou o engenheiro.

Corte eucalipto, agroflorestas, fazenda planalto, oeste da Bahia
Máquina conhecida como harvester, que corta as árvores de eucalipto | Imagem: Vinicius Ramos/ Canal Rural Bahia

A Fazenda Planalto, por exemplo, tinha inicialmente mil hectares de área plantada, está agora com cerca de setecentos e cinquenta, em um local que antes era de pastagem.

Apesar da grandiosidade de uma floresta de eucaliptos profissionais do setor afirmam que a região precisa de mais florestas para atender a demanda de geração de energia.

Demanda deve aumentar

De acordo com a engenheira florestal, Izabel Cristina Ceron de Paula, o setor na região Oeste da Bahia sofre uma estagnação desde 2012.

“Nós tivemos uma estagnação de 2012 até agora. São poucas fazendas que estão implantando eucalipto, mas a gente sabe que a gente já está com uma demanda de no mínimo três anos atrasado com os plantios de eucalipto. e aí nós fizemos esse workshop com o objetivo de incentivar os produtores, que também é uma nova fonte de renda, é uma fonte de renda mais além da soja, algodão e milho, e estamos motivados a aumentar a área de plantio aqui na região.”, disse Izabel.

De acordo com o engenheiro, o Oeste da Bahia possui madeira apenas para os próximos 3 anos, uma margem apertada diante do longo ciclo da cultura e de grandes projetos voltados a produção de biomassa. São três indústrias que serão instaladas na região de Correntina e Luís Eduardo Magalhães.

“Mercado existe, as empresas estão aí e como informação, nós já temos uma empresa que vai funcionar esse ano, que vai produzir álcool de milho, que deverá consumir em torno de 2 mil hectares de eucalipto por ano. Então, só essas três empresas vão precisar por ano de 6 mil hectares. como o ciclo é de sete anos, eu vou precisar pelo menos de 40 a 42 mil hectares para movimentar apenas três indústrias.”, finalizou.

Canal Rural

Parecer: China rejeita frigoríficos indicados pelo governo Lula

Documento aponta que não há conformidades com critérios técnicos exigidos

China reprovou frigoríficos indicados pelo governo Lula (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Los Muertos Crew

A China rejeitou todos os 28 frigoríficos brasileiros de carne bovina que o governo Lula (PT) tinha indicado, por meio do Ministério da Agricultura (Mapa), para habilitação à exportação.

Após uma análise da GACC (Administração-Geral de Aduanas da China, na sigla em inglês), as plantas foram reprovadas.

Em um parecer, o governo chinês aponta que não há conformidades com os critérios técnicos exigidos: localização dos estabelecimentos em áreas com restrição sanitária conforme as normas da China; ausência de vestiários com acesso direto às áreas de produção; e falhas no procedimento de verificação da idade dos bovinos no momento do abate.

Como resultado, a GACC recomendou que o Brasil faça as correções necessárias. Depois disso, os estabelecimentos deverão ser submetidos de novo por meio do sistema Cifer (Registro de Empresas Exportadoras de Alimentos para a China).

O documento tratou apenas os frigoríficos de carne bovina. Outros setores incluídos pelo Mapa, de aves, suínos e asininos, não foram citados no comunicado. As informações são do Poder360.

Pleno News

Lula sanciona sem vetos a Lei de Reciprocidade Econômica

Texto havia sido aprovado pelo Congresso

Presidente Lula Foto: EFE/EPA/MINH HOANG/POOL

Nesta sexta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou sem vetos a Lei de Reciprocidade. A medida autoriza o Brasil a adotar medidas de retaliação comercial contra nações que decidirem impor sanções unilaterais ao país.

O texto tinha sido aprovado pelo Congresso em meio a tensões comerciais internacionais, em função de sanções anunciadas recentemente pelo governo dos Estados Unidos.

A nova legislação dá base legal para que o Brasil imponha tarifas adicionais, suspenda concessões comerciais e mesmo deixe de cumprir obrigações relacionadas à propriedade intelectual em caso de medidas hostis por parte de outros países. As informações são do G1.

Pleno News