Várias motocicletas, escapamentos kadron e carro apreendidos
Em ação realizada nesta sexta-feira (7), a 86ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) apreendeu veículos em desconformidade com as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em Formosa do Rio Preto. Os automóveis foram encaminhados a um pátio em Barreiras/BA e só poderão ser liberados após regularização. A iniciativa visa reduzir acidentes e garantir um trânsito mais seguro no município.
Foi intensificado a fiscalização de trânsito em Formosa do Rio Preto com o objetivo de combater irregularidades e diminuir os índices de acidentes. Durante a operação, diversos veículos que não estavam em conformidade com as normas do CTB foram identificados e retidos.
Entre as irregularidades mais comuns estavam a falta de documentação regular, problemas mecânicos que comprometem a segurança e a ausência de itens obrigatórios, como extintores de incêndio e cintos de segurança. Após a apreensão, os veículos foram encaminhados a um pátio localizado em Barreiras, cidade próxima, onde permanecerão até que os proprietários regularizem a situação.
Na manhã desta sexta-feira (07), a Secretaria de Segurança Cidadã e Trânsito deu início à primeira Operação Paz na Feira de 2025. A ação, que contou com a participação integrada de diversos órgãos de segurança, teve como objetivo garantir a ordem e a segurança em um dos principais pontos de comércio da cidade.
A operação mobilizou um contingente significativo de agentes, incluindo 10 Guardas Civis Municipais (GCM), 8 policiais militares (PM) e 3 agentes do Poder Judiciário, especialmente do Juizado de Menor. A presença desses órgãos reforçou a fiscalização e a prevenção de ocorrências no local.
Durante a ação, foram registradas 21 abordagens a pessoas que circulavam pela feira. Além disso, os agentes realizaram a apreensão de duas armas brancas, do tipo faca, que estavam em posse de indivíduos no local. A apreensão desses objetos reforça a importância da operação para coibir a circulação de instrumentos que possam colocar a segurança de feirantes e visitantes em risco.
A Operação Paz na Feira é uma iniciativa que visa não apenas reprimir ações ilícitas, mas também promover um ambiente mais seguro e tranquilo para a população que frequenta o espaço. A Secretaria de Segurança Cidadã e Trânsito destacou que ações como essa serão realizadas periodicamente ao longo do ano, com o intuito de manter a ordem e prevenir situações de risco.
A participação do Poder Judiciário, por meio do Juizado de Menor, também chamou a atenção, reforçando o caráter preventivo e educativo da operação, especialmente no que diz respeito à proteção de jovens e adolescentes.
A população presente na feira elogiou a iniciativa, destacando a sensação de segurança proporcionada pela presença dos agentes. A Secretaria de Segurança reforçou que continuará trabalhando em parceria com outros órgãos para garantir a tranquilidade e o bem-estar de todos os cidadãos.
A próxima edição da Operação Paz na Feira já está sendo planejada, com detalhes a serem divulgados em breve.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira, 7 de fevereiro, a partir das 11h, de um evento em Paramirim, na Bahia, para a entrega de obras conectadas ao Novo PAC com participação federal e do governo do estado. Durante o evento, haverá a entrega da primeira etapa da Adutora da Fé, em Bom Jesus da Lapa (BA), e do sistema de esgotamento de Paramirim. Também haverá a assinatura da Ordem de Serviço para o início de obras da barragem do Rio da Caixa e para o Canal do Sertão Baiano.
“É uma alegria muito grande estar de volta ao interior da Bahia”, disse Lula, em breve pronunciamento após desembarcar do helicóptero que o levou a Paramirim. “É um prazer vir aqui para tratar de um tema extraordinário, o programa Água para Todos, que visa garantir que todo o brasileiro possa ter água. Para beber, para tomar banho, para cozinhar e para também, para os companheiros que vivem da irrigação, tenham o direito de irrigar, porque precisamos de água e de comida”, disse.
Lula voltou a afirmar que 2025 será o ano da colheita das políticas e medidas postas em prática nos dois últimos anos. “E vocês verão que a colheita será farta”, garantiu. Lula está acompanhado de ex-governadores da Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Jacques Wagner, senador.
Em referência indireta ao processo eleitoral de 2026, Lula afirmou que o atual momento é de “derrotar a mentira” e fortalecer a democracia. “O Brasil é dos brasileiros”, disse. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues destacou que a obra que é entregue nesta sexta-feira “é a colheita das sementes do PAC”.
ADUTORA DA FÉ – Com investimento de mais de R$ 43 milhões, a primeira etapa da Adutora da Fé conta com 5,8 quilômetros de adutoras e beneficia 47 mil habitantes de Bom Jesus da Lapa. O empreendimento capta água do Rio São Francisco e inclui uma estação elevatória e uma estação de tratamento de água (ETA). A segunda, que contará com investimento de R$ 258,7 milhões, beneficiará Bom Jesus da Lapa, Riacho de Santana e Igaporã, além de 53 comunidades rurais. Inicialmente, serão atendidos 97.764 habitantes, e até 2040, 140 mil. A segunda etapa terá extensão total de 95,2 km, ampliando significativamente o abastecimento de água na região.
SANEAMENTO – Outro investimento anunciado é a conclusão do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Paramirim. Iniciado em 2011, o sistema passou por um projeto de ampliação e readequação. Com investimento de R$ 26,5 milhões da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), a obra beneficia diretamente 20 mil habitantes da região. São 85,5 km de adutoras, seis estações elevatórias, 6.482 ligações domiciliares e 1 Estação de Tratamento de Esgoto
BARRAGEM – O evento também marca a emissão da Ordem de Serviço para a implantação da Barragem do Rio da Caixa. Com investimento de R$ 123,1 milhões do Governo Federal, o empreendimento aumenta a disponibilidade hídrica na região, reduz o impacto da estiagem e contribui para a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais. O estado assinou o contrato para a execução da obra em 25 de março de 2024.
CANAL DO SERTÃO BAIANO – Também será assinada a Ordem de Serviço do Canal do Sertão Baiano, que terá 10,6 km de extensão e investimento de R$ 118,8 milhões. O sistema capta água do Rio São Francisco para ajudar a abastecer municípios como Salitre, Tourão/Poções, Itapicuru, Jacuípe e Vaza-Barris. A obra total está orçada em R$ 8 bilhões e envolve 317 quilômetros de canais. Vai beneficiar 1,2 milhão de pessoas em 44 municípios, além de gerar 45 mil empregos diretos e indiretos na região.
COMPROMISSO – As iniciativas anunciadas integram o compromisso do Governo Federal em garantir acesso à água, promover o desenvolvimento regional e fortalecer a infraestrutura hídrica do país. Com a expansão da Adutora da Fé, a construção da Barragem do Rio da Caixa e a conclusão do Sistema de Esgotamento Sanitário de Paramirim, milhares de famílias terão condições dignas de abastecimento e saneamento, impulsionando a qualidade de vida e o crescimento econômico da região.
Quase 39 mil pessoas foram assassinadas no país no ano passado
Ao menos 38.722 pessoas tiveram a vida abruptamente interrompida no Brasil em 2024 devido à violência urbana. O número representa uma média de 106 mortes por dia no país.
Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados 35.642 homicídios dolosos (ou seja, intencionais); 1.438 feminicídios; 924 latrocínios e 718 lesões corporais seguidas de morte.
Embora alarmante, o total de assassinatos registrados no ano passado representa uma redução de 5% em relação às 40.768 ocorrências de 2023. Além disso, é o menor número registrado desde 2015 – mantendo a gradual diminuição do número de mortes violentas intencionais iniciada em 2021. Entre 2015 e 2024, ao menos 470.760 pessoas foram assassinadas no país.
Em números absolutos, os estados onde mais foram registrados assassinatos em 2024 são Bahia (4.480); Rio de Janeiro (3.504); Pernambuco (3.381); Ceará (3.272); Minas Gerais (3.042); São Paulo (2.937), Pará (2.570) e Maranhão (2.053). Roraima e Acre registraram, respectivamente, 119 e 168 assassinatos, sendo as unidades federativas com os menores números de vítimas de crimes violentos contra a vida.
Os resultados foram atualizados nesta quinta-feira (6), na plataforma que a Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mantém na internet, após Rio de Janeiro e São Paulo concluírem a remessa de suas últimas informações.
Incidência
Nacionalmente, o número de pessoas assassinadas a cada grupo de 100 mil habitantes baixou de 19,26, em 2023, para 18,21, em 2024. Em 2017, ano em que os órgãos públicos oficiais reportaram o maior número de assassinatos (60.374) dos últimos dez anos, esta mesma taxa foi de 29,42.
Ainda em termos proporcionais, a taxa de assassinatos caiu em quase todas as unidades federativas, com destaque para Tocantins, onde ela baixou 10,1 pontos (de 25,4 vítimas por 100 mil habitantes, em 2023, para 15,3, em 2024); Roraima (-7 pontos, chegando a 16,60); Rio Grande do Norte (-6 pontos, alcançando a marca de 21,65); Sergipe (-4,70) e Rio de Janeiro, onde este mesmo índice baixou de 21,96 para 20,35 (-1,61), o que, em termos absolutos, significa que 177 vidas foram poupadas no estado, com o total de vítimas fluminenses diminuindo 3.781 para 3.504 vítimas.
Na contramão destes estados, Ceará (+3,15); Maranhão (+3)) e Minas Gerais (+0,6) registraram pequenos aumentos do número de ocorrências relativas a cada grupo de 100 mil habitantes.
Para o secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, ainda que os índices estejam aquém do ideal, já é observada uma tendência consistente de redução da criminalidade.
“No indicador de mortes violentas, os dados demonstram que as medidas adotadas pelo governo federal, como o fortalecimento de ações preventivas e a integração entre União, estados e municípios, têm surtido efeito. Com o avanço do uso de tecnologias, aprimoramento da gestão e investimentos em inteligência e recursos, projetamos um impacto ainda mais significativo na redução desses números, consolidando uma política de segurança mais eficiente.”
Violência policial
Os dados relativos a assassinatos no país não incluem as 15.288 mortes sem indícios de crime, mas cujas causas ainda não foram esclarecidas. Nem as 39.846 tentativas de homicídios e os 6.121 óbitos decorrentes da ação policial registrados no ano passado.
A Bahia registrou o maior número de mortes por intervenção policial ao longo do ano passado: 1.557. Em seguida, vem São Paulo (814); Rio de Janeiro (699); Pará (593) e Goiás (387).
As 6.121 mortes decorrentes da intervenção policial representaram, nacionalmente, uma redução de 4,2% em comparação com as 6.391 ocorrências registradas em 2023, mantendo a tendência de queda iniciada em 2021 – após ter aumentado ano após ano, entre 2015 e 2020.
O ano letivo em Luís Eduardo Magalhães inicia na próxima segunda-feira (10), para os mais de 22 mil estudantes da rede municipal de ensino, em 42 unidades escolares, na zona urbana e rural.
Os novos alunos receberão o kit Uniforme, e os que já fazem parte da rede, no segundo semestre.
Já o kit Material escolar e as mochilas, a Secretaria Municipal de Educação esclarece que devem ser entregues nos primeiros 30 dias de aula.
“A Secretaria tem toda uma logística, e em função da quantidade de kits que precisam ser entregues, só conseguiremos realizar de forma efetiva, nos primeiros 30 dias de aula. Levando em conta que temos mais de 22 mil estudantes na rede”, explicou o secretário Jefferson Café.
O secretário enfatiza a qualidade dos materiais que os estudantes irão receber e tranquiliza os pais. “Os pais dos nossos alunos podem ficar tranquilos que os materiais e mochilas virão com a mesma qualidade dos anos anteriores, sendo esse um compromisso da gestão do Prefeito Junior Marabá”, ressaltou.
O morado do bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães/BA, Jamilton Ferreira Dos Santos Vieira, de 39 anos, está desaparecido. Ele foi visto pela última vez em Santa Maria da Vitória, no Oeste da Bahia, onde ele tinha ido trabalhar.
O último contato que teve foi com com a mãe, no dia 27 de janeiro de 2025, aonde disse que iria pra Brasília, trabalhar na reciclagem, mas não foi mais visto e a família não conseguiu mais contato. A família já registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia de polícia de LEM.
A maioria das pessoas conhecem ele por pastor Jamilton, ou Jamilton Vieira.
Quem souber o paradeiro ou viu, entrar em contato com familiar, Ingrid Lorrane:
Após protestos dos servidores e sindicatos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) suspendeu a criação da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do IBGE (IBGE+) na última semana.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, Clician Oliveira, integrante do conselho político do Sindicato Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do IBGE (ASSIBGE), explicou que o surgimento do órgão, nos termos propostos pelo corpo diretivo do IBGE, iria ser um empecilho para a atuação da entidade. Ela pontuou a controvérsia envolvendo a personalidade jurídica do novo órgão.
“O IBGE + é uma fundação pública de direito privado, que foi criada por membros do conselho diretor da presidência do IBGE em setembro de 2024. O registro em cartório foi assinado por este conselho diretor e também pelo curador. O que significa dizer que a União representada por esses membros abriu um CNPJ, que responde ao direito privado e não ao público”, disse a sindicalista, que ainda acrescentou: “Esses conselhos não têm competência legal para isso, a não ser que haja lei específica, com aprovação votada no Congresso Nacional”.
MODELO SEGUIDO Ela, que é servidora há 23 anos do órgão, revelou que o problema não consiste na criação de uma Fundação de Apoio, que é comum em universidades e órgãos federais, mas sim no modelo estabelecido.
“O texto do estatuto não é de Fundação de Apoio. Vimos isso comparando com outras instituições deste tipo no país. Trata-se de uma cópia do texto da Fundação Nacional de Saúde, que gere os hospitais federais no Rio de Janeiro, e é conhecida por escândalos. Recentemente, houve a contaminação por HIV em transplantes de órgãos. O documento tem um texto impreciso, que na verdade se trata de uma OS [Organização Social]”.
Para Clician, a criação de uma fundação de apoio do modo que foi imposto iria colocar óbices as atribuições inerentes ao órgão e, assim, o descaracterizar como uma entidade da administração pública federal.
“Deste modo, pode atuar como uma intermediária do estado, que pode contratar sem concurso, tem uma política salarial desvinculada do RJU [Regime Jurídico Único]. Funciona como uma empresa. Há um artigo do regramento do IBGE+ que contém as atribuições de realizar todas as funções do IBGE. Isso ocorre com o Butantan que tem 200 funcionários, mas a Fundação de Apoio deles tem cerca de quatro mil. E em decorrência disso, não há mais concursos. O que representa uma clara transferência de serviço público para a esfera privada”.
FALTA DE DIÁLOGO A servidora, que compõe o conselho curador da nova fundação como estratégia de supervisionar a lisura e transparência do processo, disse que a interlocução da direção do IBGE com os servidores e os sindicatos não foi adequada, e a criação da Fundação gerou surpresa.
“Os sindicatos não foram ouvidos. O presidente do IBGE [Marcio Pochmann] trouxe um projeto de escuta que os servidores poderiam se inscrever. Participei desse grupo, mas não houve muita adesão, porque é difícil para o funcionário trabalhar durante o dia e ainda participar de um projeto dessa importância, dispende muito tempo. E só ficamos sabendo da criação em setembro de 2024, dois meses após a formalização em cartório, que ocorreu em julho”, pontuou.
Segundo a líder sindical, os diversos papeis desempenhados pelo IBGE não são compatíveis com uma instituição privada. “Produzimos um conjunto amplo de indicadores, que são utilizados em políticas públicas. Veja, o número de deputados federais é estipulado com base na nossa pesquisa populacional. Temos a área destinada a cartografia que é fundamental para a região de fronteira. Então, são atividades ligadas a soberania nacional. Imagine esse conjunto de informações serem financiadas por uma empresa privada? São questões caras ao país”, salientou.
De acordo com Clician, o estado consegue ter um maior controle sobre os funcionários, mesmo sobre os que exercem funções temporárias. “É uma questão sensível, pois vai entrar em sua casa um sujeito para colher dados e que não pode ser qualquer um. Deve ser um representante do estado, e este é punido se pisar na bola, já que os agentes de coleta respondem até penalmente por falsificarem questionários”.