Painéis, exposição de máquinas e tarde de campo marcam segundo dia do 19º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto em Luís Eduardo Magalhães

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No segundo dia de programação do 19º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto, ocorrido nesta quarta-feira (10), em Luís Eduardo Magalhães, os participantes tiveram a oportunidade de assistir a painéis e debates focados no tema central do evento: “Sustentabilidade e segurança alimentar para o Brasil e para o mundo”. Organizado pela Federação Nacional do Sistema do Plantio Direto (Febrapdp), o evento contou com a presença de renomados especialistas, incluindo pesquisadores, professores e produtores rurais, que compartilharam seus conhecimentos técnicos e práticos com o público.

Para a organização, o 19º ENSPD está atendendo as expectativas. “Mostra a união das entidades co-promotoras e supera as expectativas, visto que a estimativa de público foi atendida com a inscrição de 800 participantes. A área de painéis temáticos foi muito bem pensada, a exemplo das palestras que tivemos ontem, com o professor Chico Graziano, que trouxe uma visão mais global da demanda por alimentos e a palestra com o professor Dr. Rattan Lal que abordou sobre a questão da vida dos solos e de como eternizá-lo para a produção de alimentos. O encontro está ocorrendo dentro do planejado e estamos satisfeitos com a presença do público”, avaliou o produtor rural e vice-presidente da Febrapdp, Luiz Pradella.

Além da grade de palestras, a estrutura montada para o evento oferece ao público durante a programação, visita aos estandes de patrocinadores, de entidades co-promotoras e de 30 empresas expositoras de produtos, soluções e serviços. “O sistema plantio direto já é uma ciência há bastante tempo estudada, fundamental para manter a saúde dos nossos solos, como mantê-los produtivos e cada região tem suas particularidades. E um congresso como este, oportuniza experiências de outros estados, encontramos amigos, conhecemos novas pessoas e a troca de informações tecnológicas. É um sucesso total”, revelou o expositor e um dos patrocinadores do evento, José Cláudio de Oliveira.

Tarde de Campo – Durante a tarde, foi a vez do público participar da programação realizada em campo com visita a seis estações de demonstração das principais culturas agrícolas praticadas no Oeste da Bahia localizadas nos campos experimentais da Fundação Bahia, parceira do evento. O objetivo do momento foi promover a interação do público participante com as práticas apresentadas durante os debates.

Estudantes do curso de engenharia agronômica das Universidades Estadual da Bahia (Uneb) de Barreiras e Federal da Bahia (Ufob) de Barra participam do ENSPD e auxiliam os trabalhos da organização. A exemplo da acadêmica do sétimo semestre Naiany Matos, do Campus IX da Uneb. “É uma excelente oportunidade, não só por participar e o contato com profissionais da área, mas também por estar fazendo parte da equipe de organização e entender como um evento dessa dimensão é planejado”, destacou a acadêmica que pretende adotar pesquisas relacionadas a sustentabilidade como objeto de estudo no projeto de conclusão de curso.

A 19ª edição do ENSPD segue até esta quinta-feira (11), no Centro de Treinamento da Associação de Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), localizado no Complexo da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães. A realização do evento é da Febrapdp, e conta com a parceria da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), da Associação de Produtores de Algodão da Bahia (Abapa), da Associação dos Criadores Gado Oeste da Bahia (Acrioeste), da Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do Matopiba (Aprosem), da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb/Senar/Sindicatos), da Fundação Bahia, do Governo do Estado da Bahia, do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM), da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Servidores do INSS entram em greve por melhores salários

Instituto tem 19 mil funcionários ativos no quadro

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ligados ao Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo iniciaram nesta quarta-feira (10) uma greve a nível nacional. A paralisação ocorre por falta de acordo com o governo federal sobre reajuste salarial, e atinge tanto quem trabalha de forma presencial nas agências quanto aqueles que atuam em home office.

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A paralisação pode afetar a análise da concessão de benefícios como aposentadoria, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendimento presencial (exceto perícia médica e análise de recursos e revisões de pensões e aposentadorias. Apesar das inúmeras rodadas de negociação com o governo, não houve acordo quanto ao reajuste salarial da categoria.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no estado de São Paulo (SINSSP) ficou aprovada a instalação do comando de greve, com a primeira reunião marcada para o dia 12, para analisar os rumos do movimento.

O INSS tem 19 mil servidores ativos no quadro. A maioria – 15 mil – formada por técnicos – responsáveis pela maioria dos serviços da instituição, além de 4 mil analistas. Ao todo, 50% dos servidores, ainda estão no trabalho remoto, em home office.

Medidas

Por meio de nota, o INSS informou que vai estudar medidas de contingenciamento para que a população não seja afetada. No entanto, “balanço da paralisação iniciada nesta quarta-feira aponta que não houve impacto no sistema e no atendimento do INSS”.

O instituto diz ainda “que mais de 100 serviços do INSS podem ser realizados pela plataforma Meu INSS, que tem versão para celular (app) e desktop. Além da Central de atendimento 135, que funciona de segunda a sábado, de 7h às 22h”. Os cidadãos e cidadãs que necessitarem de algum serviço do INSS, como requerimento, cumprir exigência, solicitar auxílio-doença, por exemplo, podem utilizar esses meios.

O INSS avalia que não há como relacionar greve de servidores iniciada nesta quarta-feira com os efeitos da checagem de benefícios que vai começar somente em agosto próximo.

Outra convocação

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social marcaram para entrar em greve por tempo indeterminado, a partir da próxima terça-feira (16). Esse movimento, convocado pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), comunicou por ofício à ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, e ao presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, sobre a paralisação da categoria em todo o país.

No documento, a entidade de classe, informa que “após análise das propostas apresentadas pelo governo, entenderam que a negociação teve poucos avanços”. O texto diz ainda que [o governo] em vez de apresentar de proposta nova que fortaleça a carreira do Seguro Social, piora com o alongamento da carreira de 17 para 20 níveis e pela criação de gratificação de atividade”. A proposta é muito aquém das perdas salariais da categoria que superam os 53% no último período. A entidade enumera também que o acordo da greve de 2022 até agora não foi cumprido pelo governo.

A Fenasps explica que no dia 31 deste mês, encerra o prazo para o INSS se adequar a Instrução Normativa 24 (IN24), que transforma os atuais programas de Gestão, em Programas de Gestão e Desempenho, o que significa uma piora na pressão para cumprimento de metas e a possibilidade de desconto de salário no caso das metas não serem atingidas, bem como a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os servidores.

A entidade convoca a categoria a participar das assembleias estaduais para definir os rumos do movimento.

Agência Brasil

PF faz operação após investigações revelarem irregularidades na contratação de transporte escolar em cidade da Bahia

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Santaluz, a cerca de 245 km de Salvador, e mais seis cidades



A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 12 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (11), no município de Santaluz, a cerca de 275 km de Salvador. Investigações apontam irregularidades na contratação de uma empresa para prestação de serviços de transporte escolar na cidade, no valor de mais de R$ 8 milhões.

Segundo a Polícia Federal, a investigação detectou que a Prefeitura de Santaluz fez um procedimento de pregão eletrônico, em 2022, para contratação de empresa para a prestação de serviços de transporte escolar para executar 89 rotas no município. A empresa vencedora, possuía apenas cinco veículos, o que, conforme a PF, seria insuficiente para execução do contrato.

Os mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região foram cumpridos nas cidades de Santaluz, Valente, Conceição do Coité, Capim Grosso, Itiúba, Senhor do Bonfim e Várzea da Roça.

Dois deles foram cumpridos na sede da Prefeitura de Santaluz e na casa em que o prefeito Arismário Barbosa Júnior (Avante) mora.

O g1 tenta contato com a Prefeitura de Santaluz e com o prefeito Arismário Barbosa, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

A PF informou que os investigados vão responder pelos crimes de responsabilidade, fraude à licitação, além de corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais.

Veja abaixo o que as investigações da PF apontaram:

👉 A empresa escolhida, que não teve o nome revelado, não tinha funcionários registrados e era dona de apenas cinco veículos, o que conforme a PF, seria insuficiente para execução do contrato.

👉 A empresa vencedora da licitação apresentou a proposta com maior preço no pregão eletrônico, mas acabou sendo escolhida. As outras nove empresas que participaram da disputa apresentaram preços menores.

👉 A situação resultou em um superfaturamento de mais de R$ 2 milhões.

👉 Foi constatado também que algumas das empresas inabilitadas no certame receberam pagamento do grupo empresarial vencedor logo após serem excluídas da licitação.

G1

Morre segunda paciente a passar por transplante de rim de porco

Mulher de 54 anos chegou a viver com o órgão por 47 dias

Lisa Pisano tinha 54 anos Foto: Reprodução/YouTube NYU Langone Health

Morreu no último domingo (7) Lisa Pisano, a segunda pessoa a receber um transplante de rim de porco geneticamente modificado no mundo. O anúncio foi feito pelos cirurgiões do centro médico NYU Langone Health, responsável pelo procedimento.

A paciente, de 54 anos, apresentava insuficiência renal e cardíaca, e realizou o transplante em 12 de abril deste ano, oito dias após fazer a implantação de uma bomba cardíaca mecânica.

Os médicos de Lisa informaram que, apesar da presença da bomba cardíaca, ela ainda necessitava de medicamentos que regulavam sua pressão arterial e cujo uso acabou levando à falha do rim transplantado e à sua remoção, no dia 29 de maio.

Em comunicado sobre a morte da paciente, Robert Montgomery, diretor do NYU Langone Transplant Institute, na cidade de Nova Iorque, elogiou as contribuições de Lisa para a medicina, a cirurgia e os xenotransplantes (transplantes de órgãos de espécies diferentes).

– A sua bravura deu esperança a milhares de pessoas que vivem com insuficiência renal ou cardíaca em fase terminal e que poderão em breve se beneficiar do fornecimento alternativo de órgãos – escreveu o médico.

Lisa também fez história ao ser a primeira pessoa com uma bomba cardíaca mecânica a receber um transplante de órgão de qualquer tipo.

O primeiro paciente a receber um rim de porco geneticamente modificado foi Richard Slayman. O homem de 62 anos realizou a cirurgia em março, no Mass General Brigham, em Boston.

Conhecido como Rick, ele morreu quase dois meses após passar pelo procedimento. Na época, a equipe do hospital informou não ter nenhuma indicação de que a morte seria resultado do transplante.

*AE

Pleno News

Na ONU, indígenas cobram Lula: Crianças continuam morrendo

Declaração é de Júlio David Ye’kwana, presidente da Associação Wanasseduume Ye’kwana

Presidente Lula Foto: EFE/Andre Coelho

Uma denúncia foi apresentada por indígenas brasileiros na reunião do Mecanismo de Especialistas da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas, em Genebra, Suíça. Eles apontaram que, apesar das medidas anunciadas por Lula (PT), suas comunidades continuam ameaçadas pela violência, garimpo ilegal, fome e doenças.

Recentemente, especialistas, ONGs e líderes indígenas se reuniram na ONU para pedir ações concretas do governo Lula e mais atenção da organização internacional sobre a situação no Brasil.

Júlio David Ye’kwana, presidente da Associação Wanasseduume Ye’kwana, da Terra Indígena Yanomami, representa a Aliança de Defesa Territorial entre os povos kayapó, yanomami e munduruku. As informações são de Jamil Chade, colunista do UOL.

– Em 2023, o governo brasileiro declarou uma crise de saúde pública na Terra Indígena Yanomami, mas continuamos vendo nossas crianças morrendo de malária e desnutrição – disse Ye’kwana.

E acrescentou:

– Queremos que a ONU coloque o Estado brasileiro como responsável pela proteção de nossos territórios e pela expulsão de todos os invasores. Queremos que o sistema de atendimento especial para a nossa saúde indígena seja realmente estruturado. Isso significa ter profissionais de saúde em nossas comunidades, capazes de nos tratar.

Pleno News

Servidores do INSS entram em greve por melhores salários

Trabalhadores também planejam iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima semana

Previdência Social Foto: Instituto Nacional do Seguro Social

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo, iniciaram uma greve nacional nesta quarta-feira (10). A paralisação, motivada pela falta de acordo com o governo federal sobre reajuste salarial, inclui tanto os trabalhadores presenciais nas agências quanto os que atuam em home office.

A greve pode comprometer a análise da concessão de benefícios como aposentadorias, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendimento presencial (exceto perícia médica) e a análise de recursos e revisões de pensões e aposentadorias. Mesmo após várias rodadas de negociação com o governo, não houve consenso sobre o reajuste salarial da categoria.

Social e Previdência Social no estado de São Paulo (SINSSP) aprovou a criação de um comando de greve, com a primeira reunião agendada para a próxima sexta (12), para discutir os próximos passos do movimento.

O INSS conta com 19 mil servidores ativos, sendo 15 mil técnicos responsáveis pela maioria dos serviços da instituição, além de 4 mil analistas. Atualmente, 50% dos servidores ainda trabalham remotamente, em home office.

Os servidores também planejam iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (16). Este movimento, convocado pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), foi comunicado à ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, e ao presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

No documento, a entidade de classe informa que, após análise das propostas apresentadas pelo governo, considerou que houve poucos avanços na negociação. As informações são da Agência Brasil.

O texto também critica o governo por não apresentar uma proposta que fortaleça a carreira do Seguro Social e por piorar a situação com o alongamento da carreira de 17 para 20 níveis e a criação de uma gratificação de atividade. A proposta apresentada não cobre as perdas salariais da categoria, que superam os 53% no último período. A entidade destaca ainda que o acordo da greve de 2022 não foi cumprido pelo governo.

A Fenasps explica que no dia 31 de julho encerra o prazo para o INSS se adequar à Instrução Normativa 24 (IN24), que transforma os atuais programas de Gestão em Programas de Gestão e Desempenho. Isso pode aumentar a pressão para o cumprimento de metas, permitir desconto salarial no caso de metas não atingidas e possibilitar a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os servidores.

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